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domingo, 24 de junho de 2018

A grandeza de São João Batista



 
“Houve um homem enviado por Deus: o seu nome era João. Veio para dar testemunho da luz e preparar para o Senhor um povo bem disposto a recebe-lo” (Jo 1,6-7; Lc 1,17).

A Igreja celebra duas festas litúrgicas de São João Batista (cujo nome significa “Deus é propício”), o seu nascimento (24 de junho), algo muito especial, e seu martírio (29 de agosto). Além dele a Igreja celebra o nascimento de Jesus, o Natal.

Cristo o elogiou acima de todos: “Entre todos os nascidos de mulher não surgiu quem fosse maior que João Batista” (Mt 11,11). A ele foi dito: “Serás profeta do Altíssimo, ó Menino, pois irás andando à frente do Senhor para aplainar e preparar os seus caminhos”.

João Batista é o último profeta do Antigo Testamento e o primeiro apóstolo, enquanto precede o Messias e lhe dá testemunho. “É mais que um profeta – disse ainda Jesus. É dele que está escrito: eis que envio o meu mensageiro à tua frente”. Dele foi dito: conquista_menor“Terás alegria e regozijo, e muitos se alegrarão com o seu nascimento, pois ele será grande diante do Senhor” (Lc 1,14-15). “Uma voz clama no deserto, abri um caminho para o Senhor! Aplainai na estepe um caminho para o nosso Deus!” (Is 40,3).

O nosso Catecismo diz que João supera todos os profetas dos quais ele é o último (n.523). Ele veio antes do Senhor com o espírito e o poder de Elias” (n. 696). João Batista proclama a iminência da consolação de Israel; ele é a “voz do Consolador que vem” (n.719). Com ele o Espírito Santo começa a restauração do homem “na semelhança divina” (n.720).

João encarna o caráter forte de Elias. A sua missão de fato será semelhante “no espírito e no poder” do profeta Elias, enviado para preparar um povo perfeito para a chegada do tão esperado Messias.

João foi santificado ainda no seio materno quando da visita de Nossa Senhora a Santa Isabel, já grávida do Menino Jesus. A criança que vai nascer percebe a presença de Jesus “estremecendo de alegria” no ventre materno. Enviado por Deus para “endireitar os caminhos do Senhor,” foi santificado pela graça divina antes mesmo de nascer. “Eis – diz Isabel, repleta do Espírito Santo, a Maria – quando tua saudação chegou aos meus ouvidos, a criança estremeceu de alegria em meu ventre Ele foi escolhido por Deus, desde o ventre de sua mãe Santa Isabel, para ser o precursor do Senhor; aquele que deveria anunciá-lo ao mundo, como o “Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (João 1,29). Ele mostrou como ninguém, a identidade e a missão do Senhor. O mal do mundo tem nome: pecado; e Jesus veio tirá-lo do mundo; é a Sua missão e missão da Igreja.

Santo Agostinho diz: “Quando ele já anunciava o Senhor, perguntaram-lhe: Quem és tu? (Jo 1,19). E ele respondeu: Eu sou a voz do que clama no deserto (Jo 1,23). João é a voz; o Senhor, porém, no princípio era a Palavra (Jo 1,1). João é a voz no tempo; Cristo é, desde o princípio, a Palavra eterna”.

João pregava com energia: “Convertei-vos, pois o reino dos Céus está próximo…”. “Raça de víboras! Quem vos ensinou a fugir da ira iminente. Fazei pois uma conversão frutuosa… O machado já está posto à raiz da árvore. E toda árvore que não der fruto bom será cortada e lançada no fogo. Produzi fruto que mostre vossa conversão… Eu vos batizo com água, para a conversão. Mas aquele que vem depois de mim é mais forte do que eu. Eu não sou digno nem de levar suas sandálias. Ele vos batizará com o Espírito Santo e com fogo” (Lc 3,1-12; Mt 3, 2, 8, 11).

João lavou nas águas do Jordão Aquele que lava os nossos pecados. Ele batizou Aquele que nos batiza na Sua Morte e Ressurreição. Viveu no deserto para fazer penitência e se preparar para sua futura missão. Ministrava ao povo o batismo de penitência, ao qual Jesus também acorreu, por humildade, como o Servo de Javé que se faz solidário com os pecadores. Jesus quis ser batizado por João. João quis recusar, dizendo: “Eu é que preciso ser batizado por ti, e tu vens a mim?…” (Mt 3, 14-17).cpa_rela_o_de_santos_e_beatos

São João Batista não escondia a verdade de Deus nem mesmo ao Rei Herodes Antipas, mesmo diante do martírio por ter denunciado ao adultério do Rei com Herodíades. Além de sua humildade e penitência, a firmeza de caráter era a marca registrada de João Batista; ele foi fiel imitador de Jesus Cristo, e aceitou morrer para testemunhar a verdade. É uma lição para nós hoje, diante de tanto relativismo moral e religioso, dentro e fora da Igreja. Bento XVI nos conclamava a não te medo, como João Batista, do “martírio da ridicularização”, a que nos quer submeter a “ditadura do relativismo”, como, por exemplo, essa ignomínia chamada de “ideologia de gênero”, que destrói a pessoa, o casamento e a família cristã.

