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segunda-feira, 18 de março de 2019

O tempo da Quaresma


A Quaresma é o tempo que precede e dispõe à celebração da Páscoa. Tempo de escuta da Palavra de Deus e de conversão, de preparação e de memória do Batismo, de reconciliação com Deus e com os irmãos, de recurso mais frequente às “armas da penitência cristã”: a oração, o jejum e a esmola (ver Mt 6,1-6.16-18).
De maneira semelhante como o antigo povo de Israel partiu durante quarenta anos pelo deserto para ingressar na terra prometida, a Igreja, o novo povo de Deus, prepara-se durante quarenta dias para celebrar a Páscoa do Senhor.
Embora seja um tempo penitencial, não é um tempo triste e depressivo. Trata-se de um período especial de purificação e de renovação da vida cristã para poder participar com maior plenitude e gozo do mistério pascal do Senhor.
A Quaresma é um tempo privilegiado para intensificar o caminho da própria conversão. Este caminho supõe cooperar com a graça, para dar morte ao homem velho que atua em nós. Trata-se de romper com o pecado que habita em nossos corações, nos afastar de todo aquilo que nos separa do Plano de Deus, e por conseguinte, de nossa felicidade e realização pessoal.
A Quaresma é um dos quatro tempos fortes do ano litúrgico e isso deve ver-se refletido com intensidade em cada um dos detalhes de sua celebração. Quanto mais forem acentuadas suas particularidades, mais frutuosamente poderemos viver toda sua riqueza espiritual.
Portanto, é preciso se esforçar, entre outras coisas:
– Para que se capte que neste tempo são distintos tanto o enfoque das leituras bíblicas (na Santa Missa praticamente não há leitura contínua), como o dos textos eucológicos (próprios e determinados quase sempre de modo obrigatório para cada uma das celebrações).
– Para que os cantos sejam totalmente distintos dos habituais e reflitam a espiritualidade penitencial, própria deste tempo.
– Por obter uma ambientação sóbria e austera que reflita o caráter de penitência da Quaresma.
Sentido da Quaresma
O primeiro que devemos dizer a esse respeito é que a finalidade da Quaresma é ser um tempo de preparação à Páscoa. Por isso, se está acostumado a definir a Quaresma “como caminho para a Páscoa”. O tempo quaresmal não é, portanto, um tempo fechado em si mesmo ou um tempo “forte” ou importante em si mesmo. É mas bem um tempo de preparação e um tempo “forte”, visto que nos prepara para um tempo “mais forte” ainda, que é a Páscoa.
O tempo de Quaresma – como preparação à Páscoa – se apóia em dois pilares: por uma parte, a contemplação da Páscoa de Jesus; e por outra, a participação pessoal na Páscoa do Senhor através da penitência e da celebração ou preparação dos sacramentos pascais – batismo, confirmação, reconciliação, Eucaristia –, com os quais incorporamos nossa vida à Páscoa do Senhor Jesus. Incorporá-la ao “mistério pascal” de Cristo supõe participar do mistério de Sua Morte e Ressurreição. Não esqueçamos que o Batismo nos configura com a Morte e Ressurreição do Senhor.
A Quaresma procura que essa dinâmica batismal (morte para a vida) seja vivida mais profundamente. Trata-se então de morrer para nosso pecado a fim de ressuscitar com Cristo à verdadeira vida: “Eu lhes asseguro que se o grão de trigo…morre dará fruto” (Jo 20,24). A esses dois aspectos teremos de acrescentar finalmente outro matiz mais eclesiástico: a Quaresma é tempo apropriado para cuidar da catequese e da oração das crianças e jovens que se preparam para a confirmação e para a primeira comunhão; e para que toda a Igreja ore pela conversão dos pecadores.
Fonte - https://formacao.cancaonova.com/espiritualidade/o-tempo-da-quaresma/

