Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amém.
A liturgia usa muito a linguagem dos sinais, dos gestos e das
posições. O primeiro sinal o mais importante e o mais conhecido é o Sinal da Cruz. Já no catecismo da Primeira Comunhão aprendemos que o Sinal da Cruz é o sinal do Cristão, lembre-se?
O Sinal da Cruz é riquíssimo em significado. Por Ele expressamos, anunciamos três verdades ou dogmas fundamentais
da nossa religião: o Dogma da Santíssima Trindade, da Encarnação e da
Morte de Jesus Cristo. Quando você diz: “em nome do Pai, do Filho e do
Espírito Santo”, você está proclamando o Mistério da Santíssima
Trindade. Quando você leva a testa as pontas do dedo da mão direita
aberta, dizendo”: “Em nome do Pai”… você desse com a mão na vertical e
toca na altura do estômago continuando: “…e do Filho”, você está
indicando o mistério da Encarnação: o Filho de Deus desceu ao ceio da
virgem Maria. Depois, levando a mão direita para o ombro esquerdo (e do
Espírito…”) você completa a cruz tocando o ombro direito (“…Santo…”),
você está indicando a morte de Jesus na Cruz.
Mas, veja bem: Jesus morreu numa cruz e a cruz é
formada por uma haste vertical e uma haste horizontal, não é? O sinal da
cruz de muita gente parece mais um espanador ou coisa que o valha. O
indivíduo dá uma “espanada”, umas “voltinhas” com a mão direita na
frente do peito, depois de Ter dado uma apontada com o indicador para
cima… mas do que um sinal é um trejeito da Cruz. E depois termina dando
um beijinho nos dedos; ou, se quiser, um tapinha na boca. Olhe Cristo não morreu pregado num espanador , mais numa Cruz.
Façamos o sinal da cruz com a mão direita aberta,
toque a testa com a ponta dos dedos, dizendo: “Em nome do Pai …” desça
em linha vertical até a altura do estômago: “…e do Filho…” leve a mão ao
ombro esquerdo: “…e do Espírito”…, leve a mão ao ombro direito e
conclua: “Santo. Amém”. E não precisa dar o “tapinha na boca” nem beijar
os dedos. Devemos sempre através de nosso exemplo de Cristãos
autênticos buscar corrigir nossos irmãos que ainda não conhecem e
ensiná-los o significado importantíssimo do sinal da cruz, usando-o é
claro, o bom senso para não ferir nem magoar ninguém. Sinal este que
hoje, muitas vezes, passa despercebido seu verdadeiro significado.
Persignação
Nós cristãos temos este belo costume de
persignar-se, ato ou efeito de benzer-se, fazendo três cruzes com o dedo
polegar da mão direita, uma na testa outra na boca e outra no peito.
Existe uma piedosa explicação que nos diz que a cruz na testa é para
Deus nos livrar dos maus pensamentos; na boca, para nos livrar das más
palavras; e, no peito, para nos livrar das más ações. Mas existe um
sentindo Litúrgico mais abrangente e expressivo para o verdadeiro
cristão autêntico na fé e na boa nova do Evangelho: A cruz na testa,
lembra que o Evangelho deve ser entendido, estudado,
conhecido; a cruz nos lábios lembra que o evangelho deve ser proclamado,
anunciado (missão de todo cristão); e a cruz no peito, à altura do
coração, nos indica que o evangelho, acima de tudo, deve ser vivido,
pregado e testemunhado por todos os que acreditam que Cristo
ressuscitou. Também o Cristão que for fazer a proclamação e leitura da
Boa Nova, deve fazer a cruz na leitura do Evangelho a ser lido,
indicando com isso que cada palavra pronunciada seja um despertar para
cada cristão ser luz e sal para o mundo.
O momento em que geralmente fazemos o persignar-se é na liturgia da
palavra, quando nos preparamos para ouvir a Palavra de Deus. Devemos com
isso também estarmos de Pé, indicando com essa posição, que estamos
prontos para seguir, dispostos a marchar com Jesus para onde Ele nos levar.
Fonte: Livro ”Os Sacramentos” – Prof. Felipe Aquino

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