João Batista, desde o ventre materno, procurou Jesus e apontou Jesus para o outros: “É preciso que Ele cresça e eu desapareça” (João 3,30). Como o Batista, o cristão não pode conduzir os outros para si mesmo, mas para Jesus; pois só Jesus salva (cf. At 4,12). João nos alerta: “No meio de vós está quem não conheceis” (João 1,26). “É este de quem eu disse: Depois de mim virá um homem, que me é superior, porque existe antes de mim… Eu o vi e dou testemunho de que Ele é o Filho de Deus” (João 1, 30-34). Como João, o cristão deve dar testemunho de Jesus.

Prof. Felipe Aquino
Fonte - https://blog.cancaonova.com/felipeaquino/2015/06/24/a-grandeza-de-sao-joao-batista/

sábado, 23 de junho de 2018

Homilia Dominical


Seu nome será João
 Misericórdia que veio do alto
Diante do nascimento de João Batista podemos contemplar “a misericórdia do alto que nos vem visitar”. A misericórdia de Deus para com seu povo é apresentada pelo nascimento de uma criança de um casal de idosos, sem esperanças, levando o “opróbio” de não ter um filho. Isto significava um fracasso diante da sociedade e até uma maldição. Não ter filhos significava ausência de uma bênção. A criança era símbolo do povo de Israel que estava esgotado e já sem muitas esperanças de um futuro. O Velho Testamento, mesmo esgotado, ainda tinha força para gerar o futuro Messias. Isabel, representando a fertilidade do Antigo Testamento, tem a certeza que a bondade de Deus para com ela foi obra de sua misericórdia. Os vizinhos vieram festejar essa misericórdia na circuncisão do menino (Lc 1,58). Zacarias ao proclamar a bondade de Deus reza: “Graças à misericórdia de nosso Deus, o sol nascente virá nos visitar” (Lc 1,78). João é a expressão da misericórdia de Deus. Isabel foi libertada do opróbrio de não ter filho. A humanidade se liberta do mal que acumulara nos séculos. Para Deus nada é impossível, diz o Anjo a Maria, citando o que Deus fizera a Isabel (Lc 1,37). A insistência sobre o nome está em sua missão: a graça misericórdia de Deus que nos visita. Deus se abaixa para abraçar e acolher a todos. A história se torna fecunda e germina o Salvador. Tem consciência que sua missão é em vista do Messias. João é o maior entre os nascidos de mulher (Lc 7,28). Sua missão ainda ressoa entre nós como os operários que preparam a vinda do Senhor aos corações.
Ele se fortalecia
           “E o menino crescia e se fortalecia no Espírito. Ele vivia nos lugares desertos, até o dia em que se apresentou publicamente a Israel” (Lc 1,80). Tinha o mesmo ritmo de Jesus que crescia, mas estava no silêncio preparando-se para seu ministério. É a imagem da ação de Deus que aguardou séculos até manifestar o Salvador. É o caminho de cada um que quer um ministério fecundo: primeiramente encher-se de Deus para depois leva-lo a todos com generosa abundância. João vivia nos lugares desertos. O deserto nos educa para Deus. Significa o conhecimento de si, de sua missão e a vitória sobre as forças contrárias ao Reino. É um modelo de formação do líder cristão. Primeiramente acolher o mistério de Deus e depois levá-Lo aos outros. O deserto exerce bem essa função. O homem moderno tem medo do silêncio, pois o coloca diante de si mesmo. Há sempre a procura de preencher o tempo vazio. O chamamento ao silêncio continua sendo uma chamada permanente. Somente assim se pode ter um silêncio permanente no meio do ruído. A areia do deserto esculpe em nós o rosto de Deus. Assim podemos ser seus anunciadores     

Palavra aguçada

           São aplicadas a ele as profecias do Servo de Javé que tem uma missão pelo povo de Deus: “Não basta ser meu servo para restaurar as tribos de Jacó e reconduzir os remanescentes de Israel: Eu te farei luz das nações, para que minha salvação chegue até os confins da terra” (Is 49,6). Sua palavra caiu sobre Israel como uma chuva benéfica e alertou o povo para a chegada do Messias, pois havia tempos que não aparecia um profeta. O povo soube entender os tempos de Deus. Chegaram a ver nele o Messias prometido. Ele sabe de seu lugar e afirma sua missão de preparar os caminhos do Senhor. Ele declara sua condição de humilde servidor que traz o alegre anúncio da vinda do Messias. A liturgia assim reza: “Alegrando-se pelo nascimento de João Batista, reconheça Cristo por ele anunciado”.
Leituras; Isaias 49,1-6; Salmo 138; Atos 13,22---26;Lucas 1,57-66.80
Ficha nº 1764 - Homilia S. S. João Batista (24.06.18)

           1. O nascimento de João manifesta a misericórdia de Deus.
           2. O deserto moldou sua vida para ser anunciador do Messias.
           3. Sua missão é preparar os caminhos do Senhor.

