Quem não morre para o pecado não consegue contemplar os frutos da vida nova que Cristo trouxe até nós, com Seu nascimento
“Estêvão, cheio do Espírito Santo, olhou para o céu e viu a glória de Deus e Jesus, de pé, à direita de Deus” (At 7, 55).
“Estêvão, cheio do Espírito Santo, olhou para o céu e viu a glória de Deus e Jesus, de pé, à direita de Deus” (At 7, 55).
No contexto do Natal de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, hoje,
celebramos o primeiro mártir da fé. Aquele homem cheio da graça, do
Espírito Santo, que deu sua vida por causa de Jesus.
Não foi Jesus quem veio dar a sua vida por nós? É verdade que, uma
vez que Ele deu sua vida por nós, esta se apaixona por Ele, sente-se
impregnada pelo Seu amor. Queremos viver em sintonia com este amor que
Deus tem para conosco.
Vamos ver que, durante toda a história da Igreja, aparecem homens e
mulheres violentamente cheios de paixões por Jesus e pela causa do Reino
de Deus. Essa paixão deles é forte, esse amor é tão evidente, que levam
a própria vida ao sacrifício por amor a Jesus Cristo.
Jesus não foi acolhido, não foi amado por todos; Jesus foi negado,
não foi aceito. O Jesus que celebramos, hoje, o seu nascimento, é uma
festa cristã, mas nem todos aqueles que se dizem cristãos acolhem, de
fato, Jesus e Sua mensagem, acolhem o Seu Evangelho. Até creem n’Ele,
veem que Ele é bom, mas não levam a vida em nome d’Ele.
Há ainda uma porcentagem grande na humanidade daqueles que não
conhecem Jesus, que não creem n’Ele nem O aceitam como Senhor e
Salvador.
Homens como Estêvão se fazem muito necessário nos dias de hoje!
Estêvão morreu apedrejado, porque estava proclamando o nome de Jesus,
estava levando a vida em nome d’Ele, e não negou o Seu nome. Diante de
seus inquisidores, diante daqueles que o levaram ao tribunal, proclamou
com mais firmeza o que era a sua fé.
Os padres da Igreja dizem que o sangue dos mártires são sementes de
novos cristãos. A morte de Estêvão, na qual ele pôde contemplar a glória
de Deus e Cristo de pé, à direita de Deus, foi uma morte
bem-aventurada. Ele morreu entregando ao Pai a sua vida, mas a sua morte
não ficou na morte; produziu muitos frutos, muitos cristãos fervorosos,
ardorosos e apaixonados por Jesus Cristo.
Há mortes que, quando bem vividas, produzem vida. Eu lhe digo que,
quando morremos para o pecado, permitimos que Deus nasça em nossa vida a
cada dia, que produza uma vida melhor a cada um de nós.
Talvez você possa achar estranho celebrarmos o Natal e falarmos da
morte, afinal de contas, todos nós estamos nos encaminhando para essa
vida nova que Cristo nos trouxe de forma gloriosa no Céu. Por isso,
nascer é também morrer, porque morrer para o pecado é nascer para Deus a
cada dia.
Esse é o martírio que precisamos viver, para que essa vida nova que
Cristo nos trouxe realmente brote em nós. E quem não morre para o pecado
não consegue contemplar os frutos da vida nova que Cristo trouxe até
nós, com Seu nascimento.
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo
Sacerdote da Comunidade Canção Nova, jornalista e colaborador do Portal Canção Nova.
https://www.facebook.com/rogeraraujo.cn
Sacerdote da Comunidade Canção Nova, jornalista e colaborador do Portal Canção Nova.
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