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terça-feira, 22 de janeiro de 2019

Por que ir à Missa aos domingos?


A celebração dominical da Eucaristia está no centro da vida da Igreja (cf. Catecismo da Igreja Católica, n. 2177). Nós, cristãos, vamos à Missa aos domingos para encontrar o Senhor Ressuscitado, ou melhor, para nos deixarmos encontrar por Ele, ouvir a sua palavra, alimentar-nos à sua mesa e assim tornar-nos Igreja, isto é, seu Corpo místico vivo no mundo.
Compreenderam isto, desde o princípio, os discípulos de Jesus, que celebraram o encontro eucarístico com o Senhor no dia da semana ao qual os judeus chamavam “o primeiro da semana” e os romanos “dia do sol”, porque naquele dia Jesus tinha ressuscitado dos mortos e aparecido aos discípulos, falando com eles, comendo com eles, concedendo-lhes o Espírito Santo (cf. Mt 28, 1; Mc 16, 9.14; Lc 24, 1.13; Jo 20, 1.19), como ouvimos na Leitura bíblica. Também a grande efusão do Espírito no Pentecostes teve lugar no domingo, cinquenta dias depois da Ressurreição de Jesus. Por estas razões, o domingo é um dia santo para nós, santificado pela celebração eucarística, presença viva do Senhor entre nós e para nós. Portanto, é a Missa que faz o domingo cristão! O domingo cristão gira em volta da Missa. Que domingo é, para o cristão, aquele no qual falta o encontro com o Senhor?
Existem comunidades cristãs que, infelizmente, não podem beneficiar da Missa todos os domingos; no entanto, também elas, neste dia santo, são chamadas a recolher-se em oração em nome do Senhor, ouvindo a Palavra de Deus e mantendo vivo o desejo da Eucaristia.
Algumas sociedades secularizadas perderam o sentido cristão do domingo iluminado pela Eucaristia. Isto é pecado! Em tais contextos é preciso reavivar esta consciência, para recuperar o significado da festa, o significado da alegria, da comunidade paroquial, da solidariedade e do descanso que revigora a alma e o corpo (cf. Catecismo da Igreja Católica, nn. 2177-2188). De todos estes valores a Eucaristia é a nossa mestra, domingo após domingo. Por isso, o Concílio Vaticano II quis reiterar que «o domingo é, pois, o principal dia de festa a propor e inculcar no espírito dos fiéis; seja também o dia da alegria e do repouso, da abstenção do trabalho» (Const. Sacrosanctum concilium, 106).
A abstenção dominical do trabalho não existia nos primeiros séculos: é uma contribuição específica do cristianismo. Por tradição bíblica, os judeus descansam no sábado, enquanto na sociedade romana não estava previsto um dia semanal de abstenção dos trabalhos servis. Foi o sentido cristão do viver como filhos e não como escravos, animado pela Eucaristia, que fez do domingo — quase universalmente — o dia do descanso.
Sem Cristo estamos condenados a ser dominados pelo cansaço do dia a dia, com as suas preocupações, e pelo medo do amanhã. O encontro dominical com o Senhor dá-nos a força para viver o presente com confiança e coragem, e para progredir com esperança. Por isso nós, cristãos, vamos encontrar-nos com o Senhor aos domingos, na celebração eucarística.
A Comunhão eucarística com Jesus, Ressuscitado e Vivo eternamente, antecipa o Domingo sem ocaso, quando já não haverá cansaço nem dor, nem luto, nem lágrimas, mas só a alegria de viver plenamente e para sempre com o Senhor. Inclusive sobre este abençoado descanso nos fala a Missa dominical, ensinando-nos, no decorrer da semana, a confiar-nos nas mãos do Pai que está no Céu.
Como podemos responder a quem diz que não é preciso ir à Missa, nem sequer aos domingos, porque o importante é viver bem, amar o próximo? É verdade que a qualidade da vida cristã se mede pela capacidade de amar, como disse Jesus: «Disto todos saberão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros» (Jo 13, 35); mas como podemos praticar o Evangelho sem haurir a energia necessária para o fazer, um domingo após o outro, na fonte inesgotável da Eucaristia? Não vamos à Missa para oferecer algo a Deus, mas para receber dele aquilo de que verdadeiramente temos necessidade. Recorda-o a oração da Igreja, que assim se dirige a Deus: «Tu não precisas do nosso louvor, mas por um dom do teu amor chamas-nos a dar-te graças; os nossos hinos de bênção não aumentam a tua grandeza, mas obtém para nós a graça que nos salva» (Missal Romano, Prefácio comum IV).
Em síntese, por que ir à Missa aos domingos? Não é suficiente responder que é um preceito da Igreja; isto ajuda a preservar o seu valor, mas sozinho não basta. Nós, cristãos, temos necessidade de participar na Missa dominical, porque só com a graça de Jesus, com a sua presença viva em nós e entre nós, podemos pôr em prática o seu mandamento, e assim ser suas testemunhas credíveis.
Papa Francisco
Catequese da Audiência Geral 13.12.2017