Eita Joãozinho danado

São tantas histórias do Joãozinho. Essa de hoje é mais uma, não da mesma raça. João foi muito danado, desde o seio materno. Tanto que já recebeu o Espírito Santo no seio de sua mãe. Depois nasce já recebendo a missão de manifestar a misericórdia de Deus. Depois tem uma formação forte e profunda, no deserto. Era o lugar de formar os homens de Deus. Não é que Deus more no deserto. Mas ali quase tem só Ele. Então dá para caprichar.

João se prepara na fidelidade a Deus em tudo. Por isso vai ter palavra forte de profeta e vai enfrentar até o próprio rei. Soube distinguir o enviado de Deus, Jesus, e preparar seu caminho.

Evangelho de hoje, domingo, 24/06/2018


Evangelho do dia - Lc 1,57-66.80
—O Senhor esteja convosco.
Ele está no meio de nós.
—PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Lucas.
Glória a vós, Senhor.
57Completou-se o tempo da gravidez de Isabel, e ela deu à luz um filho. 58Os vizinhos e parentes ouviram dizer como o Senhor tinha sido misericordioso para com Isabel, e alegraram-se com ela. 59No oitavo dia, foram circuncidar o menino, e queriam dar-lhe o nome de seu pai, Zacarias. 60A mãe, porém, disse: “Não! Ele vai chamar-se João”.
61Os outros disseram: “Não existe nenhum parente teu com esse nome!” 62Então fizeram sinais ao pai, perguntando como ele queria que o menino se chamasse. 63Zacarias pediu uma tabuinha, e escreveu: “João é o seu nome”. E todos ficaram admirados. 64No mesmo instante, a boca de Zacarias se abriu, sua língua se soltou, e ele começou a louvar a Deus. 65Todos os vizinhos ficaram com medo, e a notícia espalhou-se por toda a região montanhosa da Judeia. 66E todos os que ouviam a notícia, ficavam pensando: “O que virá a ser este menino?” De fato, a mão do Senhor estava com ele. 80E o menino crescia e se fortalecia em espírito. Ele vivia nos lugares desertos, até o dia em que se apresentou publicamente a Israel. 
— Palavra da Salvação.
Glória a vós, Senhor.

Evangelho de hoje, sábado, 23/06/2018


 
Evangelho do dia - Mt 6,24-34
O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 24“Ninguém pode servir a dois senhores: pois, ou odiará um e amará o outro, ou será fiel a um e desprezará o outro. Vós não podeis servir a Deus e ao dinheiro.
25Por isso eu vos digo: não vos preocupeis com a vossa vida, com o que havereis de comer ou beber; nem com vosso corpo, com o que havereis de vestir. Afinal a vida não vale mais do que o alimento, e o corpo, mais do que a roupa? 26Olhai os pássaros dos céus: eles não semeiam, não colhem, nem ajuntam em armazéns. No entanto, vosso Pai que está nos céus os alimenta. Vós não valeis mais do que os pássaros?
27Quem de nós pode prolongar a duração da própria vida, só pelo fato de se preocupar com isso? 28E por que ficais preocupados com a roupa? Olhai como crescem os lírios do campo: eles não trabalham nem fiam. 29Porém, eu vos digo: nem o rei Salomão, em toda a sua glória, jamais se vestiu como um deles. 30Ora, se Deus veste assim a erva do campo, que hoje existe e amanhã é queimada no forno, não fará ele muito mais por vós, gente de pouca fé?
31Portanto, não vos preocupeis, dizendo: Que vamos comer? Que vamos beber? Como vamos nos vestir? 32Os pagãos é que procuram essas coisas. Vosso Pai, que está nos céus, sabe que precisais de tudo isso. 33Pelo contrário, buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão dadas por acréscimo. 34Portanto, não vos preocupeis com o dia de amanhã, pois o dia de amanhã terá suas preocupações! Para cada dia, bastam seus próprios problemas”.
— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

sexta-feira, 22 de junho de 2018

Horário de missas na matriz


Evangelho de hoje, sexta-feira, 22/06/2018


Evangelho do dia - Mt 6,19-23
-   O Senhor esteja convosco.
Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Mateus.
Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 19“Não junteis tesouros aqui na terra, onde a traça e a ferrugem destroem, e os ladrões assaltam e roubam. 20Ao contrário, juntai para vós tesouros no céu, onde nem a traça e a ferrugem destroem, nem os ladrões assaltam e roubam. 21Porque, onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração.
22O olho é a lâmpada do corpo. Se o teu olho é sadio, todo o teu corpo ficará iluminado. 23Se o teu olho está doente, todo o corpo ficará na escuridão. Ora, se a luz que existe em ti é escuridão, como será grande a escuridão. 
— Palavra da Salvação.
Glória a vós, Senhor.