A PRIMEIRA MONJA
Muita gente, em Maceió, sabe que nesta cidade há um Carmelo, mas poucos sabem o que é um Carmelo. Pois é, um Carmelo é um convento onde vivem as monjas carmelitas. As monjas carmelitas são, por amor e livre e espontânea vontade, enclausuradas, ou seja, vivem no seu convento para orar, trabalhar, guardar silêncio e, quando possível, atender às pessoas que as procuram para uma palavra de orientação ou para pedir orações. Elas não fazem trabalhos fora do convento e de lá só saem, quando têm realmente necessidade.Esse tipo de vida pode parecer inútil, mas não o é. Antes é sumamente importante e necessário para a realização do reino de Deus neste mundo. Com efeito, as carmelitas se consumem, como um acesa ao lado do altar, para o bem dos seus irmãos no mundo inteiro, para a Igreja, em união como mistério de Cristo redentor. Na verdade, sem a oração e o sacrifício de algumas pessoas seria muito difícil para os que vivem no mundo espalhar a palavra divina, converter as criaturas, fazer o Amor amado.Há alguns anos, chegaram as primeiras monjas carmelitas na nossa cidade e se hospedaram num convento improvisado, no Santuário da Virgem dos Pobres, em Mangabeiras. Nos primeiros meses, uma jovem, recém formada na Ufal, pediu para entrar naquela pequena comunidade de freiras. Ela pertencia à Paróquia Divino Espírito Santo, em Jatiúca. Os anos se passaram. As monjas se mudaram para o Carmelo construído no distrito de Riacho Doce. Aí muitas outras jovens, desejosas de se consagrarem totalmente a Deus para bem do nosso povo, pediram para iniciar a formação, longa e pesada, de uma carmelita.O tempo foi passando até que no dia primeiro de maio do corrente ano, aquela primeira postulante, após ter passado muitos anos de formação e ter superado todas as etapas de sua caminhada religiosa, isto é, experiência, postulantado, noviciado, primeiros votos temporários e segundos votos temporários, fez sua profissão solene e perpétua, com os votos de castidade, obediência e pobreza. Foi uma festa nunca dantes vista e vivida em Maceió. A capela do Carmelo, apesar de ser um dia chuvoso, estava cheia de fiéis e todos rezaram, cantaram, almoçaram e ficaram encantados com as cerimônias litúrgicas.Oxalá isso venha acontecer muito mais vezes e que outras jovens se decidam a entregar-se à vida carmelita para o bem e felicidade de nossa gente, que tanto precisa da ajuda espiritual na caminhada difícil de suas vidas.
Monsenhor Pedro TeixeiraDoutor em Teologia
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