Sorteio

sábado, 4 de abril de 2020

Liturgia Diária. Domingo, 05/04/2020

 
DIA 5 – DOMINGO
  
RAMOS E PAIXÃO DO SENHOR
(vermelho, creio, prefácio próprio – 2ª semana do saltério)
Seis dias antes da solene Páscoa, quando o Senhor veio a Jerusalém, correram até ele os pequeninos. Trazendo em suas mãos ramos e palmas, em alta voz cantavam em sua honra: Bendito és tu que vens com tanto amor! Hosana nas alturas!
Primeira Leitura: Isaías 50,4-7

Leitura do livro do profeta Isaías – 4O Senhor Deus deu-me língua adestrada, para que eu saiba dizer palavras de conforto à pessoa abatida; ele me desperta cada manhã e me excita o ouvido, para prestar atenção como um discípulo. 5O Senhor abriu-me os ouvidos; não lhe resisti nem voltei atrás. 6Ofereci as costas para me baterem e as faces para me arrancarem a barba; não desviei o rosto de bofetões e cusparadas. 7Mas o Senhor Deus é meu auxiliador, por isso não me deixei abater o ânimo, conservei o rosto impassível como pedra, porque sei que não sairei humilhado. – Palavra do Senhor.
Salmo Responsorial: 21(22)

Meu Deus, meu Deus, por que me abandonastes?
1. Riem de mim todos aqueles que me veem, / torcem os lábios e sacodem a cabeça: / “Ao Senhor se confiou, ele o liberte / e agora o salve, se é verdade que ele o ama!” – R.
2. Cães numerosos me rodeiam furiosos, / e por um bando de malvados fui cercado. / Transpassaram minhas mãos e os meus pés, / e eu posso contar todos os meus ossos. – R.
3. Eles repartem entre si as minhas vestes / e sorteiam entre si a minha túnica. / Vós, porém, ó meu Senhor, não fiqueis longe, / ó minha força, vinde logo em meu socorro! – R.
4. Anunciarei o vosso nome a meus irmãos / e no meio da assembleia hei de louvar-vos! / Vós que temeis ao Senhor Deus, dai-lhe louvores, † glorificai-o, descendentes de Jacó, / e respeitai-o, toda a raça de Israel! – R.
Segunda Leitura: Filipenses 2,6-11

Leitura da carta de são Paulo aos Filipenses – 6Jesus Cristo, existindo em condição divina, não fez do ser igual a Deus uma usurpação, 7mas ele esvaziou-se a si mesmo, assumindo a condição de escravo e tornando-se igual aos homens. Encontrado com aspecto humano, 8humilhou-se a si mesmo, fazendo-se obediente até a morte, e morte de cruz. 9Por isso, Deus o exaltou acima de tudo e lhe deu o nome que está acima de todo nome. 10Assim, ao nome de Jesus, todo joelho se dobre no céu, na terra e abaixo da terra 11e toda língua proclame: “Jesus Cristo é o Senhor”, para a glória de Deus Pai. – Palavra do Senhor.
Evangelho: Mateus 27,11-54 – mais breve

Jesus Cristo se tornou obediente, / obediente até a morte numa cruz; / pelo que o Senhor Deus o exaltou / e deu-lhe um nome muito acima de outro nome (Fl 2,8s). – R.
N (Narrador): Paixão de nosso Senhor Jesus Cristo segundo Mateus – Naquele tempo, 11Jesus foi posto diante de Pôncio Pilatos, e este o interrogou:
L (Leitor): Tu és o rei dos judeus?
N: Jesus declarou:
P (Presidente): É como dizes.
N: 12E nada respondeu, quando foi acusado pelos sumos sacerdotes e anciãos. 13Então Pilatos perguntou:
L: Não estás ouvindo de quanta coisa eles te acusam?
N: 14Mas Jesus não respondeu uma só palavra, e o governador ficou muito impressionado. 15Na festa da Páscoa, o governador costumava soltar o prisioneiro que a multidão quisesse. 16Naquela ocasião, tinham um prisioneiro famoso, chamado Barrabás. 17Então Pilatos perguntou à multidão reunida:
L: Quem vós quereis que eu solte: Barrabás ou Jesus, a quem chamam de Cristo?
N: 18Pilatos bem sabia que eles haviam entregado Jesus por inveja. 19Enquanto Pilatos estava sentado no tribunal, sua mulher mandou dizer a ele:
L: Não te envolvas com esse justo! Porque esta noite, em sonho, sofri muito por causa dele.
N: 20Porém os sumos sacerdotes e os anciãos convenceram as multidões para que pedissem Barrabás e que fizessem Jesus morrer. 21O governador tornou a perguntar:
L: Qual dos dois quereis que eu solte?
N: Eles gritaram:
G (Grupo ou assembleia): Barrabás.
N: 22Pilatos perguntou:
L: Que farei com Jesus, que chamam de Cristo?
N: Todos gritaram:
G: Seja crucificado!
N: 23Pilatos falou:
L: Mas que mal ele fez?
N: Eles, porém, gritaram com mais força:
G: Seja crucificado!
N: 24Pilatos viu que nada conseguia e que poderia haver uma revolta. Então mandou trazer água, lavou as mãos diante da multidão e disse:
L: Eu não sou responsável pelo sangue deste homem. Este é um problema vosso!
N: 25O povo todo respondeu:
G: Que o sangue dele caia sobre nós e sobre os nossos filhos.
N: 26Então Pilatos soltou Barrabás, mandou flagelar Jesus e entregou-o para ser crucificado. 27Em seguida, os soldados de Pilatos levaram Jesus ao palácio do governador e reuniram toda a tropa em volta dele. 28Tiraram sua roupa e o vestiram com um manto vermelho; 29depois teceram uma coroa de espinhos, puseram a coroa em sua cabeça e uma vara em sua mão direita. Então se ajoelharam diante de Jesus e zombaram, dizendo:
G: Salve, rei dos judeus!
N: 30Cuspiram nele e, pegando uma vara, bateram na sua cabeça. 31Depois de zombar dele, tiraram-lhe o manto vermelho e, de novo, o vestiram com suas próprias roupas. Daí o levaram para crucificar. 32Quando saíam, encontraram um homem chamado Simão, da cidade de Cirene, e o obrigaram a carregar a cruz de Jesus. 33E chegaram a um lugar chamado Gólgota, que quer dizer “lugar da caveira”. 34Ali deram vinho misturado com fel para Jesus beber. Ele provou, mas não quis beber. 35Depois de o crucificarem, fizeram um sorteio, repartindo entre si as suas vestes. 36E ficaram ali sentados, montando guarda. 37Acima da cabeça de Jesus, puseram o motivo da sua condenação: “Este é Jesus, o rei dos judeus”. 38Com ele também crucificaram dois ladrões, um à direita e outro à esquerda de Jesus. 39As pessoas que passavam por ali o insultavam, balançando a cabeça e dizendo:
G: 40Tu que ias destruir o templo e construí-lo de novo em três dias, salva-te a ti mesmo! Se és o Filho de Deus, desce da cruz!
N: 41Do mesmo modo, os sumos sacerdotes, junto com os mestres da lei e os anciãos, também zombavam de Jesus:
G: 42A outros salvou… a si mesmo não pode salvar! É rei de Israel… Desça agora da cruz! e acreditaremos nele. 43Confiou em Deus; que o livre agora, se é que Deus o ama! Já que ele disse: Eu sou o Filho de Deus.
N: 44Do mesmo modo, também os dois ladrões, que foram crucificados com Jesus, o insultavam. 45Desde o meio-dia até as três horas da tarde, houve escuridão sobre toda a terra. 46Pelas três horas da tarde, Jesus deu um forte grito:
P: Eli, eli, lamá sabactâni?
N: Que quer dizer: “Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?” 47Alguns dos que ali estavam, ouvindo-o, disseram:
G: Ele está chamando Elias!
N: 48E logo um deles, correndo, pegou uma esponja, ensopou-a em vinagre, colocou-a na ponta de uma vara e lhe deu para beber. 49Outros, porém, disseram:
G: Deixa, vamos ver se Elias vem salvá-lo!
N: 50Então Jesus deu outra vez um forte grito e entregou o espírito.
Todos se ajoelham e faz-se uma pausa.
N: 51E eis que a cortina do santuário rasgou-se de alto a baixo, em duas partes, a terra tremeu e as pedras se partiram. 52Os túmulos se abriram e muitos corpos dos santos falecidos ressuscitaram! 53Saindo dos túmulos, depois da ressurreição de Jesus, apareceram na cidade santa e foram vistos por muitas pessoas. 54O oficial e os soldados que estavam com ele guardando Jesus, ao notarem o terremoto e tudo que havia acontecido, ficaram com muito medo e disseram:
G: Ele era mesmo Filho de Deus!
N: Palavra da salvação.
Reflexão:

