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terça-feira, 18 de junho de 2019

O amor é a grande exigência da nossa fé

Eu, porém, vos digo: ‘Amai os vossos inimigos e rezai por aqueles que vos perseguem!’” (Mateus 5,44).
A vivência do amor é a grande exigência da nossa fé. Ter fé em Deus não é o mais difícil, mas amarmos a Deus e amarmos uns aos outros é a grande demonstração do nosso grau de fé, porque amar é muito exigente, amar não é simples.
Só conseguimos amar verdadeiramente se nós temos uma verdadeira experiência de fé com o Deus vivo e verdadeiro. Quando a nossa fé n’Ele é autêntica, nós O amamos de verdade, prostramo-nos na presença d’Ele e Ele injeta o Seu amor em nós.
É o amor que nos leva a amar os nossos inimigos. Talvez, não tenhamos inimigos declarados, mas há aqueles que se comportam como nossos inimigos, não nos querem bem, falam mal de nós, tramam contra nós, não comungam conosco, não gostam de nós.
Amemos, mas não é amar com amor bajulação, amor falso e hipócrita: “Nossa, eu gosto tanto de você!”. Não precisa nem falar nada. Ame com obras, com atitudes, e a primeira e verdadeira atitude de amor que podemos ter é orarmos por quem nós precisamos amar.
Temos de amar com o sentimento e o afeto do coração, porque a oração é aquilo que brota da nossa alma e do nosso interior, do nosso coração. Por isso, a oração é a uma resposta de amor.
Há pessoas que me fizeram mal. Em algum momento da minha vida, deixaram uma marca negativa dentro de mim. Lembrar-me daquelas pessoas me fazia muito mal, então, eu peguei a Palavra do Evangelho e comecei a rezar nominalmente por aquelas pessoas e situações. Talvez, tenha uma boa vantagem alguém não me querer bem, porque receberá a minha oração de uma forma até mais intensificada. E como eu orei de verdade, como me fez bem, como me libertou, como me redimiu, como colocou o meu coração na vanguarda da fé!
Amarmos a Deus e amarmos uns aos outros é a grande demonstração do nosso grau de fé
É preciso orar, mas não é para rezar uma Ave-Maria por quem não nos quer bem, precisamos orar nominalmente. A pessoa tem nome, reze para que ela seja abençoada, porque o que, no fundo, exprimimos é maldição para quem nos prejudicou em alguma situação da vida.
O Evangelho precisa ser muito concreto em nós. Precisamos ter decisão de oração, porque isso vai ser uma libertação para nós. E essa bênção vai atingir, desfazer o mal feito, vai dar uma direção, seja lá o que for. É importante que, evangelicamente falando, não nutramos ódio por ninguém, mas amemos por todos.
Vamos gostar de pessoas mais afins, mas existe um amor diferenciado, é o amor cáritas, amor caridade, é o amor de Deus para conosco. Não podemos negar esse amor para ninguém nem para quem nos prejudicou da pior forma nessa vida. É só esse amor que salva.
O amor é a maior exigência da vida, e para bem viver a vida, precisamos amar.
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo
Sacerdote de la Comunidad Canción Nueva, periodista y colaborador de la Página Canción Nueva. Contacto: padrerogercn@gmail.com – Facebook

Hoje na paróquia


Evangelho de hoje, terça-feira, 18/06/2019


Evangelho do dia - Mt 5,43-48
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 43“Vós ouvistes o que foi dito: ‘Amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo!’ 44Eu, porém, vos digo: ‘Amai os vossos inimigos e rezai por aqueles que vos perseguem!’ 45Assim, vos tornareis filhos do vosso Pai que está nos céus, porque ele faz nascer o sol sobre maus e bons, e faz cair a chuva sobre os justos e injustos. 46Porque, se amais somente aqueles que vos amam, que recompensa tereis? Os cobradores de impostos não fazem a mesma coisa? 47E se saudais somente os vossos irmãos, que fazeis de extraordinário? Os pagãos não fazem a mesma coisa? 48Portanto, sede perfeitos como o vosso Pai celeste é perfeito”. 
— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

