Nós cristãos católicos devemos votar em candidatos sérios, acima de tudo comprometidos com os valores e exigências do santo Evangelho"
Outubro, no calendário eleitoral deste ano, mês das eleições. Mês em
que também nós, cristãos católicos, vamos “depositar” nosso voto na
urna. Eis uma tremenda e difícil decisão, eleger alguém para tomar
decisões por nós, eleger alguém para fazer as nossas vezes. Vixe! Quanta
responsabilidade sobre nós.
Votar, com o passar dos tempos, tem se tornado uma missão árdua e
dura. Pois os candidatos que foram eleitos, por nós, não desempenharam
bem e com solicite as suas funções. É terrível constatar esta penosa e
triste realidade.
Com isto, vem à mente a pergunta: em quem votar? A resposta não é
difícil. Difícil mesmo é encontrar o candidato que se encaixe bonitinho
na resposta. Pois devemos votar em candidatos preocupados com o bem
comum, com o bem de toda a população. Nunca em candidatos preocupados
com o bem de alguns, de um grupinho, de uma patota ou os seus próprios.
Nós cristãos católicos devemos votar em candidatos sérios, acima de
tudo comprometidos com os valores e exigências do santo Evangelho. Não
podemos voltar em homens e mulheres com posições contrárias à fé da
Igreja, contrários aos valores cristãos, contrários à dignidade da vida
humana. Não podemos votar em pagãos.
Por isso, ainda estamos em tempo de avaliar bem, com muita prudência,
a vida daqueles que nós pretendemos eleger. Eles não podem trazer em
seus currículos processos judiciais onde põem em questão a sua conduta
moral, o seu comportamento duvidoso diante da coisa pública. Precisam
que sejam pessoas íntegras no agir e no falar. Precisam que sejam
pessoas que tenham como meta contribuir para uma mudança radical de
mentalidade no gerir e administrar a coisa pública.
Não podemos mais pensar na hipótese de votar em políticos
carreiristas, naqueles sujeitos que se perpetuaram no poder, que não
arredam o pé do cargo público, e nada fizeram pelo bem dos cidadãos,
principalmente pelos mais feridos na sua dignidade. Não podemos pensar
na possibilidade de votar em candidatos que fizeram do cargo público
propriedade privada para si, para seus parentes e agregados.
Não podemos, na bendita hora do voto, pensar em candidatos que nos
fizeram grandes ou pequenos “favores”, que nos concederam bens, que
deram para nós, um dia, “um jeitinho”, jeitinho desonesto em nossas
questões ou interesses particulares. Nem podemos votar, e isto é muito
sério, naqueles candidatos ao poder público que fizeram “favores” para
pessoas da nossa família, para pessoas da nossa estima. Esse tipo de
retribuição não se pode permitir ou conceber na hora do voto. Esse tipo
de retribuição é maldita.
Mas por outro lado, nós católicos, tenhamos cuidados com aqueles
políticos que se dizem cristãos, que com falsa piedade participam de
nossas celebrações litúrgicas, que caminham com os pés calejados em
nossas romarias e procissões. Tenhamos cuidados, muito cuidado. Pois
eles, com falsa piedade, falam bem de Jesus e de Maria, citam o Papa
Francisco (agora virou moda), e até se emocionam, e derramam lágrimas
para nos confundirem. Tenhamos cuidado com aqueles candidatos que
ofertam generosas contribuições para as nossas ações, as ditas obras da
igreja, com o intuito de arrancarem os nossos votos e, depois de
eleitos, o nosso direito aos bens públicos.
Portanto, votar é decisão séria, é atitude cristã comprometedora.
Pois por meio do nosso simples voto podemos edificar o Reino de Deus ou
não. Votar, de modo cristão, é garantir o bem comum, é garantir vida
digna, é fazer a vontade de Deus.
Fonte - http://www.arquidiocesedemaceio.org.br/noticias/arquidiocese/2271/eleicoes-2-aa4-em-quem-votar
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