Sorteio

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2020

A provação é própria da existência humana


Feliz o homem que suporta a provação, porque, uma vez provado, receberá a coroa da vida, que o Senhor prometeu àqueles que o amam. (Tg 1,12)
A provação é própria da existência humana, daquele que vive uma vida de verdade e passa por diversas provações. Até a criança, quando ainda pequena, para aprender a andar, passa pela provação de tentar ficar em pé, e cai e levanta, mas, uma hora, quanto mais ela tenta, ela supera a provação de cair e vai ficar de pé.
Nós, no entanto, estamos falando das provações que acompanham a nossa vida, as tantas dificuldades, as tantas coisas que nos provam até por dentro e por fora. Há aqui umas coisas que são importantes dizer, e a primeira delas é: por favor, não caiam na tentação de atribuir a Deus a tentação que nós passamos. Deus não tenta ninguém, o tentador não é Ele, mas o maligno. Deus não está tentando ninguém; cada um é tentado pelas suas próprias concupiscências, cada um é tentado pelos seus próprios desejos, cada um é tentado pelas suas próprias fraquezas. Eu estou cansado de ver as pessoas dizerem: “Ah, Deus me mandou essa provação!”. Ele não lhe mandou não, meu filho! O que Deus lhe mandou foi a graça, a bênção, a luz. O que Ele quer lhe mandar é a serenidade, a sobriedade para você lidar com essas situações.

Deus não lhe mandou uma provação. Ele lhe mandou foi a graça, a bênção

É obvio que há provações que somos nós que provocamos; outras, são as circunstâncias da vida. Mas é muito fácil jogar tudo na conta de Deus, dizer que foi tudo Ele. Outros dizem que foi Deus quem permitiu. Ele nos deu a liberdade de fazer escolhas, inclusive, a escolha de suportar ou não a tentação, a liberdade de dizer “eu não dou conta”, mas de recorrer a Ele ou não para podermos enfrentar as tribulações.
O que nós não podemos é cair, de forma nenhuma, nessa visão religiosa errada, deturpada, de atribuir a Deus até as coisas negativas que acontecem conosco – “Porque Deus está me provando, está me tentando”. Deus tem mais o que fazer! Ele cuida de nós, caminha ao nosso lado, mas a responsabilidade da vida e das escolhas humanas é nossa, é de cada um de nós.
Não vivamos a religião do erro, do engano, não vivamos a religião de atribuir a Deus o que é próprio do homem. Até o Homem Jesus foi atribulado, passou por muitas provações, venceu, porque estava em Deus. O Senhor que mandou aquelas provações? Não, Ele que aceitou vim ser homem.
Uma vez que você aceitou a vida, uma vez que você é dona da sua própria vida, seja dono e também responsável pelo o que você passa, pelo o que você sofre e pelo o que você enfrenta, mas não se esqueça: a graça de Deus não nos abandona quando nós confiamos n’Ele aconteça o que acontecer, e assumimos as responsabilidades diante do que nos é proposta nas circunstâncias da vida.
Deus abençoe você!

Padre Roger Araújo


Sacerdote da Comunidade Canção Nova, jornalista e colaborador do Portal Canção Nova. Contato: padrerogercn@gmail.com – Facebook


Evangelho de hoje, quarta-feira, 19/02/2020

 

Evangelho: Marcos 8,22-26

Aleluia, aleluia, aleluia.
Que o Pai do Senhor Jesus Cristo / vos dê do saber o espírito; / para que conheçais a esperança, / reservada para vós como herança! (Ef 1,17s) – R.
Proclamação do evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos 
– Naquele tempo, 22Jesus e seus discípulos chegaram a Betsaida. Algumas pessoas trouxeram-lhe um cego e pediram a Jesus que tocasse nele. 23Jesus pegou o cego pela mão, levou-o para fora do povoado, cuspiu nos olhos dele, colocou as mãos sobre ele e perguntou: “Estás vendo alguma coisa?” 24O homem levantou os olhos e disse: “Estou vendo os homens. Eles parecem árvores que andam”. 25Então Jesus colocou de novo as mãos sobre os olhos dele e ele passou a enxergar claramente. Ficou curado e enxergava todas as coisas com nitidez. 26Jesus mandou o homem ir para casa e lhe disse: “Não entres no povoado!” 
– Palavra da salvação.
-Glória a vós Senhor!