segunda-feira, 17 de junho de 2019

Intercessão dos Santos


Tendo em vista que a Sagrada Escritura, em diversos versículos, mas, especialmente em I Tm, 2,5, afirma que Jesus é o único mediador entre Deus e os homens, como é que a Igreja prega a intercessão dos santos?
A Palavra de Deus não mente nem engana, sendo assim, não há dúvida quando se diz que somente Jesus intercede ao Pai. Esta é a fé católica. Então, como explicar a oração que se faz uns pelos outros, expediente usado também pelos protestantes? Ora, Jesus é realmente o único mediador entre Deus e os homens, porém, Ele não é sozinho. Ele tem um corpo que é a Igreja. Ele é a Cabeça e os homens são seus membros.
É por esse motivo que São Pedro pôde dizer que os cristãos possuem um “sacerdócio santo”, que o Apocalipse afirmou serem “um reino de sacerdotes”, embora a Carta aos Hebreus tenha dito que Jesus é o único sacerdote. Ocorre que como Ele não é sozinho, é a cabeça de um corpo, deve ser considerado em sua totalidade, ou seja, o CRISTO TOTAL, não somente uma parte. Logo, como os cristãos fazem parte do “corpo” de Cristo, podem interceder uns pelos outros.
E quanto aos santos a cuja intercessão também se recorre? Após a morte, eles continuam fazendo parte do Corpo de Cristo? A Sagrada Escritura é muito clara quanto a isso, conforme se vê na Carta aos Romanos:
Quem nos separará do amor de Cristo? A tribulação? A angústia? A perseguição? A fome? A nudez? O perigo? A espada? Realmente, está escrito: Por amor de ti somos entregues à morte o dia inteiro; somos tratados como gado destinado ao matadouro. Mas, em todas essas coisas, somos mais que vencedores pela virtude daquele que nos amou. Pois estou persuadido de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem o presente, nem o futuro, nem as potestades, nem as alturas, nem os abismos, nem outra qualquer criatura nos poderá apartar do amor que Deus nos testemunha em Cristo Jesus, nosso Senhor. (Rm 8, 35-39)
Portanto, a morte não aparta a pessoa do Corpo de Cristo. O que é lógico, pois não faria o menor sentido se o batismo não valesse para a vida eterna. Além disso, o Apocalipse, em diversas passagens, fala da atividade das pessoas que já morreram:
Quando abriu o quinto selo, vi debaixo do altar as almas dos homens imolados por causa da palavra de Deus e por causa do testemunho de que eram depositários. E clamavam em alta voz, dizendo: Até quando tu, que és o Senhor, o Santo, o Verdadeiro, ficarás sem fazer justiça e sem vingar o nosso sangue contra os habitantes da terra? Foi então dada a cada um deles uma veste branca, e foi-lhes dito que aguardassem ainda um pouco, até que se completasse o número dos companheiros de serviço e irmãos que estavam com eles para ser mortos. (Ap 6,9)
Os mortos dos versículos acima estão rezando, clamando a Deus por justiça! E, notem que a Ressurreição ainda nem aconteceu, essa passagem consta do período da tribulação, o que é mais notável ainda. E prossegue, agora com outro grupo:
Então um dos Anciãos falou comigo e perguntou-me: Esses, que estão revestidos de vestes brancas, quem são e de onde vêm?Respondi-lhe: Meu Senhor, tu o sabes. E ele me disse: Esses são os sobreviventes da grande tribulação; lavaram as suas vestes e as alvejaram no sangue do Cordeiro. Por isso, estão diante do trono de Deus e o servem, dia e noite, no seu templo. Aquele que está sentado no trono os abrigará em sua tenda. Já não terão fome, nem sede, nem o sol ou calor algum os abrasará, porque o Cordeiro, que está no meio do trono, será o seu pastor e os levará às fontes das águas vivas; e Deus enxugará toda lágrima de seus olhos. (Ap 7,13-16)
Essas almas prestam culto a Deus no céu. Então, nada pode separar a alma do amor de Deus, nem mesmo a morte. No entanto, no último dia haverá a ressurreição e, em corpo e alma, adentrarão ao Reino dos Céus.
Portanto, Cristo é o único mediador, mas não no sentido estrito. Os homens são membros do corpo do único mediador e mesmo após a morte, continuam fazendo parte desse Corpo, conforme o livro do Apocalipse atesta. 
Fonte - https://padrepauloricardo.org/episodios/intercessao-dos-santos?fbclid=IwAR25wI6QS6y1fOTmroBmwuOB3QcESPhMzF6bqhcAYZUUY2z-nDGR52J1eec