A atitude mais sublime do amor é perdoar sem medidas

O amor é caridade, é ver no outro a presença de Deus; por isso perdoamos, porque a exigência do amor é o perdão
“Sede misericordiosos, como também o vosso Pai é misericordioso. Não julgueis e não sereis julgados; não condeneis e não sereis condenados; perdoai, e sereis perdoados” (Lucas 6,36-37).
Jesus está nos dando o coração d’Ele para nos ensinar como deve ser o nosso coração, que precisa alcançar a misericórdia de Deus para levarmos a misericórdia aos outros.
Em um mundo tão repleto de vinganças e julgamentos, onde as pessoas se colocam tão facilmente umas contra as outras, onde é difícil se compadecer do sofrimento, da dor, da fraqueza, do pecado e da miséria do outro, o remédio de Deus para sanar e sarar o mundo chama-se misericórdia.
O olhar de misericórdia que penetra os corações levanta quem está doente, quem está enfermo, quem está com sentimento de culpa, quem está com sentimento de acusação no coração.
Se o nosso olhar não revela a misericórdia de Deus, deixamos os outros prostrados, derrubados, desanimados e condenados. O homem não veio para condenar, ele veio para salvar. Não seguimos quem condena, seguimos Aquele que salva, e a salvação acontece por via da misericórdia.
Quem exerce a misericórdia não julga nem condena o seu irmão, pelo contrário, usa do perdão verdadeiro e autêntico. Para decidir perdoar é preciso decidir amar de verdade e de forma autêntica. Ainda que não consigamos gostar do outro, ainda que não tenhamos aquela amizade, aquele relacionamento próximo, o amor é maior do que gostar ou ter proximidade, o amor é caridade, é ver no outro a presença de Deus. Por isso perdoamos, porque a exigência do amor é o perdão, e o perdão só é pleno quando repleto do amor de Deus.
Amemos não só com palavras, amemos nas atitudes; e a atitude mais sublime do amor é perdoar sem medidas. Que Jesus nos ensine do Seu coração a vivermos o amor, o perdão, a misericórdia e a reconciliação uns com os outros.
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo
Sacerdote da Comunidade Canção Nova, jornalista e colaborador do Portal Canção Nova. Contato: padrerogercn@gmail.com – Facebook

Hoje na paróquia


Evangelho de hoje, segunda-feira, 18/03/2019


Evangelho do dia - Lc 6,36-38
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 36“Sede misericordiosos, como também o vosso Pai é misericordioso. 37Não julgueis e não sereis julgados; não condeneis e não sereis condenados; perdoai, e sereis perdoados. 38Dai e vos será dado. Uma boa medida, calcada, sacudida, transbordante será colocada no vosso colo; porque com a mesma medida com que medirdes os outros, vós também sereis medidos”. 
— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

sábado, 16 de março de 2019

Homilia Dominical

“Participar das coisas do Céu
 Alimentai nosso espírito
A Quaresma tem um ritmo rico que nos mostra como viver a fé cristã, e qual é o resultado de nosso empenho e da graça de Deus sempre presente em nossa vida. Nessa Quaresma teremos a reflexão sobre as alianças de Deus com seu povo. Essas alianças têm sua máxima realização na pessoa de Jesus, em seu mistério Pascal, de sua morte e ressurreição. O primeiro domingo nos trouxe as tentações de Jesus. A tentação fez parte da vida de Jesus e faz parte da vida de seus discípulos que somos nós. Deixou um sentido de impotência ou risco diante do mal. No evangelho do segundo domingo temos o resultado da vitória sobre o mal por termos seguido Jesus. Ele sobe o monte e Se transfigura diante de seus discípulos. Essa cena maravilhosa nos remete à Ressurreição que nos anima na vitória contra o mal. Ali estão presentes Elias e Moisés, simbolizando a profecia e a lei. A nuvem envolve os discípulos. Significa a presença de Deus que dá garantia à missão do Filho. Não mais Moisés nem Elias serão os mestres do Povo, mas, de ora em diante, devem escutar o Filho: “Este é o meu Filho, o Escolhido. Escutai o que Ele diz” (Lc 9,35). Na oração da missa pedimos: “Alimentai nosso espírito com a vossa Palavra”. Abraão sentiu esse alimento na aliança que Deus fez com Ele prometendo uma grande descendência. Abraão vê a glorificação na multidão dos filhos como estrelas. Jesus mostrou sua glória como Pedro nos lembra em sua carta: “Pois Ele recebeu de Deus Pai honra e glória, quando uma voz vinda da sua glória lhe disse: ‘Este é meu Filho amado, em quem me comprazo’. Esta voz lhe foi dirigida do céu, ao estarmos com Ele no monte Santo” (2 Pd 9,17-19).
Purificar o olhar da fé
A fé não é somente o conhecimento espiritual de verdades eternas, mas exerce o papel purificador de nossa vida, de modo particular no modo de ver o mundo em todas suas realidades. Como estamos na Quaresma entendemos que o tempo é propício para revisar as muitas realidades que nos atingem. É tempo de purificação. Rezamos na oração da missa (coleta) “que seja purificado o olhar da nossa fé”. Esta nos levará a compreender que a fé não nos foi transmitida através de fábulas sutis, como nos diz Pedro, mas por termos sido testemunhas oculares de sua majestade (2 Pd 9,16), Na narrativa da aliança de Abraão, prometendo uma descendência, é realizado um sacrifício purificador, queimado com o fogo da presença de Deus. “Um braseiro fumegante e uma tocha de fogo passaram entre os animais divididos” (Gn 15,17). Purificar o olhar da fé é ver o mundo com os olhos de Deus, que são de misericórdia frutuosa. Ela gera filhos e um novo mundo, simbolizado na terra prometida: “Aos teus descendentes darei esta terra, desde o Egito ao Eufrates” (Id 18).
Visão da glória
Paulo em sua carta aos Filipenses nos ensina como vai se realizar a transformação de nosso corpo. Afirma primeiro que “somos cidadãos dos Céus, de onde aguardamos o nosso Salvador” (Fl 3,20). A condição não é uma dolorosa conquista de um futuro distante, mas o gozar desde já uma futura e garantida situação completamente renovada. Essa mudança se dá na “transformação de nosso corpo humilhado que Ele transformará semelhante ao seu corpo glorificado” (Id 21). Essa mudança Ele a fará “com o mesmo poder que tem de sujeitar a si todas as coisas” (id). Nessa condição estamos vivendo a aliança de Cristo Ressuscitado. Ele é transformado, não num brilho transitório, mas definitivo de glória. Por isso estamos na visão de sua glória, desde já, pois mudamos o mundo.
Leituras: Gênesis 15,5-12.17-18; Salmo 26;Filipenses 3,17-4,1;Lucas 9,28b,36.
Ficha nº 1840 - Homilia do 2º domingo da Quaresma (17.03.19)

