Centenário da Arquidiocese de Maceió

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

O HOMEM SELVAGEM

Às vezes vemos em um filme de guerra tais horrores, que nos assombram. Vemos coisas tão vis, que não podemos acreditar que sejam feitas por um ser humano. Nessas horas, chegamos a duvidar se somos realmente seres humanos, se temos inteligência e se raciocinamos como seres dotados com a capacidade de pensar. E tudo nos espanta ainda mais, quando pensamos que Cristo esteve neste mundo e nos deixou uma legislação de paz, perdão e amor.

Mas, o que é pior, é que aqueles mesmos horrores de falta de respeito à dignidade humana, acontecem em tempo de paz; acontecem, hoje em dia, nas nossas cidades, nos nossos campos, entre gente que se diz civilizada e entre gente que nunca recebeu instrução alguma.

É fácil culpar o uso do álcool e das drogas; é fácil procurar meios de correção mediante a força ou a vingança; é fácil procurar desculpas na pobreza ou na doença. Mas, a verdade é que grande parte da humanidade vive como selvagem, ou como leões famintos à procura de caça. 

Isto acontece em todas as dimensões, ou seja, na dimensão física com assassinatos, assaltos e brigas violentas; isto acontece na dimensão moral, quando caluniamos, menosprezamos, marginalizamos o irmão; isto acontece na dimensão financeira, quando roubamos ou lentamente vamos derrotando o outro e acabamos de afogar quem já está sem forças para nadar.

A verdade é que vivemos numa cultura, numa civilização, onde a competição, o ódio, a inveja levam os seres humanos a praticar atos que um cristão verdadeiro não pode entender e que se põe a imaginar se verdadeiramente somos humanos, ou se nunca saímos da era selvagem.

 MONS. PEDRO TEIXEIRA CAVALCANTE
Doutor em Teologia

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