A união com Cristo exige de nós uma vida mística de oração, intimidade e comunhão com Deus e Sua Palavra
“Eu rogo por aqueles que vão crer em mim pela sua palavra; para que todos sejam um como tu, Pai estás em mim e eu em ti, e para que eles estejam em nós, a fim de que o mundo creia que tu me enviaste” (João 17,20-21).
“Eu rogo por aqueles que vão crer em mim pela sua palavra; para que todos sejam um como tu, Pai estás em mim e eu em ti, e para que eles estejam em nós, a fim de que o mundo creia que tu me enviaste” (João 17,20-21).
Jesus está rogando ao Pai por cada um de nós, por todos aqueles que creem em Sua Palavra e levam a vida em Seu nome.
Em toda a face da Terra, graças a Deus, o Espírito Santo suscita
homens e mulheres tementes à Palavra do Senhor, que escutaram o apelo
interior e moveram-se por ela. São discípulos e discípulas de Nosso
Senhor e Salvador Jesus Cristo!
Denominamo-nos cristãos e o mundo (sejam aqueles que creem e até
mesmo os que não creem) sabe que nós somos seguidores de Cristo. O
desafio para ser discípulo de Jesus é guardar Sua Palavra e viver unido a
Ele.
A união com Cristo exige de nós uma vida mística de oração, intimidade e comunhão com Deus e Sua Palavra.
Existem muitas interpretações subjetivas que vêm da cabeça de cada um
de nós. Cada um pega a Palavra de Deus e a vive de acordo com suas
convicções; muitas vezes, fazem uso dela para satisfazer seus próprios
anseios e não se deixam convencer e converter-se pela Palavra. De modo
que o corpo de Cristo se divide e se dilacera.
Um dos grandes escândalos da humanidade é a divisão do Corpo de
Cristo. Somos um corpo dividido e esfacelado, é muito difícil cristãos
sentarem-se à mesma mesa, comungarem do mesmo pão e, mais do que isso,
como é difícil viver o amor entre nós! Até os que seguem uma mesma
igreja, uma mesma denominação religiosa têm dificuldades de viver a
comunhão, a unidade, e testemunhar para o mundo essa união com o Cristo.
Numa mesma paróquia, os grupos dividem-se e cada um segue uma própria
disciplina e espiritualidade. A dificuldade é quando os grupos começam a
se rivalizar entre si, a gerar disputas e competições; então, no seio
de uma comunidade, começa a haver divisões.
Como é difícil ver uma família dividida, uma família pequena, com
poucos filhos. Mas não precisamos ser iguais nem pensar igual;
precisamos viver a comunhão, a unidade com Cristo, com o Espírito que
Deus derramou sobre nós.
É preciso um esforço de cada um de nós, na docilidade e na humildade,
para construirmos essa unidade. Como volto a dizer, não se trata de
uniformidade, o Espírito é diverso e suscita dons e carismas
diversificados no seio da Igreja e dos seguidores de Cristo.
O Espírito não opera a divisão, mas a unidade, o amor e a comunhão.
Por isso, nesta semana em que suplicamos tanto o Espírito Santo para que
venha sobre nós, peçamos que ele venha quebrar em nós todos os
rancores, ranços, correntes que nos dividem e nos separam, as cadeias
que nos colocam distantes uns dos outros.
Que tenhamos em Cristo a graça de nos sentarmos à mesa para
comungarmos a Sua Palavra, para vivermos a docilidade ao Seu Espírito,
para sermos dóceis à graça de Deus. Que sejamos um com Cristo, uns com
os outros na unidade, no testemunho da comunhão e testemunhemos que
Cristo está entre nós pelo amor que vivemos!
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo
Sacerdote da Comunidade Canção Nova, jornalista e colaborador do Portal Canção Nova.
Sacerdote da Comunidade Canção Nova, jornalista e colaborador do Portal Canção Nova.
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.