1. Alimentai nosso espírito com a vossa Palavra.
2. Purificar o olhar da fé é ver o mundo com os olhos de Deus.
3. Por isso estamos na visão de sua glória, desde já, pois mudamos o mundo.

Trocando de roupa
Quando vemos uma pessoa vestida de padre, freira ou co uma túnica, temos sempre uma memória de santidade. Mas a roupa não faz o monge. Mas a gente não se desliga desse sinal exterior. Há os que pensam que a roupa e outros, os fazem melhores que os outros, tanto na Igreja, como nos negócios etc... Mas Jesus foi mais claro e quer que demonstremos a santidade pelas obras. Nada de lobo vestido de ovelha.
Então vemos que Jesus tem essa modificação exterior quando deixa vir fora seu interior que era sua união ao Pai. Ele fez isso para que os discípulos não vissem em sua humanidade destruída pela morte como um fim. Sabiam que Ele era mais do que se via.
A nós é dada a direção para nossa vida: que nossas boas obras sejam nossa roupa que faz brilhar o Deus que está em nossa vida.

Evangelho de hoje, domingo, 17/03/2019


Evangelho do dia - LC 9,28B-36
Naquele tempo, 28bJesus levou consigo Pedro, João e Tiago, e subiu à montanha para rezar. 29Enquanto rezava, seu rosto mudou de aparência e sua roupa ficou muito branca e brilhante. 30Eis que dois homens estavam conversando com Jesus: eram Moisés e Elias. 31Eles apareceram revestidos de glória e conversavam sobre a morte, que Jesus iria sofrer em Jerusalém.
32Pedro e os companheiros estavam com muito sono. Ao despertarem, viram a glória de Jesus e os dois homens que estavam com ele.
33E, quando estes homens se iam afastando, Pedro disse a Jesus: “Mestre, é bom estarmos aqui. Vamos fazer três tendas: uma para ti, outra para Moisés e outra para Elias”. Pedro não sabia o que estava dizendo.
34Ele estava ainda falando, quando apareceu uma nuvem que os cobriu com sua sombra. Os discípulos ficaram com medo ao entrarem dentro da nuvem.
35Da nuvem, porém, saiu uma voz que dizia: “Este é o meu Filho, o Escolhido. Escutai o que ele diz!”
36Enquanto a voz ressoava, Jesus encontrou-se sozinho. Os discípulos ficaram calados e naqueles dias não contaram a ninguém nada do que tinham visto.
— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

Evangelho de hoje, sábado, 16/03/2019

Evangelho do dia - MT 5,43-48
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 43“Vós ouvistes o que foi dito: ‘Amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo!’ 44Eu, porém, vos digo: Amai os vossos inimigos e rezai por aqueles que vos perseguem!
45Assim, vos tornareis filhos do vosso Pai que está nos céus, porque ele faz nascer o sol sobre maus e bons, e faz cair a chuva sobre os justos e injustos. 46Porque, se amais somente aqueles que vos amam, que recompensa tereis? Os cobradores de impostos não fazem a mesma coisa?
47E se saudais somente os vossos irmãos, o que fazeis de extraordinário? Os pagãos não fazem a mesma coisa? 48Portanto, sede perfeitos como o vosso Pai celeste é perfeito”. 
— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.