Jesus se aproxima de Jerusalém pela última vez, chegando como rei manso e humilde, montado numa jumenta. A multidão o esperava com grande alegria e acolhimento, estendendo mantos e balançando ramos de árvores, e cantava um hino de louvor: “Hosana ao Filho de Davi! Bendito o que vem em nome do Senhor”. Os que vêm em nome do Senhor são sempre benditos; nem sempre, porém, são aceitos e acolhidos. Foi o que aconteceu com Jesus: recebido e aclamado pela multidão, logo depois, com o incitamento das autoridades, foi rejeitado, condenado como marginal e pregado numa cruz, como se lê no evangelho da Paixão. O Messias, em Jerusalém, entra em conflito com as autoridades locais, as quais se armam para eliminá-lo. O justo é julgado como traidor e levado à morte. Quantas mortes injustas ocorrem em todos os tempos na humanidade! Lamentamos, com razão, a morte injusta de Jesus e não nos sensibilizamos vendo tantas pessoas morrer por defenderem a justiça e os direitos dos pobres!

Oração
Ó Jesus, filho de Davi, entraste em Jerusalém montado num jumentinho e foste aclamado como o profeta de Nazaré da Galileia. Fazemos coro com aquela multidão em festa, para te louvar e bendizer pelas imensas maravilhas que realizas em nosso favor. Amém.
(Dia a dia com o Evangelho 2020 - Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp (dias de semana) Pe. Nilo Luza, ssp (domingos e solenidades))
Fonte - https://www.paulus.com.br/portal/liturgia-diaria/dia-5-domingo-14/#.XocpBXJv_IU

Liturgia Diária. Sábado, 04/04/2020

 
DIA 4 – SÁBADO
  
5ª SEMANA DA QUARESMA*
(roxo, prefácio da paixão I, pág. ?? – ofício do dia)
Ó Senhor, não fiqueis longe de mim! Ó minha força, correi em meu socorro! Sou um verme, e não um homem, opróbrio dos homens e rebotalho da plebe (Sl 21,20.7).
Deus não vive sozinho, isolado de suas criaturas humanas. Empenha-se, ao invés, para formar um só povo ao seu redor. Celebremos aquele que nos liberta, nos guarda e dá a sua vida por nós.
Primeira Leitura: Ezequiel 37,21-28

Leitura da profecia de Ezequiel – 21Assim diz o Senhor Deus: “Eu mesmo vou tomar os israelitas do meio das nações para onde foram, vou recolhê-los de toda parte e reconduzi-los para a sua terra. 22Farei deles uma nação única no país, nos montes de Israel, e apenas um rei reinará sobre todos eles. Nunca mais formarão duas nações nem tornarão a dividir-se em dois reinos. 23Não se mancharão mais com os seus ídolos e nunca mais cometerão infames abominações. Eu os libertarei de todo pecado que cometeram em sua infidelidade e os purificarei. Eles serão o meu povo, e eu serei o seu Deus. 24Meu servo Davi reinará sobre eles, e haverá para todos eles um único pastor. Viverão segundo meus preceitos e guardarão minhas leis, pondo-as em prática. 25Habitarão no país que dei ao meu servo Jacó, onde moraram vossos pais; ali habitarão para sempre, também eles, com seus filhos e netos, e o meu servo Davi será o seu príncipe para sempre. 26Farei com eles uma aliança de paz, será uma aliança eterna. Eu os estabelecerei e multiplicarei, e no meio deles colocarei meu santuário para sempre. 27Minha morada estará junto deles. Eu serei o seu Deus, e eles serão o meu povo. 28Assim as nações saberão que eu, o Senhor, santifico Israel, por estar o meu santuário no meio deles para sempre”. – Palavra do Senhor.
Salmo Responsorial: Jr 31

