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terça-feira, 26 de julho de 2016

Hoje na matriz Divino Espírito Santo


Permitamos que Deus cure a nossa história

Permita que Deus cure a sua história, permita-se reconhecer de onde veio e quais são as suas origens
“Vamos fazer o elogio dos homens famosos, nossos antepassados através das gerações” (Eclo 44, 1).
Hoje, celebramos São Joaquim e Sant’Ana, os avós de Jesus e pais da Virgem Maria. Esses dois santos, Sant’Ana e São Joaquim nos dão a graça de nos lembrarmos de nossos avós. Os avós são nossos pais em dose maior, pois tiveram a graça de dar a vida a nossos pais, e estes nos deram também a vida, e assim por diante.
Como devemos ser justos com nossos avós! E vou mais longe ainda: devemos ser justos com aqueles que são nossos bisavós, tataravós e todos os outros que vieram antes de nós. Não é simplesmente questão de reconhecermos que o avô é bonzinho, que a avó é boazinha ou talvez lamentar: “Nossa, mas eu nem conheci meu avô! Não conheci minha avó!”.
Devemos reconhecer a importância de nossos antepassados! Só estamos aqui, porque eles, antes de nós, deram-nos a geração que chegou até nós. Quando reconhecemos que buscamos a nossa história, quando damos valor aos nossos antepassados, não vivemos uma nostalgia, uma viagem ao tempo, ao passado; mas vivemos para dar continuidade à história, para transformar e curar a nossa própria história!
Veja que Jesus faz questão de nos mostrar, nos dois Evangelhos, quem são Seus antepassados. Podemos ver que, nos antepassados de Jesus, havia uma geração boa e santa, mas também havia pecados, adultério, prostituição, coisas negativas que aconteceram.
Por que reconhecemos nossos antepassados? Não é para jogar para cima nem para baixo o que não se valeu, mas é para permitirmos a Deus reconhecer a graça de quem somos, os valores que temos, os temperamentos que carregamos e os dons que cultivamos. Aprendemos com os de nossa casa e eles aprenderam de nossos avós, e assim por diante.
Por isso, permitamos que Deus cure a sua história, permitamo-nos reconhecer de onde viemos e “quem” são as nossas origens. Esse é o meio pelo qual permitirmos à graça de Deus santificar a nossa história.
Enquanto tivermos pai e mãe, procuremos saber deles quem foram nossos avós. Não tenhamos medo de reconhecer nossa história, por mais triste que seja, por mais complicada e difícil, por mais coisas embaraçosas que tenham. Não é para ficarmos futricando e depois tristes, porque tivemos isso em nossa história, mas para reconhecermos e louvarmos a Deus por aquilo que foi bom; e para curarmos, com a graça d’Ele, aquilo que tenha nos machucado, que não tenha sido resolvido, porque Deus faz nova todas as coisas.
Louvado seja Deus pelos nossos avós, bisavós e antepassados!
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo
Sacerdote da Comunidade Canção Nova, jornalista e colaborador do Portal Canção Nova.
https://www.facebook.com/rogeraraujo.cn

Evangelho de hoje, terça-feira, 26/07/2016


Evangelho do dia - Mt 13,16-17
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor. 
Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 16“Felizes sois vós, porque vossos olhos veem e vossos ouvidos ouvem. 17Em verdade vos digo, muitos profetas e justos desejaram ver o que vedes, e não viram, desejaram ouvir o que ouvis, e não ouviram”.
— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

