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quarta-feira, 13 de novembro de 2019

O coração humilde é agradecido por tudo


Não foram dez os curados? E os outros nove, onde estão? Não houve quem voltasse para dar glória a Deus, a não ser este estrangeiro?” (Lucas 17,17).
Foram dez leprosos que se aproximaram de Jesus e foram curados por Ele, mas só um foi verdadeiramente liberto.
A cura de Deus em nós só é plena quando temos, de fato, um coração agradecido, que louva, bendiz, agradece e reconhece.
Um coração orgulhoso e soberbo vai apenas em busca do que o satisfaz, o realiza e nunca está satisfeito com o que tem. Em compensação, o coração humilde é agradecido por tudo e sabe reconhecer em cada coisa a bondade e o amor misericordioso de Deus que cuida de nós.
Mesmo estando em sofrimento e passando por tantas tribulações, reconhecemos que Deus está ao nosso lado, mas não podemos pedir a Deus outra coisa a não ser que nos conceda um coração agradecido, que seja grato, um coração que O louve, O bendiga e O reconheça a cada dia da nossa vida.
O coração humilde é agradecido por tudo e sabe reconhecer em cada coisa a bondade de Deus
Na minha oração tudo o que eu procuro é agradecer, louvar, bendizer e glorificar a Deus. Não sou de muitas petições, eu até peço pelos outros, por aqueles que recomendam as minhas orações. Eu até suplico pelos doentes e enfermos, mas eu peço muito pouco por mim e se posso pedir algo para Deus é que me dê um coração agradecido, porque eu sei que todos os dias, Deus cuida das lepras do meu coração.
Todos os dias Deus cuida das lepras do nosso coração, das impurezas da nossa alma. Deus cuida daquilo que, muitas vezes, não sabemos cuidar bem em nós.
Só podemos ter um coração que louva, bendiz, agradece, reconhece, adora e glorifica ao Deus da nossa vida. Eu peço do fundo da minha alma: “Senhor, dê-me um coração que te louva, que dê glórias ao seu nome. Dê-me um coração que seja realmente salvo e curado para ir adiante, um coração que reconheça a minha pequenez e a grandeza de um Deus que cuida de mim”.
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo
Sacerdote da Comunidade Canção Nova, jornalista e colaborador do Portal Canção Nova. Contato: padrerogercn@gmail.com – Facebook

Evangelho de hoje, quarta-feira, 13/11/2019

Evangelho do dia - Lc 17,11-19
11Aconteceu que, caminhando para Jerusalém, Jesus passava entre a Samaria e a Galileia. 12Quando estava para entrar num povoado, dez leprosos vieram a seu encontro. Pararam à distância, 13e gritaram: “Jesus, Mestre, tem compaixão de nós!” 14Ao vê-los, Jesus disse: “Ide apresentar-vos aos sacerdotes”.

Enquanto caminhavam, aconteceu que ficaram curados. 15Um deles, ao perceber que estava curado, voltou glorificando a Deus em alta voz; 16atirou-se aos pés de Jesus, com o rosto por terra, e lhe agradeceu. E este era um samaritano.
17Então Jesus lhe perguntou: “Não foram dez os curados? E os outros nove, onde estão? 18Não houve quem voltasse para dar glória a Deus, a não ser este estrangeiro?” 19E disse-lhe: “Levanta-te e vai! Tua fé te salvou”.
— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

Comentário
Não poucas vezes recorremos à graça de Deus, pedindo seu auxílio em nossas necessidades. Aqueles dez leprosos foram curados, mas apenas um voltou para agradecer ao Senhor, atirando-se aos pés de Jesus, com o rosto por terra. Gesto profundamente significativo. Esse reconheceu a pessoa de Jesus, sua misericórdia divina. Os outros seguiram para cumprir a lei, indo se apresentar ao sacerdote. Será que nós estamos presos às dimensões jurídicas e somos pouco agradecidos a Deus? Pensemos.