O Senhor nos guardará qual pastor a seu rebanho.
1. Ouvi, nações, a palavra do Senhor / e anunciai-a nas ilhas mais distantes: / “Quem dispersou Israel vai congregá-lo / e o guardará qual pastor a seu rebanho!” – R.
2. Pois, na verdade, o Senhor remiu Jacó / e o libertou do poder do prepotente. / Voltarão para o monte de Sião, † entre brados e cantos de alegria / afluirão para as bênçãos do Senhor. – R.
3. Então a virgem dançará alegremente, / também o jovem e o velho exultarão; / mudarei em alegria o seu luto, / serei consolo e conforto após a guerra. – R.
Evangelho: João 11,45-56

Salve, ó Cristo, imagem do Pai, / a plena verdade nos comunicai!
Lançai para bem longe toda a vossa iniquidade! / Criai em vós um novo espírito e um novo coração! (Ez 18,31) – R.
Proclamação do evangelho de Jesus Cristo segundo João – Naquele tempo, 45muitos dos judeus que tinham ido à casa de Maria e viram o que Jesus fizera, creram nele. 46Alguns, porém, foram ter com os fariseus e contaram o que Jesus tinha feito. 47Então os sumos sacerdotes e os fariseus reuniram o conselho e disseram: “O que faremos? Esse homem realiza muitos sinais. 48Se deixamos que ele continue assim, todos vão acreditar nele, e virão os romanos e destruirão o nosso lugar santo e a nossa nação”. 49Um deles, chamado Caifás, sumo sacerdote em função naquele ano, disse: “Vós não entendeis nada. 50Não percebeis que é melhor um só morrer pelo povo do que perecer a nação inteira?” 51Caifás não falou isso por si mesmo. Sendo sumo sacerdote em função naquele ano, profetizou que Jesus iria morrer pela nação. 52E não só pela nação, mas também para reunir os filhos de Deus dispersos. 53A partir desse dia, as autoridades judaicas tomaram a decisão de matar Jesus. 54Por isso, Jesus não andava mais em público no meio dos judeus. Retirou-se para uma região perto do deserto, para a cidade chamada Efraim. Ali permaneceu com os seus discípulos. 55A Páscoa dos judeus estava próxima. Muita gente do campo tinha subido a Jerusalém para se purificar antes da Páscoa. 56Procuravam Jesus e, ao reunirem-se no templo, comentavam entre si: “O que vos parece? Será que ele não vem para a festa?” – Palavra da salvação.
Reflexão:

Jesus, que tinha ressuscitado Lázaro, via crescer sua popularidade, enquanto diminuía seu raio de ação, pois as autoridades religiosas reuniram o Conselho e aí “decidiram matar Jesus”. Mais um profeta se vai. O Profeta por excelência, pois veio de junto do Pai e sempre anunciou fielmente o que o Pai mandou anunciar e fez as obras que o Pai mandou fazer. O Filho do Homem será eliminado pelas autoridades que, mais tarde, ouvirão da boca de Pedro: “Vocês mataram o Príncipe da Vida” (At 3,15). Sua morte, porém, assumirá uma extensão sem fronteiras. Ultrapassa o lugar, o tempo e beneficia o mundo inteiro: o sumo sacerdote “profetizou que Jesus iria morrer pela nação. E não só pela nação, mas também para reunir os filhos de Deus que estavam dispersos”.

Oração
Senhor e Redentor nosso, tuas atitudes de amor efetivo e doação de vida abundante para todos perturbam os chefes do povo. Eles temem perder o domínio sobre a população e veem desmoronar seus privilégios. Então decidem matar-te. Livra-nos, Senhor, da prepotência e da ganância. Amém.
(Dia a dia com o Evangelho 2020 - Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp (dias de semana) Pe. Nilo Luza, ssp (domingos e solenidades))
Fonte - https://www.paulus.com.br/portal/liturgia-diaria/dia-4-sabado-14/#.Xocog3Jv_IU

sexta-feira, 3 de abril de 2020

Continue colaborando com sua paróquia.


Liturgia diária. Sexta-feira, 03/04/2020

 
DIA 3 – SEXTA-FEIRA
  
5ª SEMANA DA QUARESMA*
(roxo, prefácio da paixão I, pág. ?? – ofício do dia)
Tende piedade de mim, Senhor, a angústia me oprime. Libertai-me das mãos dos inimigos e livrai-me daqueles que me perseguem. Não serei confundido, Senhor, porque vos chamo (Sl 30,10.16.18).
Dar testemunho de Jesus pode acarretar-nos complicações ou mesmo cruéis perseguições. Não nos cansemos de fazer o bem, confiantes que Deus sempre vem em nosso auxílio.
Primeira Leitura: Jeremias 20,10-13

Leitura do livro do profeta Jeremias – 10Eu ouvi as injúrias de tantos homens e os vi espalhando o medo em redor: “Denunciai-o, denunciemo-lo”. Todos os amigos observavam minhas falhas: “Talvez ele cometa um engano, e nós poderemos apanhá-lo e desforrar-nos dele”. 11Mas o Senhor está ao meu lado como forte guerreiro; por isso, os que me perseguem cairão vencidos. Por não terem tido êxito, eles se cobrirão de vergonha. Eterna infâmia, que nunca se apaga! 12Ó Senhor dos exércitos, que provas o homem justo e vês os sentimentos do coração, rogo-te me faças ver tua vingança sobre eles; pois eu te declarei a minha causa. 13Cantai ao Senhor, louvai o Senhor, pois ele salvou a vida de um pobre homem das mãos dos maus. – Palavra do Senhor.
Salmo Responsorial: 17(18)

Ao Senhor eu invoquei na minha angústia, / e ele escutou a minha voz.
1. Eu vos amo, ó Senhor! Sois minha força, / minha rocha, meu refúgio e salvador! – R.
2. Ó meu Deus, sois o rochedo que me abriga, minha força e poderosa salvação, / sois meu escudo e proteção: em vós espero! / Invocarei o meu Senhor: a ele a glória! / E dos meus perseguidores serei salvo! – R.
3. Ondas da morte me envolveram totalmente, / e as torrentes da maldade me aterraram; / os laços do abismo me amarraram, / e a própria morte me prendeu em suas redes. – R.
4. Ao Senhor eu invoquei na minha angústia / e elevei o meu clamor para o meu Deus; / de seu templo ele escutou a minha voz, / e chegou a seus ouvidos o meu grito. – R.
Evangelho: João 10,31-42

