Centenário da Arquidiocese de Maceió

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Eleições 2014: em quem votar?

 

Nós cristãos católicos devemos votar em candidatos sérios, acima de tudo comprometidos com os valores e exigências do santo Evangelho"

 

Outubro, no calendário eleitoral deste ano, mês das eleições. Mês em que também nós, cristãos católicos, vamos “depositar” nosso voto na urna. Eis uma tremenda e difícil decisão, eleger alguém para tomar decisões por nós, eleger alguém para fazer as nossas vezes. Vixe! Quanta responsabilidade sobre nós.
Votar, com o passar dos tempos, tem se tornado uma missão árdua e dura. Pois os candidatos que foram eleitos, por nós, não desempenharam bem e com solicite as suas funções. É terrível constatar esta penosa e triste realidade.
Com isto, vem à mente a pergunta: em quem votar? A resposta não é difícil. Difícil mesmo é encontrar o candidato que se encaixe bonitinho na resposta. Pois devemos votar em candidatos preocupados com o bem comum, com o bem de toda a população. Nunca em candidatos preocupados com o bem de alguns, de um grupinho, de uma patota ou os seus próprios.
Nós cristãos católicos devemos votar em candidatos sérios, acima de tudo comprometidos com os valores e exigências do santo Evangelho. Não podemos voltar em homens e mulheres com posições contrárias à fé da Igreja, contrários aos valores cristãos, contrários à dignidade da vida humana. Não podemos votar em pagãos.
Por isso, ainda estamos em tempo de avaliar bem, com muita prudência, a vida daqueles que nós pretendemos eleger. Eles não podem trazer em seus currículos processos judiciais onde põem em questão a sua conduta moral, o seu comportamento duvidoso diante da coisa pública. Precisam que sejam pessoas íntegras no agir e no falar. Precisam que sejam pessoas que tenham como meta contribuir para uma mudança radical de mentalidade no gerir e administrar a coisa pública.
Não podemos mais pensar na hipótese de votar em políticos carreiristas, naqueles sujeitos que se perpetuaram no poder, que não arredam o pé do cargo público, e nada fizeram pelo bem dos cidadãos, principalmente pelos mais feridos na sua dignidade. Não podemos pensar na possibilidade de votar em candidatos que fizeram do cargo público propriedade privada para si, para seus parentes e agregados.
Não podemos, na bendita hora do voto, pensar em candidatos que nos fizeram grandes ou pequenos “favores”, que nos concederam bens, que deram para nós, um dia, “um jeitinho”, jeitinho desonesto em nossas questões ou interesses particulares. Nem podemos votar, e isto é muito sério, naqueles candidatos ao poder público que fizeram “favores” para pessoas da nossa família, para pessoas da nossa estima. Esse tipo de retribuição não se pode permitir ou conceber na hora do voto. Esse tipo de retribuição é maldita.
Mas por outro lado, nós católicos, tenhamos cuidados com aqueles políticos que se dizem cristãos, que com falsa piedade participam de nossas celebrações litúrgicas, que caminham com os pés calejados em nossas romarias e procissões. Tenhamos cuidados, muito cuidado. Pois eles, com falsa piedade, falam bem de Jesus e de Maria, citam o Papa Francisco (agora virou moda), e até se emocionam, e derramam lágrimas para nos confundirem. Tenhamos cuidado com aqueles candidatos que ofertam generosas contribuições para as nossas ações, as ditas obras da igreja, com o intuito de arrancarem os nossos votos e, depois de eleitos, o nosso direito aos bens públicos.
Portanto, votar é decisão séria, é atitude cristã comprometedora. Pois por meio do nosso simples voto podemos edificar o Reino de Deus ou não. Votar, de modo cristão, é garantir o bem comum, é garantir vida digna, é fazer a vontade de Deus.
Fonte -  http://www.arquidiocesedemaceio.org.br/noticias/arquidiocese/2271/eleicoes-2-aa4-em-quem-votar

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