Centenário da Arquidiocese de Maceió

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

A MÃE MORENA

No dia 8 de dezembro deste ano, eu estive em Aparecida (SP), com um grupo de alagoanos. Logo cedo, estávamos na Basílica de Nossa Senhora Aparecida. A Igreja, apesar de ser muito grande, já estava lotada de peregrinos. Era gente do Brasil inteiro e todos queriam participar da missa das oito horas. Na véspera, tive o cuidado de marcar na Secretaria do Santuário a presença do grupo alagoano e consegui a licença para concelebrar.

Às sete horas, já estávamos na Igreja. Na sacristia me paramentei e segui, em fila, com os outros padres para começar a Missa. Paramos em meio da caminhada – não sei por que – e veio então o primeiro carinho da Mãe morena.O padre cerimoniário me chamou de volta à sacristia e me mandoumudar os paramentos, porque eu fora escolhido para ficar ao lado do presidente da celebração, junto do altar. Agradeci a gentileza da Mãe morena, mas a surpresa maior viria depois.

Com efeito, terminada a Missa, fui convidado para fazer, diante da imagem da Virgem, a consagração a Nossa Senhora Aparecida. Comovido, quase chorando, fui ao lugar marcado e cumpri, com entusiasmo e muito emocionado, a minha missão. Vi nela um carinho especial de Maria para comigo, que a amo muito e que jamais pensara merecer aquela honra.

Mas Nossa Senhora é assim mesmo. Ela adora seus filhos, sobretudo aqueles que se sentem pequenos e indignos de honrarias. Não foi assim que aconteceu com Isabel na Judeia? Maria foi às pressas à casa de Zacarias! Não foi assim que aconteceu com Juan Diego, que chegou até a fugir de Nossa Senhora, porque se julgava incapaz de realizar o desejo da Mãe do céu?

A confiança e o sentir-se pequeno e indigno tocam profundamente o coração da Mãe celeste, que nunca se cansa de cuidar dos seus filhos e que se apressa a ajudar a todos que a invocam com muita confiança. É verdade que não é Maria quem faz o milagre, mas é verdade que ela é a mãe de Jesus, que é Deus e por ser filho dela lhe obedece, mesmo que não seja ainda a hora, como aconteceu em Caná da Galileia.

Confiança, pois, na nossa Mãe do céu, porque ela nunca deixará de nos atender e ajudar. Mas, ao lado dessa confiança, demonstremos sempre nosso amor filial para com ela, mesmo que seja com pequenos gestos, como a recitação do terço e o carinho de colocar uma flor aos pés de sua imagem.

Maria, no céu, vê tudo e está sempre atenta às necessidades de seus filhos, que a ela recorrem e gostam de louvá-la, pois foi o próprio Jesus que no-la deu, como mãe, na hora de sua morte.

 MONS. PEDRO TEIXEIRA CAVALCANTE
Doutor em Teologia

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