Glória a Cristo, Palavra eterna do Pai, que é amor!
Senhor, tuas palavras são espírito, são vida; / só tu tens palavras de vida eterna! (Jo 6,63.68) – R.
Proclamação do evangelho de Jesus Cristo segundo João – Naquele tempo, 31os judeus pegaram pedras para apedrejar Jesus. 32E ele lhes disse: “Por ordem do Pai, mostrei-vos muitas obras boas. Por qual delas me quereis apedrejar?” 33Os judeus responderam: “Não queremos te apedrejar por causa das obras boas, mas por causa de blasfêmia, porque, sendo apenas um homem, tu te fazes Deus!” 34Jesus disse: “Acaso não está escrito na vossa lei: ‘Eu disse: vós sois deuses’? 35Ora, ninguém pode anular a Escritura: se a lei chama deuses as pessoas às quais se dirigiu a palavra de Deus, 36por que então me acusais de blasfêmia quando eu digo que sou Filho de Deus, eu, a quem o Pai consagrou e enviou ao mundo? 37Se não faço as obras do meu Pai, não acrediteis em mim. 38Mas, se eu as faço, mesmo que não queirais acreditar em mim, acreditai nas minhas obras, para que saibais e reconheçais que o Pai está em mim e eu no Pai”. 39Outra vez procuravam prender Jesus, mas ele escapou das mãos deles. 40Jesus passou para o outro lado do Jordão e foi para o lugar onde, antes, João tinha batizado. E permaneceu ali. 41Muitos foram ter com ele e diziam: “João não realizou nenhum sinal, mas tudo o que ele disse a respeito deste homem é verdade”. 42E muitos, ali, acreditaram nele. – Palavra da salvação.
Reflexão:

A tensão aumenta. A pressão dos chefes do povo sobre Jesus atinge grau elevado. Jesus, no entanto, ainda tenta conversar com seus adversários, na esperança de fazê-los refletir sobre o que estavam prestes a fazer: matá-lo. Eles argumentavam que o matariam por ele ter blasfemado: “Tu, que és apenas um homem, te mostras como se fosses Deus”. O momento é grave, Jesus não está divertindo um público fazendo graça. O que ele faz é reafirmar o que seus opositores já ouviram de sobra: “Saibam vocês e se convençam de que o Pai está presente em mim, e eu no Pai”. Fatigado por discussões tão cansativas junto a interlocutores nada receptivos, Jesus vai ao “lugar onde antes João ficava batizando”. Conforta-se ao constatar que nesse lugar muitos se tornaram seus discípulos.

Oração
Senhor e Mestre, passas pela incômoda situação de ter de conversar com um grupo de pessoas com pedras na mão, prontas para te apedrejar. Dizem que blasfemas porque “te mostras como Deus”. Queremos pertencer ao grupo dos que creem em ti e te acolhem de coração sincero. Amém.
(Dia a dia com o Evangelho 2020 - Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp (dias de semana) Pe. Nilo Luza, ssp (domingos e solenidades))
Fonte - https://www.paulus.com.br/portal/liturgia-diaria/?gclid=Cj0KCQiAkKnyBRDwARIsALtxe7hM1FDt5JOpsnmMWDmdw9iuwvfn58jLvGmhnPLa1ZGIqRE-g5YxD7EaApywEALw_wcB#.XocUHHJv_IW

terça-feira, 31 de março de 2020

Liturgia diária. Terça-feira, 31/03/2020

 
DIA 31 – TERÇA-FEIRA
  
5ª SEMANA DA QUARESMA
(roxo – ofício do dia)
Espera no Senhor e sê corajoso! Fortifique-se teu coração; espera no Senhor! (Sl 26,14)
Outrora os que olharam para a serpente de bronze foram curados. Celebremos clamando ao Senhor que salve também a nós, que olhamos para a cruz e acreditamos que o Crucificado é o Filho de Deus.
Primeira Leitura: Números 21,4-9

Leitura do livro dos Números – Naqueles dias, 4os filhos de Israel partiram do monte Hor, pelo caminho que leva ao mar Vermelho, para contornarem o país de Edom. Durante a viagem, o povo começou a impacientar-se 5e se pôs a falar contra Deus e contra Moisés, dizendo: “Por que nos fizestes sair do Egito para morrermos no deserto? Não há pão, falta água e já estamos com nojo desse alimento miserável”. 6Então o Senhor mandou contra o povo serpentes venenosas, que os mordiam; e morreu muita gente em Israel. 7O povo foi ter com Moisés e disse: “Pecamos, falando contra o Senhor e contra ti. Roga ao Senhor que afaste de nós as serpentes”. Moisés intercedeu pelo povo, 8e o Senhor respondeu: “Faze uma serpente abrasadora e coloca-a como sinal sobre uma haste; aquele que for mordido e olhar para ela viverá”. 9Moisés fez, pois, uma serpente de bronze e colocou-a como sinal sobre uma haste. Quando alguém era mordido por uma serpente e olhava para a serpente de bronze, ficava curado. – Palavra do Senhor.
Salmo Responsorial: 101(102)

Ouvi, Senhor, e escutai minha oração, / e chegue até vós o meu clamor.
1. Ouvi, Senhor, e escutai minha oração, / e chegue até vós o meu clamor! / De mim não oculteis a vossa face / no dia em que estou angustiado! / Inclinai o vosso ouvido para mim; / ao invocar-vos, atendei-me sem demora! – R.
2. As nações respeitarão o vosso nome, / e os reis de toda a terra, a vossa glória; / quando o Senhor reconstruir Jerusalém / e aparecer com gloriosa majestade, / ele ouvirá a oração dos oprimidos / e não desprezará a sua prece. – R.
3. Para as futuras gerações se escreva isto, / e um povo novo a ser criado louve a Deus. / Ele inclinou-se de seu templo nas alturas, / e o Senhor olhou a terra do alto céu, / para os gemidos dos cativos escutar / e da morte libertar os condenados. – R.
Evangelho: João 8,21-30

