Há muita coisa bonita nos seus escritos proféticos, cheios de sentenças ricas e saborosas. Todavia, aqui e agora, queremos salientar um tema, que ele apresenta profunda e longamente, a saber, a idolatria no Israel de seu tempo.
O profeta discorre sobre a idolatria de Israel em várias linhas. Primeiramente, ele expõe a realidade do fato. Depois, mostra as péssimas consequências dessa idolatria. Em paralelo, apresenta os benefícios e as vantagens de seguir a lei monoteística de Moisés sobre Javé. Por fim, o profeta mostra o carinho e a bondade desse Javé, que deseja e espera a volta do seu povo para seus braços e que declara que não só o perdoará, mas o tratará como uma mãe com seu filhinho ao colo.
Tudo que o profeta diz de Israel daquele tempo pode e deve se aplicar a nós, do tempo de hoje. Com efeito, uma grande parte de nós vive mergulhada numa grande idolatria, na verdadeira idolatria. A idolatria do ter, do poder, do ser, que aparecem nas tentações do diabo a Jesus, durante seus quarenta dias de penitência, antes de começar a vida pública.
Hoje, grande parte da população do mundo idolatra o dinheiro, o sexo, as dignidades, o prestígio, o poder. Para tanto, muita gente é capaz de fazer de tudo, assaltando, matando, roubando, destruindo a vida dos outros. Estamos em tempo de eleições e, então, vamos ver, mais uma vez, como essa verdadeira idolatria deixa de lado os preceitos do Senhor e faz o que for possível e impossível para alcançar seus objetivos. Mas não é preciso ir muito longe, pois a cada dia vemos, mesmo nos meios religiosos, como essa idolatria se difunde.
Está na hora de uma leitura de Oseias e de lembrarmos-nos das palavras sagradas: “Lembra-te, homem, que és pó e de que ao pó haverás de voltar.”

Monsenhor Pedro Teixeira
Doutor em Teologia

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