Centenário da Arquidiocese de Maceió

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

A Festa da Democracia


Dia 05 de outubro, os brasileiros vivenciarão a festa da democracia, com as Eleições 2014, momento em que os eleitores são convocados para a escolha de seus governantes, que conduzirão os destinos do Brasil e de cada Estado no próximo quadriênio.
A palavra democracia provém do grego demokratía que, segundo o dicionário Aurélio, significa “Doutrina ou regime político baseado nos princípios da soberania popular e da distribuição equitativa do poder, ou seja, regime de governo que se caracteriza, em essência, pela liberdade do ato eleitoral, pela divisão dos poderes e pelo controle da autoridade, isto é, dos poderes de decisão e de execução”. Traduzindo, democracia é um sistema de governo em que o povo elege seus representantes, através do voto, e onde cada cidadão tem o dever e o direito de cobrar de seus governantes uma política governamental que vise sempre o bem comum de todos, independentemente de condições políticas, sociais, econômicas, culturais e religiosas a que o cidadão professe.
E por que dizer festa da democracia? É festa pelo fato de que no pleito eleitoral, diante das urnas, todos, indistintamente, exercem seu poder sobre os destinos do País e do Estado. Na hora de votar não se leva em conta se é uma pessoa letrada ou analfabeta, rica ou pobre, A ou B, mas sim uma condição única, a de cidadão. E cidadão é aquele que se digna participar ativamente do regime político da sociedade, não somente no período da escolha de seus governantes, mas principalmente no acompanhamento da administração, cobrando ações efetivas, pautadas pela ética e pelo compromisso social.
Exemplo forte da democracia, que não deve ser esquecido, e levado em conta nestas eleições é a expressão “o gigante acordou!”: a multidão de pessoas que saíram às ruas, nos quatro cantos da nação, em junho do ano passado, alertando para inúmeras situações que perpassam no Brasil. Por conseguinte, aquelas reivindicações devem ser confrontadas com as propostas do programa de governo de cada candidato, a fim de que o voto seja dado de modo consciente, na esperança de dias melhores. Se, de fato, haverá a efetivação das propostas, cabe o acompanhamento participativo na gestão dos futuros governantes.
Por fim, vale lembrar que voto não deve ser dado por coação de partidos ou candidatos, nem muito menos votar em branco ou anular o voto, mas votar em alguém, pois de qualquer forma haverá um governante que, em regime democrático, governa para todos. Daí, portanto, na festa da democracia vote consciente, e participe dos rumos políticos de seu País e de seu Estado.  
Editorial do Jornal O Semeador, edição 18.312, por Luiz Antônio Guimarães

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