segunda-feira, 25 de julho de 2016

Hoje na matriz Divino Espírito Santo


Tornemo-nos servidores

Tornemo-nos servos, tornemo-nos servidores e pequenos, isso é o que nos torna grandes discípulos e seguidores do Cristo
“Quem quiser tornar-se grande, torne-se vosso servidor; quem quiser ser o primeiro, seja vosso servo”( Mateus 20, 26).
Hoje, temos a alegria de celebrar o apóstolo São Tiago, aquele que é irmão de João evangelista. Veja que a mãe deles se apresenta diante de Jesus para suplicar por seus filhos, suplicar um lugar de honra e destaque, suplicar que seus filhos sejam honrados.
Jesus escuta a súplica daquela mãe, guarda-a em Seu coração, mas em particular chama os Seus, e é como se dissesse: “Olha, os grandes deste mundo, chefes das nações, aqueles que detém o poder, agem com tirania, preocupam-se com o poder e em serem grandes. Mas entre vocês não deve ser assim! Ainda que venha um sentimento de grandeza, de tornar-se grande ou melhor que os outros, aprendam que não há nada mais importante do que servir. O grande dom de quem me segue e é meu discípulo é aquele que é capaz de servir os outros!”.
Amados irmãos e irmãs, tudo isso pode parecer até muito poético ou de uma espiritualidade maravilhosa, mas, na verdade, é o embasamento que precisamos para a nossa vida espiritual. Precisamos aprender a ser servos uns dos outros!
Tudo o que encontramos em nossas casas, em nossas famílias, em realidades paróquias e comunidades, são pessoas querendo mandar nas outras, querendo estar à frente das outras, quando, na verdade, o Senhor nos chamou para o dom do serviço, para trabalharmos para o Seu Reino, para darmos a nossa vida pelo Seu Reino e não sermos mais importantes do que ninguém.
A importância no Reino de Deus não é pelo cargo ou pelo título que a pessoa possa ter, mas por aquele que mais serve o outro, que dá a sua vida e se consome pelo outro, aquele que se esconde, que não faz questão do seu nome aparecer, de não ser exaltado nem lembrado ou qualquer coisa parecida. Mas é aquele que se coloca à disposição em servir.
Tornemo-nos servos, tornemo-nos servidores e pequenos, isso é o que nos torna grandes discípulos e seguidores do Cristo!
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo
Sacerdote da Comunidade Canção Nova, jornalista e colaborador do Portal Canção Nova.
https://www.facebook.com/rogeraraujo.cn

Evangelho de hoje, segunda-feira, 25/07/2016


Evangelho do dia - Mt 20,20-28
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor. 
20Naquele tempo, a mãe dos filhos de Zebedeu aproximou-se de Jesus com seus filhos e ajoelhou-se com a intenção de fazer um pedido. 21Jesus perguntou: “O que tu queres?” Ela respondeu: “Manda que estes meus dois filhos se sentem, no teu Reino, um à tua direita e outro à tua esquerda”.
22Jesus, então, respondeu-lhes: “Não sabeis o que estais pedindo. Por acaso podeis beber o cálice que eu vou beber?” Eles responderam: “Podemos”. 23Então Jesus lhes disse: “De fato, vós bebereis do meu cálice, mas não depende de mim conceder o lugar à minha direita ou à minha esquerda. Meu Pai é que dará esses lugares àqueles para os quais ele os preparou”.
24Quando os outros dez discípulos ouviram isso, ficaram irritados contra os dois irmãos. 25Jesus, porém, chamou-os e disse: “Vós sabeis que os chefes das nações têm poder sobre elas e os grandes as oprimem. 26Entre vós não deverá ser assim. Quem quiser tornar-se grande, torne-se vosso servidor; 27quem quiser ser o primeiro, seja vosso servo. 28Pois, o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida como resgate em favor de muitos”.
— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor!