terça-feira, 18 de fevereiro de 2020

Hoje na paróquia


A provação é própria da existência humana


Feliz o homem que suporta a provação, porque, uma vez provado, receberá a coroa da vida, que o Senhor prometeu àqueles que o amam. (Tg 1,12)
A provação é própria da existência humana, daquele que vive uma vida de verdade e passa por diversas provações. Até a criança, quando ainda pequena, para aprender a andar, passa pela provação de tentar ficar em pé, e cai e levanta, mas, uma hora, quanto mais ela tenta, ela supera a provação de cair e vai ficar de pé.
Nós, no entanto, estamos falando das provações que acompanham a nossa vida, as tantas dificuldades, as tantas coisas que nos provam até por dentro e por fora. Há aqui umas coisas que são importantes dizer, e a primeira delas é: por favor, não caiam na tentação de atribuir a Deus a tentação que nós passamos. Deus não tenta ninguém, o tentador não é Ele, mas o maligno. Deus não está tentando ninguém; cada um é tentado pelas suas próprias concupiscências, cada um é tentado pelos seus próprios desejos, cada um é tentado pelas suas próprias fraquezas. Eu estou cansado de ver as pessoas dizerem: “Ah, Deus me mandou essa provação!”. Ele não lhe mandou não, meu filho! O que Deus lhe mandou foi a graça, a bênção, a luz. O que Ele quer lhe mandar é a serenidade, a sobriedade para você lidar com essas situações.

Deus não lhe mandou uma provação. Ele lhe mandou foi a graça, a bênção

É obvio que há provações que somos nós que provocamos; outras, são as circunstâncias da vida. Mas é muito fácil jogar tudo na conta de Deus, dizer que foi tudo Ele. Outros dizem que foi Deus quem permitiu. Ele nos deu a liberdade de fazer escolhas, inclusive, a escolha de suportar ou não a tentação, a liberdade de dizer “eu não dou conta”, mas de recorrer a Ele ou não para podermos enfrentar as tribulações.
O que nós não podemos é cair, de forma nenhuma, nessa visão religiosa errada, deturpada, de atribuir a Deus até as coisas negativas que acontecem conosco – “Porque Deus está me provando, está me tentando”. Deus tem mais o que fazer! Ele cuida de nós, caminha ao nosso lado, mas a responsabilidade da vida e das escolhas humanas é nossa, é de cada um de nós.
Não vivamos a religião do erro, do engano, não vivamos a religião de atribuir a Deus o que é próprio do homem. Até o Homem Jesus foi atribulado, passou por muitas provações, venceu, porque estava em Deus. O Senhor que mandou aquelas provações? Não, Ele que aceitou vim ser homem.
Uma vez que você aceitou a vida, uma vez que você é dona da sua própria vida, seja dono e também responsável pelo o que você passa, pelo o que você sofre e pelo o que você enfrenta, mas não se esqueça: a graça de Deus não nos abandona quando nós confiamos n’Ele aconteça o que acontecer, e assumimos as responsabilidades diante do que nos é proposta nas circunstâncias da vida.
Deus abençoe você!

Padre Roger Araújo


Sacerdote da Comunidade Canção Nova, jornalista e colaborador do Portal Canção Nova. Contato: padrerogercn@gmail.com – Facebook


Evangelho de hoje, terça-feira, 18/02/2020

 
Evangelho: Marcos 8,14-21

Aleluia, aleluia, aleluia.
Quem me ama, realmente, guardará minha palavra / e meu Pai o amará, e a ele nós viremos (Jo 14,2). – R.
Proclamação do evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos 
– Naquele tempo, 14os discípulos tinham se esquecido de levar pães. Tinham consigo na barca apenas um pão. 15Então Jesus os advertiu: “Prestai atenção e tomai cuidado com o fermento dos fariseus e com o fermento de Herodes”. 16Os discípulos diziam entre si: “É porque não temos pão”. 17Mas Jesus percebeu e perguntou-lhes: “Por que discutis sobre a falta de pão? Ainda não entendeis nem compreendeis? Vós tendes o coração endurecido? 18Tendo olhos, vós não vedes e, tendo ouvidos, não ouvis? Não vos lembrais 19de quando reparti cinco pães para cinco mil pessoas? Quantos cestos vós recolhestes cheios de pedaços?” Eles responderam: “Doze”. 20Jesus perguntou: “E quando reparti sete pães com quatro mil pessoas, quantos cestos vós recolhestes cheios de pedaços?” Eles responderam: “Sete”. 21Jesus disse: “E vós ainda não compreendeis?” 
 – Palavra da salvação.
- Glória a vós Senhor!

