Centenário da Arquidiocese de Maceió

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

BATISMO DO SENHOR

Muitos se perguntam por que Jesus se batizou, uma vez que ele não tinha pecados. Mas, a resposta a essa questão além de ser simples, é bonita e cheia de ensinamentos para nossa vida de cristãos

Em primeiro lugar, porém, é preciso recordar que o batismo de João não era um sacramento, mas apenas um sinal de desejo de mudança de vida. Como Jesus ia começar sua chamada vida pública, ele quis dar uma demonstração também pública de mudança de vida: ia sair da vida oculta de Nazaré para ser o missionário de Pai por toda a Palestina. O Batismo, assim, sobretudo depois como sacramento, seria um meio de se alcançar uma vida diferente, uma vida nova, de que tanto nos fala São Paulo. O Batismo seria, após o batismo de Cristo, o início de uma transformação pessoal, o começo de uma vocação.

Ademais, Jesus sabia que tanto João Batista, quanto o próprio Pai celestial haveriam de aproveitar o momento sublime do seu batismo, para apontá-lo, como o Filho querido e o Cordeiro de Deus, e isso tudo em público, ou seja, o Enviado do Pai se torna naquele momento solene, o indicado como o Messias, o Esperado das nações. Foi no batismo de Jesus que, publicamente, manifestou-se o mistério da Santíssima Trindade, começo e fim de toda nossa vida.

A festa do batismo de Jesus nos leva a pensar no nosso batismo. Nós, sim, fomos batizados não em simbolismo, mas num verdadeiro sacramento, que nos transforma em nova criatura. Pelo batismo nos tornamos filhos do Pai eterno, irmãos de Jesus, templos do Espírito Santo, membro da Igreja de Cristo, filhos de Maria, herdeiros do céu. Eis por que o batismo deve ser bem preparado e, sobretudo, bem vivido. O dia do nosso batismo nunca pode ser esquecido e deve ser celebrado com mais entusiasmo do que o dia do nosso nascimento.

 MONS. PEDRO TEIXEIRA CAVALCANTE
Doutor em Teologia

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