Cuidemos de nosso interior, para que nossos frutos sejam de qualidade e não vendamos algo enganoso aos outros
“Uma árvore boa não pode dar frutos maus, nem uma árvore má pode produzir frutos bons” (Mateus 7,18).
“Uma árvore boa não pode dar frutos maus, nem uma árvore má pode produzir frutos bons” (Mateus 7,18).
A pergunta que precisamos nos fazer a cada dia é: “Que
árvore sou eu? Que frutos essa árvore têm dado no jardim de Deus onde
estou?”.
Não devemos olhar primeiro para a árvore do vizinho,
para os frutos que vêm dele, porque podem ser até ruins e estragados,
mas os nossos frutos podem estar mais podres e não vermos, pois
reparamos sempre na árvore do outro.
Cuidemos do nosso coração, cuidemos dos frutos que precisamos
produzir em nossa vida, porque a árvore pode estar muito bem
rotulada – “Ah, essa árvore é cristã! É da igreja!” –, mas não é o
rótulo que salva alguém; até porque rotular os outros é a coisa mais
errada que existe no mundo. Precisamos olhar para nós e não querermos
que os outros nos olhem pelo rótulo: “Sou isso! Sou daquilo! Sou da
igreja!”. As pessoas precisam nos olhar e dizer: “Que frutos
maravilhosos vêm desse coração, dessa vida!”
O que as pessoas provam quando se aproximam de nós,
quando convivem conosco? A paciência, a bondade, a alegria, a ternura?
Os frutos estão onde nós andamos.
Não há nada mais ruim do que uma profecia falsa. A profecia vem do
profeta, que é cada um que se propõe a falar de Deus, a viver d’Ele e a
pregar Seu nome. Não faltam pessoas que falem bem das coisas de Deus,
não faltam pessoas que gritem à esquerda, à direita, nos palcos, nas
televisões, em nossas comunidades, até esbravejando sobre as coisas de
Deus.
Falta ao mundo ver onde estão os frutos, porque há quem pregue sobre o
bem, mas não o faça; a quem pregue sobre a honestidade e não seja
honesto; há quem fale para condenar o pecado dos outros e não condena o
seu próprio; há quem semeia tantas coisas boas e não vive a bondade.
O dever do profeta ou de cada um de nós, que somos seguidores do
Cristo Jesus, é podarmos a nossa árvore a cada dia, olharmos os frutos
que produzimos a cada momento, para que não sejam frutos aparentemente
bons, que quando olham dizem: “Nossa, que fruto maravilhoso!”, que pegam
com gosto, mas, quando morde, está estragado e ruim.
Lapidemos e cuidemos de nosso interior, para que nossos frutos sejam de qualidade e não vendamos algo enganoso aos outros!
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo
Sacerdote da Comunidade Canção Nova, jornalista e colaborador do Portal Canção Nova.
https://www.facebook.com/rogeraraujo.cn
Sacerdote da Comunidade Canção Nova, jornalista e colaborador do Portal Canção Nova.
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