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terça-feira, 3 de julho de 2018

O importante para a nossa fé é a experiência com Cristo

Se quisermos que a nossa fé cresça, não a submetamos às realidades materiais
“Acreditaste, porque me viste? Bem-aventurados os que creram sem terem visto!” (João 20,29).
Celebramos, hoje, a festa do apóstolo São Tomé, aquele que, após a Ressurreição de Jesus, disse: “Se não vir nas suas mãos o sinal dos pregos, e não puser o meu dedo no lugar dos pregos, e não introduzir a minha mão no seu lado, não acreditarei!” (João 20,25). Tomé é aquele que exige prova material, é aquele que precisa ver para crer, porque, se não vir, ele não acreditará.
No mundo materializado em que nos encontramos, muitas pessoas querem materializar a fé. E no que isso consiste? É, justamente, exigir provas materiais para aquilo que é espiritual, sobrenatural, para aquilo que os olhos humanos não podem alcançar. Não precisamos ver o sangue ou a carne vermelha para acreditar que a Eucaristia é o Corpo e o Sangue do Senhor. Se houve épocas e lugares distintos, os chamados milagres eucarísticos foram, na verdade, demonstrações sobrenaturais e milagrosas de Deus. Não precisamos, no entanto, nem desses milagres para acreditar na presença real de Jesus na Eucaristia. Precisamos da fé viva, verdadeira, madura e alimentada no Cristo Jesus.
Sou seguidor de Cristo desde menino, mas eu nunca vi Deus, nunca vi Nossa Senhora nem os anjos. Eu fecho os meus olhos para contemplar a presença de Deus em mim, no mundo em que estou, nas realidades que estou vivendo, mas não preciso nem quero nenhuma prova material.
Precisamos que Deus aja e transforme a nossa fé. Precisamos alimentá-la, porque não podemos cair na tentação da materialidade nem das provas materiais. Às vezes, olhamos para as pessoas nas redes sociais: “Olha, estão mandando fotos. Estou vendo um sinal aqui. Olha, uma marca no Céu! Olha a marca naquele lugar”. Tudo bem se para alguns aquilo é importante, mas isso não é fundamento de fé nem é importante para nós.
O importante para a nossa fé é a experiência com o Cristo vivo e ressuscitado, uma experiência real que não passa pela nossa necessidade de vermos, mas sim experimentarmos, não de forma material, mas na mística e na vida interior que temos.
Quanto mais vida interior, madura, real e concreta temos, menos precisamos de sinais humanos ou materiais. Quando a nossa relação com Cristo é verdadeira e autêntica, às vezes, nem sentimos nada, sentimos um vazio, uma dúvida: onde Deus está humana e psicologicamente? São os próprios sentimentos perguntando, porque não fizeram a experiência.
Santa Madre Teresa de Calcutá passou mais de 20 anos sem provar, até nos seus afetos, a presença de Deus, mas ela mesmo disse: “Foi o tempo onde eu tive mais fé, onde submeti a minha fé a Deus”.
Se quisermos que a nossa fé cresça, que ela seja madura e real, não a submetamos às realidades materiais, mas somente o crescimento da experiência mística e espiritual. É essa fé que nos faz chegar a Ele.
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo
Sacerdote da Comunidade Canção Nova, jornalista e colaborador do Portal Canção Nova. Contato: padrerogercn@gmail.com – Facebook

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