Glória a Cristo, Palavra eterna do Pai, que é amor!
Semente é de Deus a Palavra, / o Cristo é o semeador; / todo aquele que o encontra, / vida eterna encontrou. – R.
Proclamação do evangelho de Jesus Cristo segundo João – Naquele tempo, disse Jesus aos fariseus: 21“Eu parto e vós me procurareis, mas morrereis no vosso pecado. Para onde eu vou, vós não podeis ir”. 22Os judeus comentavam: “Por acaso, vai-se matar? Pois ele diz: ‘Para onde eu vou, vós não podeis ir’?” 23Jesus continuou: “Vós sois daqui de baixo, eu sou do alto. Vós sois deste mundo, eu não sou deste mundo. 24Disse-vos que morrereis nos vossos pecados, porque, se não acreditais que eu sou, morrereis nos vossos pecados”. 25Perguntaram-lhe, pois: “Quem és tu então?” Jesus respondeu: “O que vos digo desde o começo. 26Tenho muitas coisas a dizer a vosso respeito e a julgar também. Mas aquele que me enviou é fidedigno, e o que ouvi da parte dele é o que falo para o mundo”. 27Eles não compreenderam que lhes estava falando do Pai. 28Por isso, Jesus continuou: “Quando tiverdes elevado o Filho do homem, então sabereis que eu sou e que nada faço por mim mesmo, mas apenas falo aquilo que o Pai me ensinou. 29Aquele que me enviou está comigo. Ele não me deixou sozinho, porque sempre faço o que é de seu agrado”. 30Enquanto Jesus assim falava, muitos acreditaram nele. – Palavra da salvação.
Reflexão:

Dirigindo-se aos fariseus, Jesus insiste: “Vocês vão morrer no seu pecado”. Que pecado é esse a que Jesus se refere? É não dar ouvidos aos seus ensinamentos nem seguir seus passos no caminho para o Pai. É como não querer conhecer a Verdade. Ainda mais grave é procurar destruir a luz, isto é, levar Jesus à morte. Essa é a maligna vontade dos fariseus, que, aliados aos doutores da Lei, recusam a vida que Jesus quer dar e vão pedir a sua morte de cruz. Mas Jesus garante: “Quando vocês levantarem o Filho do Homem, irão saber então que Eu Sou”. Ao afirmar “Eu Sou” (Ex 3,14; Is 43,11), Jesus se identifica com o Pai: “Eu e o Pai somos um” (Jo 10,30). Em Jesus, Deus se faz definitivamente presente entre nós. Quais são as nossas disposições em relação aos ensinamentos e exigências de Jesus?

Oração
Ó Mestre e Senhor, não foi fácil explicar ao mundo a tua identificação com o Pai celeste. E dizias: “Quando vocês levantarem o Filho do Homem, irão saber então que Eu Sou”. Abre nossa mente para entendermos quem tu és, e aumenta nossa fé para te acolher como o Filho de Deus. Amém.
(Dia a dia com o Evangelho 2020 - Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp (dias de semana) Pe. Nilo Luza, ssp (domingos e solenidades))
Fonte - https://www.paulus.com.br/portal/liturgia-diaria/dia-31-terca-feira-9#.XntrC3Jv_IU

segunda-feira, 30 de março de 2020

Liturgia diária. Segunda-feira, 30/03/2020

 
 
DIA 30 – SEGUNDA-FEIRA
  
5ª SEMANA DA QUARESMA
(roxo – ofício do dia)
Tende piedade de mim, Senhor, pois me atormentam; todos os dias me oprimem os agressores (Sl 55,2).
Celebremos o Senhor, que se compadece de todo aquele que o ama e o teme. Qual pastor, ele cuida de suas ovelhas e não as deixa à mercê dos que desejam lhes fazer mal.
Primeira Leitura: Daniel 13,1-9.15-17.19-30.33-62 ou 41-62

