Centenário da Arquidiocese de Maceió

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

O PROFETA OSEIAS E A IDOLATRIA

O profeta Oseias, filho de Beeri, é originário do Norte e iniciou sua missão profética por volta de 750 a.C. E a estendeu por quase cinquenta anos até quase a queda da Samaria, em 722 a.C. Era um homem culto e parece que conheceu e até participou de fatos turbulentos do seu tempo. Alguns pensam que ele foi sacerdote, mas não temos dados suficientes para afirmar tal coisa.

Há muita coisa bonita nos seus escritos proféticos, cheios de sentenças ricas e saborosas. Todavia, aqui e agora, queremos salientar um tema, que ele apresenta profunda e longamente, a saber, a idolatria no Israel de seu tempo.

O profeta discorre sobre a idolatria de Israel em várias linhas. Primeiramente, ele expõe a realidade do fato. Depois, mostra as péssimas consequências dessa idolatria. Em paralelo, apresenta os benefícios e as vantagens de seguir a lei monoteística de Moisés sobre Javé. Por fim, o profeta mostra o carinho e a bondade desse Javé, que deseja e espera a volta do seu povo para seus braços e que declara que não só o perdoará, mas o tratará como uma mãe com seu filhinho ao colo. 

Tudo que o profeta diz de Israel daquele tempo pode e deve se aplicar a nós, do tempo de hoje. Com efeito, uma grande parte de nós vive mergulhada numa grande idolatria, na verdadeira idolatria. A idolatria do ter, do poder, do ser, que aparecem nas tentações do diabo a Jesus, durante seus quarenta dias de penitência, antes de começar a vida pública.

Hoje, grande parte da população do mundo idolatra o dinheiro, o sexo, as dignidades, o prestígio, o poder. Para tanto, muita gente é capaz de fazer de tudo, assaltando, matando, roubando, destruindo a vida dos outros. Estamos em tempo de eleições e, então, vamos ver, mais uma vez, como essa verdadeira idolatria deixa de lado os preceitos do Senhor e faz o que for possível e impossível para alcançar seus objetivos. Mas não é preciso ir muito longe, pois a cada dia vemos, mesmo nos meios religiosos, como essa idolatria se difunde.

Está na hora de uma leitura de Oseias e de lembrarmos-nos das palavras sagradas: “Lembra-te, homem, que és pó e de que ao pó haverás de voltar.”


Monsenhor Pedro Teixeira
Doutor em Teologia

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