Sorteio

sábado, 22 de setembro de 2018

Homilia Dominical


“A sabedoria vem do alto”
 Morte como serviço
           A sabedoria de Deus ilumina a vida humana. Assim foi em Cristo. Mesmo o seu sofrimento tomou sentido, além da dor, para se tornar salvação. Jesus, continuando seu caminho iniciado no batismo, chega ao momento crucial de assumir a consequência de sua missão. As forças do mal, usando os homens perversos, conduzem o “manso cordeiro ao matadouro” (Jr 11,19). Seu sofrimento é descrito no texto da primeira leitura que nos relata a perseguição ao justo. A partir de uma atitude dos discípulos, explica a sabedoria de Deus presente em sua morte: Eles discutiam qual deles seria o maior. Vemos aí a compreensão humana que tinham de sua participação na missão de Jesus. Como amoroso mestre, sentou, chamou-os e explicou: “Se alguém quiser ser o primeiro, deve ser o último de todos. E aquele que serve a todos” (Mc 9,35). O serviço é a sabedoria presente na vida do seguidor de Jesus. Aqui podemos ver como estamos longe, como Igreja, dessa sabedoria. A vida dos cristãos na comunidade, a partir de suas autoridades, ainda não compreendeu essas palavras. O que vemos é a busca do poder e da glória. A sabedoria presente nesse momento de dor da vida de Jesus é a escola de todo poder e vida comum dos discípulos. O salmo nos ensina a responder ao sofrimento: “É o Senhor quem sustenta minha vida”. Cristo, no momento de sua terrível paixão, alimentado pela Sabedoria Divina, faz o sacrifício máximo: “Pai, em vossas mãos entrego meu espírito”. Ali é capaz de nos passar o Espírito através do último suspiro: “Expirou” – entregou o Espírito.
Vivendo com sabedoria
           Tiago nos relata a vida inútil da comunidade cristã que ignorava a sabedoria. Relata como está má a vida daqueles que escolheram a fé: “Onde há rivalidade, aí estão as desordens e toda espécie de obras más”. E continua dizendo que as paixões são a causa dos males: “De onde vêm as guerras? De onde vêm as brigas entre vós? Não vêm justamente das paixões que estão em conflito dentre vós?” (Tg 3,16). O apóstolo tem conhecimento da condição humana: “Cobiçais, mas não conseguis ter. Matais e cultivais inveja, mas não conseguis êxito. Brigais e fazeis guerra, mas não conseguis possuir”. A razão de tudo é a falta da oração: “Pedis, sim, mas não recebeis, porque pedis mal”. O que se pede é para esbanjar com os prazeres (Tg 4.1-3). A sabedoria leva a uma vida serena, de bons frutos. O fruto da justiça é semeado na paz para aos que promovem a paz (Tg 3,17ss). Com a sabedoria que nos coloca a serviço, não na ganância, podemos construir uma comunidade que é o Reino de Deus.
Acolher os pequeninos
           A oração pós-comunhão nos indicam que o alimento que nos dão os sacramentos nos levam a colher os frutos da redenção na celebração da liturgia e na vida. A vida da comunidade é um espaço onde podemos viver o mandamento do amor que se sintetiza no serviço mútuo. Como a fé sem obras é morta, o amor sem atos concretos de serviço fraterno não resolve e nos levam ao que Tiago comenta com sabedoria. A sabedoria é a vida da comunidade. Para exemplificar, Jesus toma uma criança e a coloca no meio deles, abraçando-a, explica como deve viver uma comunidade: acolhendo os pequeninos, tanto crianças e os mais frágeis. Perguntamos: Onde estão as crianças em nossas comunidades, como estão vivendo os mais frágeis? Qual é o acolhimento que damos aos pobres, aos doentes, aos sofredores? As crianças nos ensinam a acolher e agir com normalidade.
              Leituras: Sabedoria 2,12.17-20; Salmo 53.Tiago 2,1-5;Marcos 7,31-37.
Ficha nº 1790 - Homilia 25º Domingo Comum 
            1. O serviço é a sabedoria presente na vida do seguidor de Jesus.
           2. Com sabedoria podemos superar as dificuldades na comunidade.
           3. Jesus coloca a criança como modelo de acolhimento.
Procurando emprego
            Há grande luta de emprego. São quase quinze milhões desempregados no Brasil. Difícil é procurar serviço. Os discípulos de Jesus estavam preocupados em garantir um posto bom no reino de Jesus. Já viam a glória de suas vidas. Não deu certo, pois o projeto de Jesus era diferente. Era o contrário. Não ser grande, mas fazer-se pequeno e servidor.
           Explicita que sua vida e morte serão um serviço generoso para a salvação. O serviço é de acolhimento e aceitação da diferença do outro, como faz uma criança.

