Centenário da Arquidiocese de Maceió

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

DAVI E ABSALÃO

Davi conseguira unificar o povo de Israel. Davi conseguira tornar Israel um povo forte, temido, organizado e Davi preparara tudo o que era necessário, para que seu filho e sucessor construísse o Templo do Senhor. Depois de todas essas grandes realizações, de repente seu próprio filho, Absalão, revolta-se contra ele, organiza um exército e marcha contra o pai, a fim de se apoderar do seu reino.

Ao saber dessa nefasta e triste notícia, Davi, embora mande seu exército fiel para enfrentar as tropas de Absalão, ele próprio não foi à guerra. Em casa, quando soube da notícia que seu filho morrera, Davi entrou em desespero. Chorou, gritou e disse que ele era quem deveria ter morrido no lugar o filho rebelde.

Eis o comportamento de Davi, eis a sua resposta à ingratidão de seu filho. Nem sequer ficou satisfeito com a morte de Absalão e, consequentemente, com a retomada do seu reino e a paz na sua nação. 

Ele, mesmo vivendo antes de Cristo, segue as normas do Senhor: perdoar os inimigos, rezar por eles e não julgar ninguém, porque só Deus conhece o coração das criaturas humanas. Às vezes, recebemos também nós muita ingratidão, que não raro vem acompanhada de maus desejos, de inveja, de calúnias. 

Às vezes, e não raro, algumas pessoas ficam alegres com a nossa fraqueza, com a nossa derrota, com a nossa morte. 

É nesses momentos difíceis que devemos nos lembrar das palavras do Senhor, dos seus ensinamentos de perdão e misericórdia porque se não agirmos como ele mandou, também não seremos dignos de seu perdão e da sua infinita bondade, que nos olha com divino amor, mesmo quando o ofendemos e somos ingratos para com Ele, que nos cumula, todos os dias, de graças e dons. 

Destarte, ao invés, da revolta, do desespero, do desejo de vingação diante das pessoas que querem e procuram nosso mal, façamos como Davi e procedamos segundo o Evangelho de Jesus, que é todo de compreensão, de misericórdia e de bondade. Foi assim que Jesus fez com aqueles que o perseguiram e mataram; é assim que Deus quer que ajamos, como cristãos, isto é, seguidores de Jesus Cristo.


Monsenhor Pedro Teixeira
Doutor em Teologia

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