Maria, hoje, quer olhar para cada um de nós e dizer: “Você não está sozinho! Não está abandonado!”
“Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre!” (Lucas 1,42).
“Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre!” (Lucas 1,42).
Celebramos, hoje, o dia de Nossa Senhora de Guadalupe. Um dos grandes
sinais de Deus para os nossos tempos, é a aparição da mãe de Deus na
cidade de Guadalupe, a um indígena, Juan Diego. Os primeiros habitantes
deste continente tomaram conta, foram eles quem desenvolveram este
local, foram eles os primeiros representantes de Deus nesta terra.
Depois que veio a colonização, depois que outros povos chegaram,
trouxeram muitas coisas boas e belas, mas, ao mesmo tempo, provocaram
muitas coisas desastrosas como a dizimação e a eliminação de tantos
irmãos indígenas, os primeiros habitantes desta terra.
Quando a mãe de Deus aparece ao querido indígena Juan Dieguito para
dizer: “Eu sou sua mãe!”, é para nos dar a certeza e a convicção de que,
apesar dos desastres humanos, dos dissabores que tantas vezes a nossa
humanidade provoca, Deus está conosco. E se há uma maneira tão singular e
singela de Deus se fazer presente no meio de nós, é através da sua mãe.
Foi assim na vida do próprio Jesus, Deus quis que Seu filho tivesse uma
mãe. A mesma Maria que disse para Juan Diego: “Eu sou sua mãe”, disse
isso tantas vezes para Jesus.
Hoje, no Céu, ela diz: “Eu sou sua mãe”, porque ela vai ser para
sempre a mãe de Jesus. Uma realidade que não podemos negar é que Maria
vai ser para sempre nossa mãe.
É verdade que têm filhos que assumem seu pai e sua mãe, mas há filhos
que, por tantas circunstâncias, podem negar a maternidade, a
paternidade, a filiação que tem com esse pai ou com essa mãe. Mas uma
coisa que não podemos fazer é mudar a natureza. Na ordem da graça, na
natureza divina, Deus quis restaurar todas as coisas em Cristo, e quis
que Jesus, nesta terra, tivesse uma mãe.
Na primeira criação, quando tudo se perdeu, a mãe daquela criação era
Eva. A própria palavra já nos diz que “Eva é a mãe de todos os
viventes”. E nós somos os degradados filhos de Eva, porém, estes, que
caíram também na desgraça do pecado, são novamente agraciados por
Cristo, e agora têm uma mãe, chamada Maria.
A presença de Maria na vida de Juan Diego, dos povos indígenas, desse
vasto continente chamado América Latina, é um sinal de esperança,
consolo, proteção e vida nova. Quando tudo parecia perdido, a mãe estava
dizendo: “Eu estou aqui! Eu sou sua mãe!”.
Maria, hoje, quer olhar para cada um de nós e dizer: “Você não está
sozinho! Não está abandonado!”. Não somos órfãos, não precisamos
sucumbir em meios às dificuldades da vida, porque no céu e na terra
também temos uma mãe que é por nós!
O que Maria disse a Juan Diego está dizendo ao nosso coração: “Eu sou
sua mãe!”. Eu gostaria de responder como Juan Diego, e tenho certeza
que você também gostaria de responder: “Mãe, eu quero ser seu filho!
Mãe, eu quero viver como seu filho! Conduz-me pela mão, pega-me no seu
colo, abraça-me, cuida das minhas feridas, cura o que está machucado
dentro de mim. Eu quero ser seu filho!”.
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo
Sacerdote da Comunidade Canção Nova, jornalista e colaborador do Portal Canção Nova.
https://www.facebook.com/rogeraraujo.cn
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