Evangelho de hoje, domingo, 22/09/2018


Evangelho do dia - Mc 9,30-37
Naquele tempo, 30Jesus e seus discípulos atravessavam a Galileia. Ele não queria que ninguém soubesse disso, 31pois estava ensinando a seus discípulos. E dizia-lhes: “O Filho do Homem vai ser entregue nas mãos dos homens, e eles o matarão. Mas, três dias após sua morte, ele ressuscitará”.
32Os discípulos, porém, não compreendiam estas palavras e tinham medo de perguntar. 33Eles chegaram a Cafarnaum. Estando em casa, Jesus perguntou-lhes: “O que discutíeis pelo caminho?”
34Eles, porém, ficaram calados, pois pelo caminho tinham discutido quem era o maior. 35Jesus sentou-se, chamou os doze e lhes disse: “Se alguém quiser ser o primeiro, que seja o último de todos e aquele que serve a todos!”
36Em seguida, pegou uma criança, colocou-a no meio deles e, abraçando-a, disse: 37“Quem acolher em meu nome uma destas crianças, é a mim que estará acolhendo. E quem me acolher, está acolhendo, não a mim, mas àquele que me enviou”.
— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

Evangelho de hoje, sábado, 22/09/2018


Evangelho de hoje - Lc 8,4-15
Naquele tempo, 4reuniu-se uma grande multidão, e de todas as cidades iam ter com Jesus. Então ele contou esta parábola:
5“O semeador saiu para semear a sua semente. Enquanto semeava, uma parte caiu à beira do caminho; foi pisada e os pássaros do céu a comeram. 6Outra parte caiu sobre pedras; brotou e secou, porque não havia umidade. 7Outra parte caiu no meio de espinhos; os espinhos cresceram juntos, e a sufocaram. 8Outra parte caiu em terra boa; brotou e deu fruto, cem por um”. Dizendo isso, Jesus exclamou: “Quem tem ouvidos para ouvir ouça”.
9Os discípulos lhe perguntaram o significado dessa parábola. 10Jesus respondeu:
“A vós foi dado conhecer os mistérios do Reino de Deus. Mas aos outros, só por meio de parábolas, para que olhando não vejam, e ouvindo não compreendam. 11A parábola quer dizer o seguinte: A semente é a Palavra de Deus. 12Os que estão à beira do caminho são aqueles que ouviram, mas, depois, vem o diabo e tira a Palavra do coração deles, para que não acreditem e não se salvem. 13Os que estão sobre a pedra são aqueles que, ouvindo, acolhem a Palavra com alegria. Mas eles não têm raiz: por um momento acreditam; mas na hora da tentação voltam atrás. 14Aquilo que caiu entre os espinhos são os que ouvem, mas, com o passar do tempo são sufocados pelas preocupações, pela riqueza e pelos prazeres da vida, e não chegam a amadurecer. 15E o que caiu em terra boa são aqueles que, ouvindo com um coração bom e generoso, conservam a Palavra, e dão fruto na perseverança”.
— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

sexta-feira, 21 de setembro de 2018

Horário de missas na paróquia


Evangelho de hoje, sexta-feira, 21/09/2018


Evangelho do dia - Mt 9,9-13
Naquele tempo, 9Jesus viu um homem chamado Mateus, sentado na coletoria de impostos, e disse-lhe: “Segue-me!” Ele se levantou e seguiu a Jesus.
10Enquanto Jesus estava à mesa, em casa de Mateus, vieram muitos cobradores de impostos e pecadores e sentaram-se à mesa com Jesus e seus discípulos. 11Alguns fariseus viram isso e perguntaram aos discípulos: “Por que vosso mestre come com os cobradores de impostos e pecadores?”
12Jesus ouviu a pergunta e respondeu: “Aqueles que têm saúde não precisam de médico, mas sim os doentes. 13Aprendei, pois, o que significa: ‘Quero misericórdia e não sacrifício’. De fato, eu não vim para chamar os justos, mas os pecadores”.
— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

quinta-feira, 20 de setembro de 2018

Quais são as prioridades para uma família ser santa?


A família precisa ter momentos juntos de oração
Diariamente, vivemos, na nossa casa, situações em família, e precisamos tomar decisões: “Os filhos vão à festa de aniversário do amigo da escola?”, “Vão sair?”, “Como serão as próximas férias?”.

Há também situações que são preciosas para o fortalecimento da família, como ir à Missa, ter momentos de orações individuais e também em família. Guardo, em meu coração, uma frase de São João Paulo II sobre a importância da oração dentro de casa: “Não esqueçais que a oração em família é garantia de unidade num estilo de vida coerente com a vontade de Deus”.

Oração em família

Responda para você mesmo: “Você consegue rezar junto com sua família?”.
A maioria das famílias, hoje, não reza. Há também muitos que rezam. Os que já aderiram a essa prática, continuem, não desistam! Mas os que ainda não conseguiram, deixo aqui o convite: comecem agora!
Você pode estar pensando: “Paula, eu sou uma pessoa boa, minha família é do bem, está tudo certo na minha casa, mas eu não rezo!”. Se você já é uma boa mãe, imagina com a oração, ficará melhor ainda! Se você é um bom pai, será um superpai, muito melhor para seus filhos!
Se sua família já vai à Missa aos domingos, está aí uma grande vitória. Podemos, no entanto, receber mais graças se fizermos da nossa vida uma oração. Além de participarmos das Missas aos domingos e dias santos, como nos orienta a Igreja, podemos receber mais graças ainda se fizermos da nossa vida uma oração.
Não é ficar o dia inteiro de joelhos na igreja. Isso nem Deus quer! O Evangelho é oração e ação. O fundador da Canção Nova, monsenhor Jonas Abib, sempre nos ensinou que podemos orar ao ritmo da vida. Em casa, no serviço doméstico, no trabalho, sempre oferecendo ao Senhor o que estamos fazendo. Oração ao ritmo da vida. Cuidando das crianças, educando-as com o coração voltado para Deus, e assim você já está orando. Você pode não estar percebendo, mas você está orando.

