Centenário da Arquidiocese de Maceió

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

SANTA TERESINHA E SÃO FRANCISCO DE ASSIS

Nos primeiros dias deste mês de outubro, a Igreja católica celebrou as festas de dois grandes santos, um homem e uma mulher. Com efeito, no dia primeiro de outubro, é a festa de santa Teresinha do Menino Jesus e da Sagrada Face e no dia 4 de outubro, a festa de São Francisco de Assis.

Os dois santos, à primeira vista, são mui diferentes. Teresinha é francesa, Francisco é italiano. Teresinha é do século dezenove, portanto da idademoderna, Francisco nasceu nos finais do século doze e morreu na segunda década do século treze. Teresinha foi uma monja enclausurada. 

Francisco foi, depois de sua total conversão, um missionário, fundador de ordem religiosa e um cantor ambulante de Deus. Teresinha foi de uma família muito religiosa, Francisco não teve esse apoio espiritual de seus pais. Teresinha viveu uma vida simples, isto é, sem grandes milagres e sem ser muito conhecida e procurada. Francisco fez milagres maravilhosos e foi um santo muito procurado e conhecido.

Em suma, entre esses dois grandes santos há muitas e muitas diferenças, todavia o que nos surpreende é o fato que existem também entre eles muitas e admiráveis semelhantes. Vejamos algumas delas.

Teresinha morreu jovem com vinte e quatro anos, Francisco também morreu relativamente jovem, isto é, com quarenta e quatro anos. 

Ambos sofreram, fisicamente, muito antes de morrer. Ambos foram dois grandes místicos contemplativos. Ambos amavam muitíssimo a natureza. Ambos viveram, após a conversão, pobres e simplesmente. Ambos eram apaixonados pela Igreja, que queriam santa e espalhada pelo mundo inteiro. Ambos encantaram e encantam o mundo todo, pela suas maneiras de viver, pelas suas poesias,seus poemas e pelas suas cartas. Ambos são amados no mundo inteiro, até mesmo entre não católicos. Ambos se tornaram dois ícones da santidade cristã. Ambos, ainda hoje, são luzeiros espirituais de milhões de pessoas. 

Ambos fascinaram e fascinam simples cristãos e grandes papas. Ambos deixaram para a posteridade uma visão nova, simples e bela do Evangelho, que procuraram seguir ao pé da letra, mas na beleza da paixão dos místicos enamorados de Deus. 

E, certamente, a semelhança mais encantadora foi e é o fato que os dois santos fundamentaram suas espiritualidades no amor.

 MONS. PEDRO TEIXEIRA CAVALCANTE
Doutor em Teologia

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