sexta-feira, 22 de julho de 2016

Homilia Dominical


Homilia do 17º Domingo Comum (24.07.16)
Padre Luiz Carlos de Oliveira
Missionário Redentorista
“Ensina-nos a rezar”
Quando orardes, dizei
São Paulo, dizendo que com Cristo fomos sepultados no batismo e com Ele fomos ressuscitados por meio da fé (Cl2,12), assegura-nos o direito de falar com Deus através da oração. Jesus mesmo é o mestre da oração. Os discípulos, vendo-O rezar, disseram-lhe: “Senhor, ensina-nos a rezar como João ensinou a seus discípulos” (Lc 11,1).
Jesus faz então a catequese sobre a oração. Não somente ensina a rezar, mas dá-nos sua própria oração. Era o que rezava. A maior lição é seu exemplo. Jesus, em sua condição divino-humana reza ao Pai. Assim permanece para sempre como o mestre da oração. Ele revela: “Quando orardes, dizei: Pai, santificado seja o teu nome”... Lucas inicia a oração chamando a Deus de “Abbá” (Paizinho) em aramaico, termo jamais usado assim no Antigo Testamento. Jesus nos revela a ternura de Deus comunicada para ser caminho da oração. Santificar o nome de Deus é fazê-Lo conhecido. É uma dimensão missionária.
Conhecer resulta em anunciar. O Reino que chamamos é o próprio Jesus e seu Espírito que se manifestam. Lucas não diz “seja feita a vossa vontade”, pois usa um texto mais primitivo. A seguir apresenta três pedidos para as necessidades cotidianas: O pão de cada dia.
Também se refere ao pão da Palavra e ao Pão da Eucaristia que são simbolizados pelo pão cotidiano; o perdão dos pecados é a promessa de Deus para a remissão total, dom do Espírito Santo; ser livre da tentação é ser livre do mal pelo dom do Espírito. O Pai-Nosso, abraço querido no Pai chamado de Paizinho, é o caminho da oração. O que devo rezar? O Pai Nosso. O perdão que pedimos está ligado ao perdão que damos. A oração passa pelo perdão.
Pedi com insistência
Jesus narra a parábola do amigo inoportuno para ensinar a perseverança na oração. Deus não retarda na resposta e atende imediato. Se nos parece demorada a resposta, lembremos que ela é o abraço do Paizinho. Que mais precisamos além de estar em afeto com o Pai? Se nos deu Jesus, que mais precisa nos dar? (Rm 8,32).
Temos tudo ou podemos dizer: com Ele temos todas as soluções porque com Ele saberemos viver. Abraão pechinchou com Deus tentando evitar a destruição de Sodoma. O importante é o diálogo com Deus. Que criança não é atendida quando vem manhosamente pedindo ao paizinho alguma coisa. A insistência e a perseverança são partes integrantes da oração. É comum se ouvir que “Deus não me atendeu. Então fui procurar outro rumo”. Na verdade o Pai atende sempre.
O que acontece é que não esperamos que atenda. Às vezes não prestamos atenção na resposta. É preciso fé e confiança. Quem pede com confiança pode ter certeza que já o recebeu. O Salmo nos leva a rezar: “Naquele dia em que gritei, Vós, Senhor, me escutastes... (Sl 137). Por isso vale a pena bater, insistir e procurar.
O Pai não dá uma pedra
A parábola continua com uma conclusão na qual Jesus afirma que Deus sabe atender muito melhor do que nós. Sendo Pai bom, não vai dar uma pedra a um filhinho que pede um pão nem uma cobra a quem pede um peixe nem um escorpião a quem pede um ovo. Três alimentos importantes não faltarão aos filhos. O Pai é muito bom. Nós, em nossas fragilidades e maldades, sabemos dar coisas boas aos nossos filhos. Quanto mais o Pai que é bom, dará o Espírito Santo aos que O pedirem. Dá mais do que precisamos quando pedimos. Dá o Espírito Santo que nos dará todos os dons. Por que repetimos sempre as orações na liturgia. O importante é o vigor da perseverança.
Leituras: Genesis 18,20-32;Salmo 137; Colossenses 2,12-14; Lucas 11,01-13
Ficha nº - Homilia do 17º Domingo Comum (24.07.16)
  1. Jesus ensina a rezar dando-nos sua oração que preenche toda a necessidade e riqueza. A base da oração é a ternura do Pai e do filho que o acaricia com o Abbá.
A oração do Pai Nosso contém tudo o que precisamos: o Espírito Santo.

  1. A oração deve ser insistente e perseverante. A demora da resposta se justifica na ternura do diálogo com o Pai. Abraão foi insistente com Deus. Nem sempre esperamos a resposta de Deus ou entendemos que já respondeu.

  1. O Pai atende melhor do que nós que somos maus. Não faltará nada ao filhinho.

Sujeito chato!

O tema da liturgia do 17º domingo comum é a oração. Os discípulos disseram: “Mestre, ensina-nos a rezar, como João ensinou seus discípulos.
Jesus era um homem de oração e dava testemunho de sua oração. Jesus lhes passa sua experiência pessoal de oração, mais ainda, passa sua oração para que eles a façam. Rezar é unir-se a Jesus em sua oração.
A seguir Jesus conta a parábola do amigo chato. Quer pão emprestado e não desiste enquanto não o recebe. A oração não é um discurso bonito para Deus, mas um pedido insistente até incomodar.
É o que vemos no diálogo de Abraão com Deus para livrar Sodoma da destruição. Como todo oriental, “negocia” com Deus. É a lição da persistência. Deus quer ser incomodado para que esteja mais tempo conosco. Oração não é para ter coisas, mas para ter Deus.
A oração de Jesus implorando para ser livre da morte foi ouvida por Deus dando-Lhe o alívio do sofrimento, mas a glorificação pela ressurreição.
Nossos pedidos a Deus não caem num coração maldoso, e sim, no coração bondoso do Pai que não dá pedra a quem pede um pão, não cobra se pede um peixe. Não dá escorpião se pede um ovo. O Pai é bom demais.
Por isso podemos dizer: Ó Senhor, de coração eu Vos dou graça, porque ouvistes as palavras de meus lábios (Sl 137). Pedimos ainda que Deus leve a cabo a obra que iniciou em nós. Afinal, a obra é Dele.
Batamos à porta, com insistência. Ela será aberta sempre.
Fonte - http://www.a12.com/santuario-nacional/santuario-virtual/liturgia-diaria/24/07/2016