Jesus é aquele que vê o que ninguém vê ou não se propõe a ver. Ele vê a dor, a aflição e o sofrimento do outro
“Jesus viu o homem deitado e sabendo que estava doente há tanto tempo, disse-lhe: ‘Queres ficar curado?’ O doente respondeu: ‘Senhor, não tenho ninguém que me leve à piscina, quando a água é agitada. Quando estou chegando, outro entra na minha frente’” (João 5,6-8).
“Jesus viu o homem deitado e sabendo que estava doente há tanto tempo, disse-lhe: ‘Queres ficar curado?’ O doente respondeu: ‘Senhor, não tenho ninguém que me leve à piscina, quando a água é agitada. Quando estou chegando, outro entra na minha frente’” (João 5,6-8).
Esse homem padecia de uma enfermidade há 38 anos, mas ninguém fazia
nada por ele, ninguém olhava para ele, porque cada um estava olhando
para si, cada um só se importava com seus próprios problemas, com sua
enfermidade e suas dificuldades; e quando a água daquela piscina era
agitada, quem chegava na frente tocava nela, era lavado e banhado por
ela.
Aquele homem tentava há tanto tempo! Ele se esforçava, dava o seu
salto com dificuldade, mas quando ele estava para chegar na água, outro
passava na frente e o deixava para trás.
Jesus é Aquele que vê o que ninguém vê ou não se propõe a ver. Ele vê
a dor, a aflição e o sofrimento do outro. Quantos estão ao nosso lado
sofrendo mais do que nós, passando por necessidades grandes e terríveis
na vida, mas nós não temos o olhar de Jesus, não temos o olhar da
misericórdia para ver a dor nem o sofrimento do outro.
Jesus se move de compaixão por esse homem, por isso pergunta a ele se
desejava ficar curado, em outras palavras, se ele desejava ser ajudado,
e ele prontamente respondeu: “Senhor, eu não tenho quem faça por mim.
Eu tento, mas chegam na minha frente”.
Quando o mundo gira em torno de nós, buscamos estar sempre à frente
do outro, e, muitas vezes, ocupamo-nos daquilo que é nosso e deixamos
para trás o outro. Lamentamos, choramos e nos compadecemos, mas não nos
movemos pela compaixão de cuidar, ajudar, estender a mão e carregar no
colo.
Não deixemos que aquilo que a Quaresma nos chama a viver continue
fechado e amarrado em nós. Não continuemos sendo aquelas pessoas
egoístas, para as quais o mais importante somos nós mesmos, a nossa
vida, que o mais importante é cuidar de nós.
Aquele que encontra Jesus torna-se servidor do outro, não coloca seus
sofrimentos e dores na frente da dor e dos sofrimentos dos outros.
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo
Sacerdote da Comunidade Canção Nova, jornalista e colaborador do Portal Canção Nova. Contato: padrerogercn@gmail.com – Facebook
Sacerdote da Comunidade Canção Nova, jornalista e colaborador do Portal Canção Nova. Contato: padrerogercn@gmail.com – Facebook

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