No Ocidente, muito cedo ainda, ela foi empregada como um título especial dos bispos. Assim, por exemplo, o clero romano se refere ao bispo de Cartago como o abençoado Papa (benedictum Papatem).
No sexto século, o título de Papa foi dado, algumas vezes, aos bispos metropolitanos. Gradualmente, o título foi sendo reservado ao Bispo de Roma, Assim, no Sínodo de Pavia, em 998, o bispo de Milão é censurado por ter se chamado de Papa. No século XI, precisamente em 1073, Gregório VII, em um concílio romano, proibiu formalmente que o título de Papa fosse usado por qualquer outro que não fosse o Bispo de Roma.
Segundo a doutrina oficial da Igreja Católica, o Papa, também chamado de Romano Pontífice, ou Santo Padre, é o sucessor de São Pedro e, como tal, o Vigário de Cristo na terra, a Cabeça visível da Igreja, o Doutor e o Mestre de todos os fiéis.
Contando com São Pedro, cujo governo da Igreja se estendeu até o ano de 67, a Igreja Católica já teve 266 Papas, incluindo o Papa atual, Francisco.
Dos 265 Papas, 81 recebem o culto na Igreja universal como santos, sendo que a causa de canonização de alguns, como Pio IX, João XXIII e João Paulo II, estão em andamento. Sobre a cronologia e o número verdadeiro dos Papas há ainda muitas dúvidas por vários motivos, entre os quais, o fato de que alguns Papas reinaram mais de uma vez, enquanto que outros foram eleitos, mas não chegaram a ser coroados. Há também o problema da legitimidade de alguns Papas.
O Anuário Pontifício indicava, até algum tempo, o número de 264 Papas até João Paulo II, incluindo na lista certo Estêvão, que foi eleito em 752, entre Zacarias e Estêvão II. Como, porém, morreu três dias após sua eleição, sem ter sido consagrado, foi tirado do elenco papal.
MONS. PEDRO TEIXEIRA CAVALCANTEDoutor em Teologia

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