Oração
Deus de poder e misericórdia, afastai de nós todo obstáculo para que, inteiramente disponíveis, nos dediquemos ao vosso serviço. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
Fonte - https://www.a12.com/reze-no-santuario/deus-conosco

terça-feira, 12 de novembro de 2019

Fazer o bem é a nossa obrigação


Assim também vós: quando tiverdes feito tudo o que vos mandaram, dizei: ‘Somos servos inúteis; fizemos o que devíamos fazer’” (Lucas 17,10).
Aquilo que são nossas obrigações, deveres e responsabilidades, não devem ser motivo de mérito, reconhecimento e aplausos para alguém dizer: “Obrigado por você ter feito o que deveria ter feito”.
Deve acontecer o contrário, precisamos ser corrigidos e alertados, chamados à atenção quando não cumprimos nossas obrigações. Eu não tenho de ser aplaudido porque faço a minha obrigação e meu dever de padre. Você não tem de ser agradecido nem exaltado porque faz a sua obrigação e seu dever de pai, suas tarefas de mãe. Você não deve ganhar troféu porque vai todos os dias trabalhar. É nossa obrigação cumprirmos as nossas responsabilidades.
Vivemos numa sociedade onde a exaltação do ego, onde tudo que merece troféus e prêmios é o mais importante, quando, na realidade, o mais importante é cumprirmos nossas responsabilidades e obrigações sem esperar nada em troca. Somos apenas servidores daquilo que devemos fazer.
Fazer o bem é nosso dever e nossa obrigação, ser um bom cristão é nosso dever e nossa obrigação
O servidor público deve esmerar por servir o povo porque é a sua obrigação. Ficamos tão felizes quando um servidor público nos serve bem, mas é a obrigação dele e todos os outros nos servirem bem. É a obrigação de todos nós, na tarefa, no trabalho, na missão que realizamos neste mundo, fazer bem o nosso trabalho.
É verdade que ficamos muito satisfeitos e agradecidos quando, em qualquer lugar, encontramos a pessoa que nos serve de forma educada e gentil, mas educação e gentileza não é algo para simplesmente ser uma obrigação de vida, de modo a ser algo exaltado e louvado.
As pessoas se tornaram tão intolerantes, estamos nos tornando tão rudes uns com os outros que, quando alguém se apresenta de forma mais educada para nós, nos surpreendemos. Por isso, não espere ser louvado, exaltado e agradecido para, então, fazer o bem.
Fazer o bem é nosso dever e nossa obrigação, ser um bom cristão é nosso dever e nossa obrigação. Não podemos esperar ser canonizados, receber palmas ou méritos porque cumprimos o nosso papel de cristão. Devemos pedir a Deus que nos corrija, que nos coloque em alerta quando não estamos cumprindo as nossas responsabilidades.
Que Deus nos dê a graça de dia a dia fazermos o que devemos fazer, cumprirmos as nossas tarefas, obrigações e responsabilidades sem esperar nada em troca.
Que o bem seja feito porque ele precisa sempre ser feito, porque é o nosso dever fazer o bem.
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo
Sacerdote da Comunidade Canção Nova, jornalista e colaborador do Portal Canção Nova. Contato: padrerogercn@gmail.com – Facebook

Evangelho de hoje, terça-feira, 12/11/2019

Evangelho do dia - Lc 17,7-10
Naquele tempo, disse Jesus: 7“Se algum de vós tem um empregado que trabalha a terra ou cuida dos animais, por acaso vai dizer-lhe, quando ele volta do campo: ‘Vem depressa para a mesa?’ 8Pelo contrário, não vai dizer ao empregado: ‘Prepara-me o jantar, cinge-te e serve-me, enquanto eu como e bebo; depois disso poderás comer e beber?’ 9Será que vai agradecer ao empregado, porque fez o que lhe havia mandado? 10Assim também vós: quando tiverdes feito tudo o que vos mandaram, dizei: ‘Somos servos inúteis; fizemos o que devíamos fazer’”. —Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

Comentário
São Josafá, natural da Ucrânia, nasceu no ano de 1589. Foi monge e arcebispo. Preocupou-se com a promoção religiosa e social dos povos e trabalhou pela unidade dos cristãos; e isso não agradou aos nobres de seu tempo, por isso sofreu muitas hostilidades. A consequência desse seu trabalho evangelizador foi a coroa do martírio, em 1623. Enquanto era martirizado disse: “Vós me odiais até a morte, e eu vos levo em meu coração”. Foi canonizado pelo papa Pio IX em 1867.

