Quando a Igreja celebra a Eucaristia e comunga: faz corpo com Aquele que se fez para nós redenção; imerge na ressurreição, que é a potência universal da salvação; é a Esposa associada ao seu Senhor, no mistério salvífico.
Deste modo: todo o mistério salvífico está contido na Eucaristia; a missa, plena reatualização sacramental do evento pascal, é o culto mais alto e mais perfeito, que se possa prestar a Deus; por isso, a Missa é o centro da vida cristã e todas as demais ações sagradas e qualquer atividade da vida cristã estão em estreita relação com ela.
Se a Eucaristia é o centro da vida cristã, o é igualmente da Igreja local. A comunidade em torno do altar, participando do corpo e sangue de Cristo, torna-se Ele mesmo.
Assim, a Eucaristia é o sacramento da unidade: comum oferta do povo de Deus. Por um só pão, todos se tornam um só corpo.
A Igreja deve se recolher em torno da Eucaristia em adoração daquele que se conserva sobretudo para o viático. Com a adoração do Santíssimo, os fiéis: gozam da sua íntima familiaridade; conseguem aumento de fé, esperança e caridade; ouvem e compreendem os segredos do Senhor; preparam-se melhor para a celebração eucarística e a comunhão.
Aqui, merecem uma consideração especial os documentos de João Paulo II sobre a Eucaristia. São textos não somente teológicos, mas de uma elevada espiritualidade. Neles, o Papa relembra a relação Igreja-Eucaristia; o mistério eucarístico, a dimensão missionária da Eucaristia, o trato especial que devemos à Eucaristia, Maria como mulher eucarística e por isso, institui o Ano da Eucaristia.
MONS. PEDRO TEIXEIRA CAVALCANTEDoutor em Teologia

Nenhum comentário:
Postar um comentário
Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.