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2020

Hoje na paróquia


A nossa justiça tem de ser a justiça de Deus

 “Se a vossa justiça não for maior do que a justiça dos mestres da Lei e dos fariseus, vós não entrareis no Reino dos Céus” (Mt 5,20 ).
Não basta acharmos que somos justos porque todo mundo se acha justo segundo a sua própria justiça. A nossa justiça não pode ser como a do mestre da lei, dos fariseus, dos hipócritas. A nossa justiça tem de ser a justiça de Deus.
Jesus nos ensina, hoje, três coisas importantes: não adianta dizer “Eu não mato, nunca matei ninguém”; meu irmão, se você se encoleriza com o seu irmão, você já é digno do réu ou do tribunal de Deus, de ser réu no tribunal divino. Você sabe que a cólera toma conta de nós, que somos movidos pela raiva, pelo ressentimento, pelo rancor. Facilmente nos irritamos, e o coração irritado (que parte para a ira) se torna um coração destemperado e diz intempéries das mais tempestivas possíveis, saem palavras pesadas, agressivas, duras. Então, se queremos viver a justiça controlemos, em primeiro lugar, a nossa cólera.
A lei divina diz: “Não cometerás adultério”. “Graças a Deus nunca adulterei”: o outro pode estar se vangloriando disso. Meu irmão, se você já olha para o outro, se você já olha para a outra desejando-a, o adultério já entrou no seu coração. Por isso, é preciso purificar a intenção interior, purificar e vigiar o nosso próprio olhar porque estamos olhando para aquilo que é pecaminoso e que traz a impureza para dentro de nós. Então, não pode vangloriar-se de ter cometido ou não o adultério, o que precisamos é purificar o nosso olhar porque o olhar puro é o que nos mantém na pureza e na integridade de vida.

É a justiça que nós queremos exigir dos outros, mas nós não somos justos nem nas nossas conversas

Depois, nós não precisamos jurar, nós não precisamos, de forma alguma, colocar peso na nossa palavra. O que nós precisamos é de autenticidade, é viver a verdade e parar de mentir. “Ah, são apenas pequenas mentirinhas”; “ah, foi apenas para enganar”: não existe pequena “mentirinha”, o que existe é mentira, pois, ou você é uma pessoa verdadeira, uma pessoa autêntica em todas as situações ou é autêntico segundo o seu critério de autenticidade somente quando lhe convém e as coisas lhe são favoráveis. Autêntico é autêntico, verdadeiro é verdadeiro. Aquele que comunga de qualquer mentira não é digno a ser um discípulo de Jesus. “Que o vosso sim seja sim, que o vosso não seja não”, e o que passar disso é do maligno e diabólico.
Porque há pessoas que, na sua frente, diz “sim”, nas costas diz “não”; há aquele que, quando está com você quer te agradar e falar um monte de coisas, mas quando está na sua ausência diz outras coisas. Isto é a hipocrisia do mundo: a nossa falta de autenticidade; é a justiça que nós queremos exigir dos outros, mas não somos justos nem nas nossas conversas; conversas dúbias, palavras dúbias. Um homem e uma mulher sem palavra é um homem e uma mulher sem autenticidade. E ser sem palavra é: ora dizer uma coisa aqui e outra acolá.
Que a nossa palavra aqui seja essa e, na ausência da pessoa, seja a mesma palavra, isto é, ser autêntico, pois, o que passa disso é do maligno e diabólico.
Deus nos abençoe!

Padre Roger Araújo


Sacerdote da Comunidade Canção Nova, jornalista e colaborador do Portal Canção Nova. Contato: padrerogercn@gmail.com – Facebook