Centenário da Arquidiocese de Maceió

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Conhecer-se e conhecer

Ninguém pode viver bem sem se conhecer e sem conhecer os outros. Cada um de nós tem uma personalidade e tem um temperamento e tudo é carregado de defeitos e de qualidades. Na verdade, temos em um ombro um saco de falhas, de fraquezas e no outro ombro outro saco que está carregado de virtudes e capacidades.

Como alguém pode viver bem se não sabe quem ele é? Precisamos nos conhecer para valorizar, aplicar e multiplicar nossas qualidades e também para arrancar, destruir, corrigir nossos defeitos. Por outro lado, como vivemos em comunidade, em sociedade, precisamos, outrossim, conhecer os outros, isto é, seus defeitos e suas qualidades, para conhecermos suas personalidades e seus temperamentos. E isto é muito importante, porque somos todos diferentes, ou seja, cada um é um, é original. Ninguém é xerox de ninguém.

Se tudo isso vale para cada um de nós que vive na sociedade, vale muito mais para aqueles que vivem em uma comunidade. Assim, os membros de uma Ordem religiosa, os membros de um Presbitério, os membros de uma Comunidade de vida têm obrigação de se conhecerem a si mesmos e conhecer bem seus companheiros.

Um caso especial é o matrimônio, no qual duas pessoas diferentes devem conviver em harmonia e amor e compartilhar corpo e alma cada momento de suas vidas.

Como isso é possível, se não houver conhecimento próprio e do outro? Essa é a função do namoro e do noivado. Sem esses conhecimentos, em pouco tempo, o matrimônio torna-se uma convivência insuportável.

Com o passar dos anos, então, quando o convívio cotidiano diminuir o ardor dos primeiros prazeres, quando a idade amolecer as forças e quando aparecerem as mudanças psíquicas, se não houver um conhecimento profundo para enfrentar essas dificuldades, certamente virão o desânimo, a monotonia e até o enjoo e, às vezes, o desejo de separação.

Deus fez tudo bem feito, é o ser humano que estraga as belezas e os valores da vida, quando resolve ceder aos seus ímpetos e não sabe controlar, por ignorância ou fraqueza, seus desejos e seus sentimentos.

Procuremos nos conhecer para progredir e nos valorizar, aproveitando nossa existência, outrossim, conheçamos os outros para valorizar suas qualidades e viver bem e proveitosamente com todos.
Mons. Pedro Teixeira Cavalcante é Doutor em Teologia
Fonte - gazetaweb.com

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