Oração
Suscitai, ó Deus, na vossa Igreja o Espírito que impeliu o bispo São Josafá a dar a vida por suas ovelhas e concedei que, por sua intercessão, fortificados pelo mesmo Espírito, estejamos prontos a dar a nossa vida pelos nossos irmãos. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
Fonte - https://www.a12.com/reze-no-santuario/deus-conosco

segunda-feira, 11 de novembro de 2019

Toda correção nos ajuda a sermos melhores


Se ele pecar contra ti sete vezes num só dia, e sete vezes vier a ti, dizendo: ‘Estou arrependido’, tu deves perdoá-lo” (Lucas 17,4).
A primeira atitude a qual o Evangelho de hoje nos convida é para sermos pessoas de fé e vivermos da fé. Ainda que a nossa fé seja pequena como um grão de mostarda, ela é capaz de fazer grandes milagres.
É preciso evitar escândalos, não podemos escandalizar ninguém, não podemos dar contratestemunho da nossa fé. Para nos mantermos firmes e coerentes na fé, precisamos colocar em Jesus a nossa confiança.
Depois, com a mesma fé, nós vivemos a força do perdão e da correção fraterna. Se o seu irmão pecar contra ti, corrigi-o na caridade, chama a atenção dele, do pecado, do erro que ele possa ter cometido, mas faça com amor, para ganhar o irmão e não para perdê-lo e afastá-lo.
Todos nós precisamos ser corrigidos, ajudados e alertados, precisamos uns dos outros. O que não pode acontecer é que, por orgulho, nos fechemos em nosso mundo, nos isolemos na nossa posição, nas nossas escolhas de vida e ninguém tenha acesso a nós e possa nos corrigir porque somos aquelas pessoas grossas, que não aceitamos ninguém nos corrigindo e já vamos logo respondendo, atacando ou virando contra aquele que nos corrigi.
A força da correção, que está em nós, deve, ao mesmo tempo, gerar a força do perdão 
O irmão que nos corrige nos faz um grande favor, ele ajuda a salvar a nossa alma. Pode ser que a correção dele pare na nossa vaidade e no nosso orgulho, mas, se de bom coração e nos colocarmos na presença de Jesus, toda a correção nos ajuda a sermos melhores.
Aquele que corrige é o primeiro a ser corrigido, é aquele que de coração permite ser corrigido por Deus, porque, Deus só corrige aquele a quem ama, e o amor de Deus em nós deve nos corrigir a cada dia. Mas a força da correção que está em nós, deve, ao mesmo tempo, gerar a força do perdão.
Se o irmão pecar no mesmo dia sete vezes contra nós, se o irmão, por algum motivo, nos ofender e se arrepender, devemos perdoá-lo. Ainda que, humanamente nos fechemos e não tenhamos a disposição no primeiro momento, porém, como um bom filho, devemos sempre cair em si, em Deus e na graça de Deus; além de abrir o nosso coração para perdoar, porque Deus nos perdoa mais do que sete vezes ao dia. Não podemos fazer de outra forma, a não ser  abrir o nosso coração para perdoar o irmão.
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo
Sacerdote da Comunidade Canção Nova, jornalista e colaborador do Portal Canção Nova. Contato: padrerogercn@gmail.com – Facebook 

Evangelho de hoje, segunda-feira, 11/11/2019

Evangelho do dia - Lc 17,1-6
Naquele tempo, 1Jesus disse a seus discípulos: “É inevitável que aconteçam escândalos. Mas ai daquele que produz escândalos! 2Seria melhor para ele que lhe amarrassem uma pedra de moinho no pescoço e o jogassem no mar, do que escandalizar um desses pequeninos. 3Prestai atenção: se o teu irmão pecar, repreende-o. Se ele se converter, perdoa-lhe. 4Se ele pecar contra ti sete vezes num só dia, e sete vezes vier a ti, dizendo: ‘Estou arrependido’, tu deves perdoá-lo”.
5Os apóstolos disseram ao Senhor: “Aumenta a nossa fé!” 6O Senhor respondeu: “Se vós tivésseis fé, mesmo pequena como um grão de mostarda, poderíeis dizer a esta amoreira: ‘Arranca-te daqui e planta-te no mar’, e ela vos obedeceria”. — Palavra da Salvação.
Glória a vós, Senhor.