Jesus é Senhor de todas as coisas, Ele é Senhor da nossa vida

Jesus é Senhor de toda lei; é o Senhor do sábado e, também, é o Senhor da nossa vida
“O sábado foi feito para o homem, e não o homem para o sábado. Portanto, o Filho do Homem é senhor também do sábado” (Marcos 2, 27-28).
Para entendermos as afirmações de Jesus no Evangelho de hoje, não podemos olhar para o sábado apenas como mais um dia da semana. Pois, nesse contexto, o sábado, na verdade, quer dizer algo que é muito sagrado, é a Lei Sabática, ou seja, o sábado como dia de repouso, como um dia que foi consagrado ao Senhor na lei judaica.
Os judeus levaram isso tão ao pé da letra, que o sábado ficou maior do que Deus. Eles, muitas vezes, deixaram de amar, de respeitar a Deus em tantas outras coisas, mas o sábado não violaram de forma nenhuma. De modo que, se uma pessoa estivesse doente no dia de sábado, aquela pessoa morreria, não podia fazer nada por ela, porque era dia de sábado. Essa é uma forma radical de se interpretar alguma coisa, por isso, Jesus, no Evangelho, nos diz que o mais importante não é essa lei, esse mandamento, o mais importante é Ele.
Nós podemos ser pessoas assim, que fazem as orações, cumprem os preceitos: “Olha eu não posso falar com ninguém, não posso ver ninguém, porque estou fazendo as minhas orações”. Porém, temos de fazer as nossas orações, mas o mesmo que Jesus diz do sábado, que ele foi feito para o homem, a oração também foi feita para o homem. Isso para que o homem possa, por meio dela, servir a Deus. E, acima de tudo, Jesus é o Senhor de todas as coisas. 
Não basta as práticas, é preciso comunhão, pois podemos ter as práticas sagradas, mas não ter comunhão com  o Sagrado. E, ter comunhão com o Sagrado, ter comunhão com Deus, é deixar que Deus nos conduza, que Ele nos direcione, que Seu Espírito aja em nós. Não é para cair no extremo do relaxo, fazer de qualquer jeito, de qualquer forma; e nem no extremo do rigorismo, onde sou aquela pessoa rigorista, que leva todas as coisas a ferro e fogo.
Pois, a graça de Deus nos leva a ter misericórdia com os outros, conosco mesmo, pois, às vezes, estamos fazendo a nossa oração e estamos muito mal, então, fazemos uma oração mesmo estando mal; não uma má oração, e sim uma oração do jeito que estamos, com o nosso coração árido, e apresentamos a Deus a nossa aridez. Essa nossa oração será até mais fecunda, do que aquela oração onde achamos que estamos cheios de entusiasmo. Porque, nos apresentamos para Deus, com o coração reto e sincero e nos deixamos ser guiados por Ele.
Para não virar um hipócrita da lei, um hipócrita religioso, precisamos nos deixarmos ser guiados pelo Espírito, para saber que Jesus é Senhor de toda lei; é o Senhor do sábado e, também, é o Senhor da nossa vida.
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo
Sacerdote da Comunidade Canção Nova, jornalista e colaborador do Portal Canção Nova. Contato: padrerogercn@gmail.com – Facebook