[A forma breve está entre colchetes, iniciando-se com estas palavras: “Naqueles dias, a assembleia condenou Susana à morte”.]
Leitura da profecia de Daniel – Naqueles dias, 1na Babilônia vivia um homem chamado Joaquim. 2Estava casado com uma mulher chamada Susana, filha de Helcias, que era muito bonita e temente a Deus. 3Também os pais dela eram pessoas justas e tinham educado a filha de acordo com a lei de Moisés. 4Joaquim era muito rico e possuía um pomar junto à sua casa. Muitos judeus costumavam visitá-lo, pois era o mais respeitado de todos. 5Ora, naquele ano, tinham sido nomeados juízes dois anciãos do povo, a respeito dos quais o Senhor havia dito: “Da Babilônia brotou a maldade de anciãos-juízes, que passavam por condutores do povo”. 6Eles frequentavam a casa de Joaquim, e todos os que tinham alguma questão se dirigiam a eles. 7Ora, pelo meio-dia, quando o povo se dispersava, Susana costumava entrar e passear no pomar de seu marido. 8Os dois anciãos viam-na todos os dias entrar e passear e acabaram por se apaixonar por ela. 9Ficaram desnorteados, a ponto de desviarem os olhos para não olharem para o céu, e se esqueceram dos seus justos julgamentos.
15Assim, enquanto os dois estavam à espera de uma ocasião favorável, certo dia, Susana entrou no pomar como de costume, acompanhada apenas por duas empregadas. E sentiu vontade de tomar banho, por causa do calor. 16Não havia ali ninguém, exceto os dois velhos, que estavam escondidos e a espreitavam. 17Então ela disse às empregadas: “Por favor, ide buscar-me óleo e perfumes e trancai as portas do pomar, para que eu possa tomar banho”. 19Apenas as empregadas tinham saído, os dois velhos levantaram-se e correram para Susana, dizendo: 20“Olha, as portas do pomar estão trancadas e ninguém nos está vendo. Estamos apaixonados por ti: concorda conosco e entrega-te a nós! 21Caso contrário, deporemos contra ti que um moço esteve aqui e que foi por isso que mandaste embora as empregadas”. 22Gemeu Susana, dizendo: “Estou cercada de todos os lados! Se eu fizer isso, espera-me a morte; e, se não o fizer, também não escaparei das vossas mãos; 23mas é melhor para mim, não o fazendo, cair nas vossas mãos do que pecar diante do Senhor!” 24Então, ela pôs-se a gritar em alta voz, mas também os dois velhos gritaram contra ela. 25Um deles correu para as portas do pomar e as abriu. 26As pessoas da casa ouviram a gritaria no pomar e precipitaram-se pela porta do fundo, para ver o que estava acontecendo. 27Quando os velhos apresentaram sua versão dos fatos, os empregados ficaram muito constrangidos, porque jamais se dissera coisa semelhante a respeito de Susana. 28No dia seguinte, o povo veio reunir-se em casa de Joaquim, seu marido. Os dois anciãos vieram também, com a intenção criminosa de conseguir sua condenação à morte. Por isso, assim falaram ao povo reunido: 29“Mandai chamar Susana, filha de Helcias, mulher de Joaquim!” E foram chamá-la. 30Ela compareceu em companhia dos pais, dos filhos e de todos os seus parentes.
33Os que estavam com ela e todos os que a viam, choravam. 34Os dois velhos levantaram-se no meio do povo e puseram as mãos sobre a cabeça de Susana. 35Ela, entre lágrimas, olhou para o céu, pois seu coração tinha confiança no Senhor. 36Entretanto, os dois anciãos deram este depoimento: “Enquanto estávamos passeando a sós no pomar, esta mulher entrou com duas empregadas. Depois, fechou as portas do pomar e mandou as servas embora. 37Então, veio ter com ela um moço, que estava escondido, e com ela se deitou. 38Nós, que estávamos num canto do pomar, vimos essa infâmia. Corremos para eles e os surpreendemos juntos. 39Quanto ao jovem, não conseguimos agarrá-lo, porque era mais forte do que nós e, abrindo as portas, fugiu. 40A ela, porém, agarramos e perguntamos quem era aquele moço. Ela, porém, não quis dizer. Disso nós somos testemunhas”.
41A assembleia acreditou neles, pois eram anciãos do povo e juízes. E condenaram Susana à morte. [42Susana, porém, chorando, disse em voz alta: “Ó Deus eterno, que conheces as coisas escondidas e sabes tudo de antemão, antes que aconteça! 43Tu sabes que é falso o testemunho que levantaram contra mim! Estou condenada a morrer, quando nada fiz do que estes maldosamente inventaram a meu respeito!” 44O Senhor escutou sua voz. 45Enquanto a levavam para a execução, Deus excitou o santo espírito de um adolescente de nome Daniel. 46E ele clamou em alta voz: “Sou inocente do sangue dessa mulher!” 47Todo o povo, então, voltou-se para ele e perguntou: “Que palavra é essa que acabas de dizer?” 48De pé, no meio deles, Daniel respondeu: “Sois tão insensatos, filhos de Israel? Sem julgamento e sem conhecimento da causa verdadeira, vós condenais uma filha de Israel? 49Voltai a repetir o julgamento, pois é falso o testemunho que levantaram contra ela!” 50Todo o povo voltou apressadamente, e outros anciãos disseram ao jovem: “Senta-te no meio de nós e dá-nos o teu parecer, pois Deus te deu a honra da velhice”.
51Falou então Daniel: “Mantende os dois separados, longe um do outro, e eu os julgarei”. 52Tendo sido separados, Daniel chamou um deles e lhe disse: “Velho encarquilhado no mal! Agora aparecem os pecados que estavas habituado a praticar. 53Fazias julgamentos injustos, condenando inocentes e absolvendo culpados, quando o Senhor ordena: ‘Tu não farás morrer o inocente e o justo!’ 54Pois bem, se é que viste, dize-me à sombra de que árvore os viste abraçados?” Ele respondeu: “À sombra de uma aroeira”. 55Daniel replicou: “Mentiste com perfeição contra a tua própria cabeça. Por isso o anjo de Deus, tendo recebido já a sentença divina, vai rachar-te pelo meio!” 56Mandando sair este, ordenou que trouxessem o outro: “Raça de Canaã e não de Judá, a beleza fascinou-te e a paixão perverteu o teu coração. 57Era assim que procedíeis com as filhas de Israel, e elas, por medo, sujeitavam-se a vós. Mas uma filha de Judá não se submeteu a essa iniquidade. 58Agora, pois, dize-me debaixo de que árvore os surpreendeste juntos?” Ele respondeu: “Debaixo de uma azinheira”. 59Daniel retrucou: “Também tu mentiste com perfeição contra a tua própria cabeça. Por isso o anjo de Deus já está à espera, com a espada na mão, para cortar-te ao meio e para te exterminar!” 60Toda a assistência pôs-se a gritar com força, bendizendo a Deus, que salva os que nele esperam. 61E voltaram-se contra os dois velhos, pois Daniel os tinha convencido, por suas próprias palavras, de que eram falsas testemunhas. E, agindo segundo a lei de Moisés, fizeram com eles aquilo que haviam tramado perversamente contra o próximo. 62E assim os mataram, enquanto, naquele dia, era salva uma vida inocente.] – Palavra do Senhor.
Salmo Responsorial: 22(23)

Mesmo que eu passe pelo vale tenebroso, / nenhum mal eu temerei, estais comigo.
1. O Senhor é o pastor que me conduz; / não me falta coisa alguma. / Pelos prados e campinas verdejantes, / ele me leva a descansar. / Para as águas repousantes me encaminha / e restaura as minhas forças. – R.
2. Ele me guia no caminho mais seguro, / pela honra do seu nome. / Mesmo que eu passe pelo vale tenebroso, / nenhum mal eu temerei. / Estais comigo com bastão e com cajado, / eles me dão a segurança! – R.
3. Preparais à minha frente uma mesa, / bem à vista do inimigo; / com óleo vós ungis minha cabeça, / e o meu cálice transborda. – R.
4. Felicidade e todo bem hão de seguir-me / por toda a minha vida; / e na casa do Senhor habitarei / pelos tempos infinitos. – R.
Evangelho: João 8,1-11

