Centenário da Arquidiocese de Maceió

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

LEIS DO TRÂNSITO

Certo dia, em que eu estava na Alemanha, quis atravessar uma rua. Estava de pé. A rua estava calma e sem nenhum movimento. Eu olhei para um lado e para o outro e não vi sinal de carro. No entanto, o semáforo estava vermelho para mim. Mesmo assim, resolvi atravessar a rua, bem ligeirinho. Ao chegar no outro lado da rua, ouvi um apito. Olhei para trás e vi um guarda de trânsito, que me chamava. Fui até ele e ele foi logo me perguntando: não viu que o sinal estava vermelho? Eu respondi: vi. 

Ele disse: por que, então, atravessou a rua, quando o sinal proibia? Eu disse: olhei para todos os lados e não vi sinal de carro. Ele disse: não viu sinal de carro, mas estava proibido de atravessar e, ademais, podia acontecer que aparecesse um carro de repente, portanto vamos aprender a respeitar os sinais de trânsito. Ele pegou o meu braço e, quando o sinal era propício, ele atravessou a rua comigo, sempre sustentando meu braço e, já na calçada do outro lado, fez-me esperar que o semáforo ficasse verde de novo e, sempre sustentando meu braço, atravessou a rua novamente comigo. 

Feitas as duas travessias, ele me disse: nunca mais desrespeite os sinais de trânsito! Soltou meu braço e me deixou ir embora. 

Aqui, no Brasil, temos muitas leis de trânsito, mas faltam três coisas importantes e, por isso, temos tantos acidentes e tantas mortes. E as três coisas são: educação, guardas de trânsito e boas estradas. 

Aqui, por exemplo, pouco se respeita a faixa dos pedestres, embora, no Nordeste, o pedestre que é favorecido por essa obrigação, tem sempre a gentileza de agradecer ao motorista que parou o carro e o deixou passar. 

É por isso que temos tantos acidentes com muitos feridos e mortos no trânsito no Brasil!

  

MONS. PEDRO TEIXEIRA CAVALCANTE
Doutor em Teologia

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