Dia 05 de outubro, os brasileiros vivenciarão a festa da democracia,
com as Eleições 2014, momento em que os eleitores são convocados para a
escolha de seus governantes, que conduzirão os destinos do Brasil e de
cada Estado no próximo quadriênio.
A palavra democracia provém do grego demokratía que, segundo
o dicionário Aurélio, significa “Doutrina ou regime político baseado
nos princípios da soberania popular e da distribuição equitativa do
poder, ou seja, regime de governo que se caracteriza, em essência, pela
liberdade do ato eleitoral, pela divisão dos poderes e pelo controle da
autoridade, isto é, dos poderes de decisão e de execução”. Traduzindo,
democracia é um sistema de governo em que o povo elege seus
representantes, através do voto, e onde cada cidadão tem o dever e o
direito de cobrar de seus governantes uma política governamental que
vise sempre o bem comum de todos, independentemente de condições
políticas, sociais, econômicas, culturais e religiosas a que o cidadão
professe.
E por que dizer festa da democracia? É festa pelo fato de que no
pleito eleitoral, diante das urnas, todos, indistintamente, exercem seu
poder sobre os destinos do País e do Estado. Na hora de votar não se
leva em conta se é uma pessoa letrada ou analfabeta, rica ou pobre, A ou
B, mas sim uma condição única, a de cidadão. E cidadão é aquele que se
digna participar ativamente do regime político da sociedade, não somente
no período da escolha de seus governantes, mas principalmente no
acompanhamento da administração, cobrando ações efetivas, pautadas pela
ética e pelo compromisso social.
Exemplo forte da democracia, que não deve ser esquecido, e levado em
conta nestas eleições é a expressão “o gigante acordou!”: a multidão de
pessoas que saíram às ruas, nos quatro cantos da nação, em junho do ano
passado, alertando para inúmeras situações que perpassam no Brasil. Por
conseguinte, aquelas reivindicações devem ser confrontadas com as
propostas do programa de governo de cada candidato, a fim de que o voto
seja dado de modo consciente, na esperança de dias melhores. Se, de
fato, haverá a efetivação das propostas, cabe o acompanhamento
participativo na gestão dos futuros governantes.
Por fim, vale lembrar que voto não deve ser dado por coação de
partidos ou candidatos, nem muito menos votar em branco ou anular o
voto, mas votar em alguém, pois de qualquer forma haverá um governante
que, em regime democrático, governa para todos. Daí, portanto, na
festa da democracia vote consciente, e participe dos rumos políticos de
seu País e de seu Estado.
Editorial do Jornal O Semeador, edição 18.312, por Luiz Antônio Guimarães
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