Glória a vós, Senhor Jesus, primogênito dentre os mortos!
Não quero a morte do pecador, diz o Senhor, / mas que ele volte, se converta e tenha vida (Ez 33,11). – R.
Proclamação do evangelho de Jesus Cristo segundo João – Naquele tempo, 1Jesus foi para o monte das Oliveiras. 2De madrugada, voltou de novo ao templo. Todo o povo se reuniu em volta dele. Sentando-se, começou a ensiná-los. 3Entretanto, os mestres da lei e os fariseus trouxeram uma mulher surpreendida em adultério. Colocando-a no meio deles, 4disseram a Jesus: “Mestre, esta mulher foi surpreendida em flagrante adultério. 5Moisés na lei mandou apedrejar tais mulheres. Que dizes tu?” 6Perguntavam isso para experimentar Jesus e para terem motivo de o acusar. Mas Jesus, inclinando-se, começou a escrever com o dedo no chão. 7Como persistissem em interrogá-lo, Jesus ergueu-se e disse: “Quem dentre vós não tiver pecado seja o primeiro a atirar-lhe uma pedra”. 8E, tornando a inclinar-se, continuou a escrever no chão. 9E eles, ouvindo o que Jesus falou, foram saindo um a um, a começar pelos mais velhos; e Jesus ficou sozinho com a mulher, que estava lá, no meio, em pé. 10Então Jesus se levantou e disse: “Mulher, onde estão eles? Ninguém te condenou?” 11Ela respondeu: “Ninguém, Senhor”. Então Jesus lhe disse: “Eu também não te condeno. Podes ir e, de agora em diante, não peques mais”. – Palavra da salvação.
Reflexão:

Ansiosos por “testarem Jesus e terem motivo de o acusar”, os chefes do povo parecem satisfeitos por tornar público um ato que se dá na intimidade. Pior: desejando que a adúltera seja apedrejada. O que diz o Mestre a esse respeito? Jesus abaixa-se, escreve no chão com o dedo, ouve repetidas vezes a mesma maliciosa pergunta. Com soberania, ele se põe de pé e dispara a inesperada sentença capaz de provocar total reviravolta: “Quem de vocês não tiver pecado, atire nela a primeira pedra”. Golpe certeiro. Desmantela a arrogância dos acusadores e faz cair de suas mãos as pedras destinadas ao homicídio. O Mestre, que veio para salvar e não para condenar, livra da morte a mulher, e aos doutores da Lei e fariseus, afundados no pecado, dá a possibilidade de refletirem sobre seus atos e se converterem.
Oração
Ó incomparável Mestre, tua atitude diante da mulher adúltera desconcertou os escribas e fariseus que buscavam motivos para te acusar. Teus gestos e sábia resposta vêm atravessando os séculos, confirmando que ninguém está autorizado a matar uma pessoa por um pecado cometido ou um erro praticado. Amém.
(Dia a dia com o Evangelho 2020 - Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp (dias de semana) Pe. Nilo Luza, ssp (domingos e solenidades))
Fonte - https://www.paulus.com.br/portal/liturgia-diaria/dia-30-segunda-feira-14#.XntqY3Jv_IU

sábado, 28 de março de 2020

Liturgia diária. Domingo, 29/03/2020


 
DIA 29 – DOMINGO
  
5º DA QUARESMA
(roxo, creio, prefácio próprio – 1ª semana do saltério)
A mim, ó Deus, fazei justiça, defendei a minha causa contra a gente sem piedade; do homem perverso e traidor libertai-me, porque sois, ó Deus, o meu socorro (Sl 42,1s).
O Espírito de Deus, que mora em nós, conduziu-nos a esta celebração, a fim de caminharmos, no dia a dia, desvencilhados dos laços mortais da descrença e do egoísmo. Com Marta e Maria, professemos nossa fé em Cristo Jesus, ressurreição e vida plena para todos os que se deixam iluminar por sua Palavra e se alimentam com a Eucaristia.
Primeira Leitura: Ezequiel 37,12-14

Leitura da profecia de Ezequiel – 12Assim fala o Senhor Deus: “Ó meu povo, vou abrir as vossas sepulturas e conduzir-vos para a terra de Israel; 13e quando eu abrir as vossas sepulturas e vos fizer sair delas, sabereis que eu sou o Senhor. 14Porei em vós o meu espírito, para que vivais, e vos colocarei em vossa terra. Então sabereis que eu, o Senhor, digo e faço – oráculo do Senhor”. – Palavra do Senhor.
Salmo Responsorial: 129(130)

No Senhor, toda graça e redenção!
1. Das profundezas eu clamo a vós, Senhor, / escutai a minha voz! / Vossos ouvidos estejam bem atentos / ao clamor da minha prece! – R.
2. Se levardes em conta nossas faltas, / quem haverá de subsistir? / Mas em vós se encontra o perdão, / eu vos temo e em vós espero. – R.
3. No Senhor ponho a minha esperança, / espero em sua palavra. / A minha alma espera no Senhor / mais que o vigia pela aurora. – R.
4. Espere Israel pelo Senhor / mais que o vigia pela aurora! / Pois no Senhor se encontra toda graça / e copiosa redenção. / Ele vem libertar a Israel / de toda a sua culpa. – R.
Segunda Leitura: Romanos 8,8-11

Leitura da carta de são Paulo aos Romanos – Irmãos, 8os que vivem segundo a carne não podem agradar a Deus. 9Vós não viveis segundo a carne, mas segundo o Espírito, se realmente o Espírito de Deus mora em vós. Se alguém não tem o Espírito de Cristo, não pertence a Cristo. 10Se, porém, Cristo está em vós, embora vosso corpo esteja ferido de morte por causa do pecado, vosso espírito está cheio de vida, graças à justiça. 11E, se o Espírito daquele que ressuscitou Jesus dentre os mortos mora em vós, então aquele que ressuscitou Jesus Cristo dentre os mortos vivificará também vossos corpos mortais por meio do seu Espírito que mora em vós. – Palavra do Senhor.
Evangelho: João 11,1-45 ou 3-7.17.20-27.33-45

