Quanto precisamos da graça de Deus para iluminar nosso interior, para iluminar a nossa capacidade de enxergar!
“O cego respondeu: ‘Senhor, eu quero enxergar de novo‘. Jesus disse: ‘Enxerga, pois, de novo. A tua fé te salvou” (Lucas 18,41-42).
“O cego respondeu: ‘Senhor, eu quero enxergar de novo‘. Jesus disse: ‘Enxerga, pois, de novo. A tua fé te salvou” (Lucas 18,41-42).
A caminho de Jericó, o cego, sentado, ouviu aquele
burburinho, ouviu aqueles ruídos de que Jesus estava por ali, então,
começou a gritar de forma insistente: “Jesus, filho de Davi, tende
piedade de mim!”. Quanto mais Jesus se aproximava, de forma mais
insistente ele gritava.
Sabe, meus irmãos, esse cego não é um cego de nascença, ele já havia
enxergado, mas, por alguma circunstância da vida, perdeu a visão, deixou
de enxergar e percebeu quanta diferença isso fez.
O drama desse cego, que busca em Jesus instituir
novamente a sua visão, é um drama que, na verdade, ilumina tantas
situações presentes em nossa vida. Quantos de nós perdemos a visão do
essencial, da compreensão da vida, da fé, a visão iluminada, guiada e
conduzida por Deus.
Jesus já nos disse que os olhos são a luz do corpo, mas,
aqui, não se trata dos olhos físicos apenas,e sim dos olhos que nos dão
a visão e a compreensão. Somos aquilo que enxergamos, e só conseguimos
ser aquilo que conseguimos enxergar. Muitas vezes, a nossa visão é muito
limitada, reduzida ou proliferada, aberta demais; enxergamos demais,
porém não enxergamos o que precisamos enxergar.
Quanto precisamos da graça de Deus para iluminar nosso
interior, para iluminar a nossa capacidade de enxergar, para ver coisas
que estão à nossa frente, mas não conseguimos ver! Olhamos para a
situação de muitas famílias: às vezes, a pessoa consegue enxergar o
problema de todos, consegue ver o problema da vizinha, daquela outra
casa, mas não enxerga o problema dentro da sua própria casa, não vê as
coisas que estão acontecendo a sua frente, a sua vista, onde mora.
A pior cegueira é quando não conseguimos enxergar nós mesmos, quando
não conseguimos enxergar nossas realidades interiores, onde precisamos
ser tocados. Precisamos de modificações, de direção e luz de Deus.
O pior cego é, de fato, aquele que não se enxerga. Não é só o cego
que não quer ver, é o cego que, de fato, enxerga demais o mundo lá fora,
vê a luz exterior com muita facilidade, mas não tem a percepção
interior necessária para que possa caminhar na vida.
São tantos atropelos! Machucamo-nos em tantas circunstâncias da vida…
Que bom seria se enxergássemos melhor o mundo que está ao nosso lado!
Por isso, nosso grito precisa ser como o desse cego: “Senhor, que eu
veja! Que eu enxergue de novo! Eu necessito melhorar minha visão”.
Que nossa fé seja um elemento principal para abrirmos
nossos olhos, para iluminarmos nossa mente, para que possamos enxergar o
mundo e a nós mesmos com os olhos de Jesus, que é a luz do mundo.
Que Ele seja a luz da nossa vida, do que fazemos, das
decisões que tomamos. Quanto precisamos de uma visão interior muito mais
ampla, mais perceptível, sensitível para termos direção, prudência,
sensatez nas escolhas que fazemos na vida!
Que Deus nos dê aquilo que deu ao cego: a graça de enxergarmos o que, de fato, precisamos enxergar.
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo
Sacerdote da Comunidade Canção Nova, jornalista e colaborador do Portal Canção Nova.
https://www.facebook.com/rogeraraujo.cn
Sacerdote da Comunidade Canção Nova, jornalista e colaborador do Portal Canção Nova.
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