Hoje na paróquia


Evangelho de hoje, terça-feira, 22/01/2019


Evangelho do dia - Mc 2,23-28
23Jesus estava passando por uns campos de trigo, em dia de sábado. Seus discípulos começaram a arrancar espigas, enquanto caminhavam. 24Então os fariseus disseram a Jesus: “Olha! Por que eles fazem em dia de sábado o que não é permitido?”
25Jesus lhes disse: “Por acaso, nunca lestes o que Davi e seus companheiros fizeram quando passaram necessidade e tiveram fome? 26Como ele entrou na casa de Deus, no tempo em que Abiatar era sumo sacerdote, comeu os pães oferecidos a Deus, e os deu também aos seus companheiros? No entanto, só aos sacerdotes é permitido comer esses pães”.
27E acrescentou: “O sábado foi feito para o homem, e não o homem para o sábado. 28Portanto, o Filho do Homem é senhor também do sábado”.
— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

O Evangelho de Cristo é sempre novo

O Evangelho nunca é velho, ele é sempre novo. A Palavra de Deus nunca é a mesma, ela é sempre nova
“Ninguém põe vinho novo em odres velhos, porque o vinho novo arrebenta os odres velhos e o vinho e os odres se perdem. Por isso, vinho novo em odres novos” (Marcos 2,22).
O vinho é uma bebida saborosa e especial, mas não quero nenhuma fazer ligação do vinho apenas como bebida alcoólica. O vinho, que é bebido com moderação, é uma bebida muito importante.
O primeiro milagre de Jesus, que acompanhamos ontem, foi, justamente, transformar água em vinho. O exemplo que nos é dado, hoje, é para entender que não podemos pegar um vinho novo e colocá-lo em um vasilhame velho, porque ele vai perder o sabor e a qualidade. Do mesmo jeito acontece com a Boa Nova, com a novidade do Evangelho: se não tivermos um coração novo para recebê-lo, ele vai se perder.
A verdade é essa: a Boa Nova do Evangelho tem se perdido em corações que não se deixam renovar, que não se abrem, em mentes que ainda estão velhas e atrasadas. Não se trata de sermos aquela pessoa moderna, onde tudo é novidade. Não se trata disso, mas é se deixar renovar por Deus, é deixar-se convencer pelo Evangelho de que aquilo que sempre achamos que foi de uma maneira é ou pode ser de outro jeito. Ter uma mentalidade nova é deixar-se convencer e converter por Deus.
Passamos a vida inteira adquirindo a nossa forma de pensar, assumindo nossas ideologias e filosofias, passamos a pensar dessa maneira, mas é preciso deixar-se convencer e converter por Deus para que tenhamos a mentalidade do Evangelho. A graça d’Ele vai ser nova, vai nos renovar, a Palavra de Deus vai ser sempre nova em nossa vida.
Percebemos que o odre envelheceu, que o coração envelheceu quando a pessoa escuta o Evangelho e diz: “Esse eu já sei o que é. Eu já conheço”. O Evangelho nunca é velho, ele é sempre novo, a Palavra de Deus nunca é a mesma, ela é sempre nova. As letras, as palavras podem até parecer sempre as mesmas, mas a ação é sempre nova.
Podemos escutar o Evangelho mil vezes, e mil vezes de forma diferente Deus fala, age e atua no meio de nós. Que tenhamos um novo coração para saber acolher a novidade de Deus a cada dia.
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo
Sacerdote da Comunidade Canção Nova, jornalista e colaborador do Portal Canção Nova. Contato: padrerogercn@gmail.com – Facebook

Hoje na paróquia


Evangelho de hoje, segunda-feira, 21/01/2019


Evangelho do dia - Mc 2,18-22
Naquele tempo, 18os discípulos de João Batista e os fariseus estavam jejuando. Então, vieram dizer a Jesus: “Por que os discípulos de João e os discípulos dos fariseus jejuam, e os teus discípulos não jejuam?”
19Jesus respondeu: “Os convidados de um casamento poderiam, por acaso, fazer jejum, enquanto o noivo está com eles? Enquanto o noivo está com eles, os convidados não podem jejuar. 20Mas vai chegar o tempo em que o noivo será tirado do meio deles; aí, então, eles vão jejuar.
21Ninguém põe um remendo de pano novo numa roupa velha; porque o remendo novo repuxa o pano velho e o rasgão fica maior ainda. 22Ninguém põe vinho novo em odres velhos; porque o vinho novo arrebenta os odres velhos e o vinho e os odres se perdem. Por isso, vinho novo em odres novos”. 
— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.