[A forma breve está entre colchetes.]
Glória a vós, ó Cristo, Verbo de Deus.
Eu sou a ressurreição, eu sou a vida. / Quem crê em mim não morrerá eternamente (Jo 11,25s). – R.
Proclamação do evangelho de Jesus Cristo segundo João – [Naquele tempo,] 1havia um doente, Lázaro, que era de Betânia, o povoado de Maria e de Marta, sua irmã. 2Maria era aquela que ungira o Senhor com perfume e enxugara os pés dele com seus cabelos. O irmão dela, Lázaro, é que estava doente. [3As irmãs mandaram] então [dizer a Jesus: “Senhor, aquele que amas está doente”. 4Ouvindo isso, Jesus disse: “Esta doença não leva à morte; ela serve para a glória de Deus, para que o Filho de Deus seja glorificado por ela”. 5Jesus era muito amigo de Marta, de sua irmã Maria e de Lázaro. 6Quando ouviu que este estava doente, Jesus ficou ainda dois dias no lugar onde se encontrava. 7Então, disse aos discípulos: “Vamos de novo à Judeia”.]
8Os discípulos disseram-lhe: “Mestre, ainda há pouco os judeus queriam apedrejar-te, e agora vais outra vez para lá?” 9Jesus respondeu: “O dia não tem doze horas? Se alguém caminha de dia, não tropeça, porque vê a luz deste mundo. 10Mas, se alguém caminha de noite, tropeça, porque lhe falta a luz”. 11Depois acrescentou: “O nosso amigo Lázaro dorme. Mas eu vou acordá-lo”. 12Os discípulos disseram: “Senhor, se ele dorme, vai ficar bom”. 13Jesus falava da morte de Lázaro, mas os discípulos pensaram que falasse do sono mesmo. 14Então Jesus disse abertamente: “Lázaro está morto. 15Mas, por causa de vós, alegro-me por não ter estado lá, para que creiais. Mas vamos para junto dele”. 16Então Tomé, cujo nome significa gêmeo, disse aos companheiros: “Vamos nós também para morrermos com ele”.
[17Quando Jesus chegou, encontrou Lázaro sepultado havia quatro dias.]
18Betânia ficava a uns três quilômetros de Jerusalém. 19Muitos judeus tinham vindo à casa de Marta e Maria para as consolar por causa do irmão. [20Quando Marta soube que Jesus tinha chegado, foi ao encontro dele. Maria ficou sentada em casa. 21Então Marta disse a Jesus: “Senhor, se tivesses estado aqui, meu irmão não teria morrido. 22Mas, mesmo assim, eu sei que o que pedires a Deus, ele to concederá”. 23Respondeu-lhe Jesus: “Teu irmão ressuscitará”. 24Disse Marta: “Eu sei que ele ressuscitará na ressurreição, no último dia”. 25Então Jesus disse: “Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, mesmo que morra, viverá. 26E todo aquele que vive e crê em mim não morrerá jamais. Crês isto?” 27Respondeu ela: “Sim, Senhor, eu creio firmemente que tu és o Messias, o Filho de Deus, que devia vir ao mundo”.] 28Depois de ter dito isso, ela foi chamar a sua irmã, Maria, dizendo baixinho: “O Mestre está aí e te chama”. 29Quando Maria ouviu isso, levantou-se depressa e foi ao encontro de Jesus. 30Jesus estava ainda fora do povoado, no mesmo lugar onde Marta se tinha encontrado com ele. 31Os judeus que estavam em casa consolando-a, quando a viram levantar-se depressa e sair, foram atrás dela, pensando que fosse ao túmulo para ali chorar. 32Indo para o lugar onde estava Jesus, quando o viu, caiu de joelhos diante dele e disse-lhe: “Senhor, se tivesses estado aqui, o meu irmão não teria morrido”.
33Quando [Jesus] a viu chorar, e também os que estavam com ela, estremeceu interiormente, [ficou profundamente comovido 34e perguntou: “Onde o colocastes?” Responderam: “Vem ver, Senhor”. 35E Jesus chorou. 36Então os judeus disseram: “Vede como ele o amava!” 37Alguns deles, porém, diziam: “Este, que abriu os olhos ao cego, não podia também ter feito com que Lázaro não morresse?” 38De novo, Jesus ficou interiormente comovido. Chegou ao túmulo. Era uma caverna, fechada com uma pedra. 39Disse Jesus: “Tirai a pedra!” Marta, a irmã do morto, interveio: “Senhor, já cheira mal. Está morto há quatro dias”. 40Jesus lhe respondeu: “Não te disse que, se creres, verás a glória de Deus?” 41Tiraram então a pedra. Jesus levantou os olhos para o alto e disse: “Pai, eu te dou graças porque me ouviste. 42Eu sei que sempre me escutas. Mas digo isto por causa do povo que me rodeia, para que creia que tu me enviaste”. 43Tendo dito isso, exclamou com voz forte: “Lázaro, vem para fora!” 44O morto saiu, atado de mãos e pés com os lençóis mortuários e o rosto coberto com um pano. Então Jesus lhes disse: “Desatai-o e deixai-o caminhar!” 45Então, muitos dos judeus que tinham ido à casa de Maria e viram o que Jesus fizera creram nele.] – Palavra da salvação.
Reflexão:

O sétimo e último sinal apresentado pelo evangelista João é a ressurreição de Lázaro, ponto alto da prática de Jesus em defesa da vida. Jesus gostava de se hospedar na pequena comunidade de Betânia (“casa do pobre”), onde Marta, provavelmente, desempenhava papel importante, talvez de coordenadora da comunidade. Nessa comunidade, é ela que faz a profissão de fé em Jesus: “Senhor, Messias e Filho de Deus” (em Mateus, é Pedro que professa a fé). Depois de ter sido avisado da doença do amigo, o Mestre ainda demorou alguns dias para se dirigir para lá, e, quando chegou, Lázaro já estava morto. Sua morte é para revelar a glória de Deus e a glorificação do Filho. No diálogo com as irmãs do morto, Jesus se revela como “ressurreição e vida” de todos os que acreditam nele. A palavra de Jesus é palavra de vida (“Lázaro, vem para fora”) e convida a desatar quem está amarrado. A morte nos ronda a todo momento; o apelo do Mestre é para nos desatarmos de todo mal que a provoca.
Oração
Ó Jesus, nossa vida e ressurreição, choraste a morte do teu amigo Lázaro. Vem fazer companhia aos que acabam de perder um ente querido. Suaviza-lhes a dor da ausência e conforta-os com a certeza de que a morte não é o fim; é simplesmente passagem para a eternidade. Amém.
(Dia a dia com o Evangelho 2020 - Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp (dias de semana) Pe. Nilo Luza, ssp (domingos e solenidades))
Fonte -