Sem a caminhada fica mais difícil. Por isso, deixo a você uma dica: “Não sei o que você está passando em seu lar, se é a doença que visitou sua vida, se é uma traição. Mas acredite: o que vai sustentá-lo e mantê-lo firme para vencer todas as dificuldades do cotidiano é a oração”.
Em 2015, estive na abertura de um Grupo de Oração para Famílias, em Belém (PA). Foram dois dias de orações e palestras para as famílias. Quanta riqueza nas partilhas! Famílias inteiras participando, rezando por sua casa e escolhendo colocar Deus dentro de seu lar.

Fica a dica

Eu dizia a eles e repito a vocês:
– A oração precisa ser prioridade para a nossa casa;
– Todos nós precisamos rezar mais;
– Homens, vocês precisam ser homens de oração;
– Mulheres, vocês precisam ser mulheres de oração;
– A nossa família precisa ser uma família de oração;
– Família que crê tem sabor diferente.
Temos tempo para tudo, até para o que não é construtivo. Sabemos que tempo é questão de preferência; então, decida-se pela oração!

Paula Guimarães

Paula Guimarães é missionária da Comunidade Canção Nova, administradora, jornalista, apresentadora da TV Canção Nova e mestre em Comunicação
e Semiótica pela PUC-SP. Ela é autora dos livros “Como ser feliz em família – 15 passos para encontrar felicidade em seu lar”, “Esperança, cadê você? O que fazer para não entrar em desespero” e “TV Canção Nova – A vida por trás das câmeras” pela Editora Canção Nova.
Fonte - https://formacao.cancaonova.com/familia/pais-e-filhos/quais-sao-as-prioridades-para-uma-familia-ser-santa/

Jesus, perdoa todos os nossos pecados

A quem muito amamos muito perdoamos. Se não temos ou não demonstramos muito amor por Deus, também experimentamos muito pouco do Seu perdão
“Por esta razão, eu te declaro: os muitos pecados que ela cometeu estão perdoados, porque ela mostrou muito amor. Aquele a quem se perdoa pouco mostra pouco amor” (Lucas 7,47).
O Evangelho de hoje é lindo e merece toda a nossa atenção. Uma mulher era conhecida, na cidade, como pecadora. Eu não sei, de fato, quais eram os pecados dessa mulher, mas ela recebeu o adjetivo de “pecadora”, e todos a conheciam assim.
As pessoas gostam de rotular umas as outras, mas, infelizmente, rotulam-se pelo negativo. Alguém que cometeu essa ou aquela falha, alguém que tem algo que não nos agrada… Muitas vezes, até esquecemos o nome da pessoa, mas em nós está o rótulo que temos dela. Se aquela pessoa tem um pecado, maior é o nosso pecado quando a rotulamos pelos seus defeitos, pelas suas fraquezas, pelos seus pecados e assim por diante.
Jesus não rotula ninguém; pelo contrário, Ele acolhe a todos. Por esse motivo, os pecadores se aproximam d’Ele, vão ao encontro d’Ele. Essa mulher, que oficialmente ninguém a tinha bem, que queriam distância dela, não encontrava o acolhimento que precisava.
Todos nós precisamos mudar de vida, mas não mudamos, porque achamos que o outro tem vida errada, o outro que é pecador. “Eu não faço o que ele faz.”
A nossa relação com Deus não se mede por comparação, mas pela proximidade, por um coração que reconhece sua miséria e necessita do amor misericordioso do Senhor.
Os religiosos da época de Jesus não O acolheram nem foram acolhidos por Ele. Não foi Jesus quem não os acolheu, mas foram eles que não sentiram necessidade d’Ele, pois já estavam justificados. Essa mulher era muito pecadora, assim a rotularam, mas ela tinha muita sede de amor, de cura e libertação. Ela se jogou aos pés de Jesus e passou nos pés d’Ele o melhor perfume e demonstrou todo o seu amor, por isso todos os seus pecados foram perdoados.
A quem muito amamos muito perdoamos. Se não temos ou não demonstramos muito amor por Deus, também experimentamos muito pouco do Seu perdão e da Sua misericórdia; e vamos crescendo no orgulho, na soberba espiritual de nos acharmos santos, justificados e melhores que os outros.
Que perigo de vida nós corremos! Que Deus nos dê juízo, sabedoria e humildade.
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo
Sacerdote da Comunidade Canção Nova, jornalista e colaborador do Portal Canção Nova. Contato: padrerogercn@gmail.com – Facebook