Comentário
São Martinho de Tours, filho de pais pagãos, nascido no ano de 316, foi extremamente caridoso. Certa vez, vendo um pobre que passava frio, dividiu seu manto em dois, para abrigar aquele mendigo. Generosidade é sinônimo de caridade, e assim foi sua vida inteira. A caridade nos santifica. Foi obrigado a aceitar o bispado de Tours, na França, e foi zeloso e ativo pastor, como também grande missionário. Seu pastoreio foi pelos campos e cidades e preparou sacerdotes para a missão. Que esse ardor missionário toque em nós e na Igreja inteira.

Oração
Ó Deus, que fostes glorificado pela vida e a morte do bispo São Martinho, renovai em nossos corações as maravilhas da vossa graça, de modo que nem a morte nem a vida nos possam separar do vosso amor. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo
Fonte - http://www.a12.com/reze-no-santuario/deus-conosco

sábado, 9 de novembro de 2019

Evangelho de hoje, domingo, 10/11/2019

Evangelho do dia - Lc 20,27-38
As leituras de hoje nos ensinam a ter fé na vida que vem de Deus. A Primeira Leitura é um trecho de uma das páginas mais emocionantes de toda a Bíblia. Trata-se do martírio dos irmãos Macabeus juntamente com sua mãe. O testemunho dessa família de mártires se passa durante a perseguição do rei Antíoco, século II a.C. O rei quer acabar com as tradições da fé do povo judeu, proibindo qualquer manifestação religiosa popular.
Na insistência do perseguidor, a mãe pede aos filhos para resistirem através da fé na ressurreição. A ressurreição é a grande esperança dos pobres e dos pequenos frente à tirania dos poderosos. O poder de Deus se manifesta na vitória da vida contra as forças da morte. Por mais violentos que sejam os que buscam destruir a vida, sempre maior será a força divina capaz de recriar a vida. Firmes nessa fé, os irmãos resistem ao rei e entregam sua vida terrena na certeza da vitória da vida celeste.
No Evangelho de hoje, Jesus está no templo, ensinando o povo e anunciando a Boa Nova (cf. Lc 20,1). Aqui ele enfrenta os saduceus. Esse partido religioso congregava os poderosos daquela época. Nele se reuniam os aristocratas, os príncipes do povo e alguns sacerdotes. Nenhum deles acreditava na ressurreição. Para provocar Jesus, eles colocam um caso com bastante criatividade: Na vida futura, com quem fica uma viúva que teve sete maridos, sem ter filho com nenhum deles? Jesus responde com bastante discernimento.
Em primeiro lugar, ele questiona o caso em si, dizendo que não é possível comparar uma situação desta vida presente com o que vai acontecer na vida futura. A ressurreição não pode ser comparada com as situações vigentes neste mundo. Tudo será diferente. Na ressurreição já não teremos as mesmas relações que temos aqui neste mundo. Jesus deixa claro que os que ressuscitam já são, desde agora, filhos de Deus e vivem a realidade nova da vida divina. Para concluir, Jesus lembra o episódio de Moisés no deserto quando Deus se apresenta como um Deus dos vivos, e não como Deus dos mortos, “pois todos vivem para ele!”

Francisco Orofino e Frei Carlos Mesters

Oração
Deus de poder e misericórdia, afastai de nós todo obstáculo para que, inteiramente disponíveis, nos dediquemos ao vosso serviço. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
— Amém.
Fonte - http://www.a12.com/reze-no-santuario/deus-conosco