Renunciamos a todo tipo de vingança


Eu, porém, vos digo: Não enfrenteis quem é malvado! Pelo contrário, se alguém te dá um tapa na face direita, oferece-lhe também a esquerda!” (Mateus 5,39).
Na sociedade do “olho por olho, dente por dente”, na sociedade da vingança, a vingança também está dentro de nós, ela também nos impulsiona e nos impele. Quem nos agride, nós queremos responder agredindo também, quem fala mal de nós, queremos tomar satisfação. O problema é que a agressão, o falar mal, o ódio, o rancor é do maligno e nós não precisamos enfrentar quem é do maligno porque Deus já derrotou.
Quando vamos enfrentar o maligno com as armas do maligno, nós também nos tornamos maus. Não é que somos bobinhos, não é que aceitamos tudo, mas não compartilhamos do mal, não nos deixamos levar pela força do mal na nossa vida. Se alguém nos oferecer o mal, temos o bem para dar.
Não somos anjos, não somos perfeitos, mas o amor que queremos viver é o amor da perfeição, é o amor de Deus, amor divino. Por isso, quando o Evangelho nos diz para oferecermos a outra face é porque a nossa face da direita ou da esquerda é a face do amor. Se agrediram o nosso amor de um lado, temos do outro lado o amor para dar como resposta.
Às vezes quem nos prejudicou na vida quer ter a grata satisfação de nos ver mal, para baixo, deprimidos e derrotados.
A melhor resposta que tenho para quem me deseja o mal é a indiferença para com o mal e o calor do amor divino. Não é nenhuma hipocrisia abraçar quem está falando mal de mim, eu sei acolher quem me prejudicou, talvez a pessoa nem saiba que eu estou sabendo, mas faço questão que ela não saiba, mas eu faço questão de mostrar a minha cara de discípulo e seguidor de Jesus.
Renunciamos a todo e qualquer tipo de vingança, porque isso vai corroendo dentro de nós o ressentimento
Eu já passei dessa fase e peço que Deus a cada dia me conceda mais maturidade para não perder tempo com quem semeia o mal. A turma da fofoca, do disse não me disse, da turma que fala mal de você, eles perecem por isso mesmos e perecemos quando fazemos assim também com o outro.
Alguns podem dizer: “Padre, estão falando isso do senhor”. Eu não preciso saber o que estão dizendo, porque quem é do bem e quer o meu bem vai, com amor e caridade cristã, dizer-me o que eu preciso ouvir. Quem é do mal semeia a fofoca, a discórdia e a intriga. Quem é do mal está tão vacinado pela força do mal que senta na frente na missa e vai ruminando o mal dentro de si.
Precisamos viver esse amor evangélico. Dê a outra face, dê o manto, a sua túnica e o seu amor como resposta para quem de alguma forma quer te ver mal. Não à vingança, inclusive, a mental tão terrível como a vingança prática.
Sabe aquela vingança onde vamos alimentando que o outro se dê mal, que não consiga o que ele quer, que tropece e quebre os seus dentes. Muitas vezes estamos alimentando isso dentro de nós. Renunciamos a todo e qualquer tipo de vingança, até aquelas que alimentamos ao longo da vida porque isso vai corroendo dentro de nós o ressentimento, a mágoa, e isso é sinal que o amor de Deus não venceu em nós. Que o amor mova todas as nossas atitudes!
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo
Sacerdote da Comunidade Canção Nova, jornalista e colaborador do Portal Canção Nova. Contato: padrerogercn@gmail.com – Facebook

Hoje na paróquia


Evangelho de hoje, segunda-feira, 17/06/2019


Evangelho do dia - Mt 5,38-42
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 38“Ouvistes o que foi dito: ‘Olho por olho e dente por dente!’ 39Eu, porém, vos digo: Não enfrenteis quem é malvado! Pelo contrário, se alguém te dá um tapa na face direita, oferece-lhe também a esquerda! 40Se alguém quiser abrir um processo para tomar a tua túnica, dá-lhe também o manto! 41Se alguém te forçar a andar um quilômetro, caminha dois com ele! 42Dá a quem te pedir e não vires as costas a quem te pede emprestado”.
— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

Comentário
A justiça de Deus é sua misericórdia. Por isso, Jesus nos ensina que se deve pagar o mal com o bem. Foi o que Ele fez por nós: Os homens o subjugaram e Ele ofereceu-nos a vida, a misericórdia, o perdão. Não se vence nenhuma violência com outra violência. O Cristo nos ensina que amor verdadeiro doa-se sempre mais, pois nele não há medida: “Se alguém te forçar a andar um quilômetro, caminha dois com ele!” A referência do cristão será sempre o Evangelho.

Oração
Ó Deus, força daqueles que esperam em vós, sede favorável ao nosso apelo, e como nada podemos em nossa fraqueza, dai-nos sempre o socorro da vossa graça, para que possamos querer e agir conforme vossa vontade, seguindo os vossos mandamentos. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.