Centenário da Arquidiocese de Maceió

terça-feira, 16 de julho de 2013

EUCARISTIA: COMUNHÃO E VIDA

É o Espírito Santo que reúne e unifica a assembleia eucarística: Cabeça e membros. É na Comunhão que a Eucaristia, que é um banquete pascal, chega à sua realização  verdadeira. A vítima imolada incruentamente na Eucaristia é alimento e bebida, para que a Igreja se realize, cresça e se torne oferta viva ao Pai, assimilada a Cristo, vítima pascal. Quem não comunga bloqueia a ação do mistério eucarístico, já que o pão e o vinho estão ali para serem comida e bebida.

Quando a Igreja celebra a Eucaristia e comunga: faz corpo com Aquele que se fez para nós redenção; imerge na ressurreição, que é a potência universal da salvação; é a Esposa associada ao seu Senhor, no mistério salvífico.

Deste modo: todo o mistério salvífico está contido na Eucaristia; a missa, plena reatualização sacramental do evento pascal, é o culto mais alto e mais perfeito, que se possa prestar a Deus; por isso, a Missa é o centro da vida cristã e todas as demais ações sagradas e qualquer atividade da vida cristã estão em estreita relação com ela.

Se a Eucaristia é o centro da vida cristã, o é igualmente da Igreja local. A comunidade em torno do altar, participando do corpo e sangue de Cristo, torna-se Ele mesmo.

Assim, a Eucaristia é o sacramento da unidade: comum oferta do povo de Deus. Por um só pão, todos se tornam um só corpo.

A Igreja deve se recolher em torno da Eucaristia em adoração daquele que se conserva sobretudo para o viático. Com a adoração do Santíssimo, os fiéis: gozam da sua íntima familiaridade; conseguem aumento de fé, esperança e caridade; ouvem e compreendem os segredos do Senhor; preparam-se melhor para a celebração eucarística e a comunhão.

A visita ao Santíssimo Sacramento é adoração, contemplação, revelação, deificação e ação de graças. Com efeito, nas visitas ao Santíssimo Sacramento, o fiel deve adorá-lo no silêncio do seu coração, mas enquanto isto ele contempla os mistérios divinos e, nessa contemplação, Deus arranca seu véu e se lhe revela esses mesmos mistérios e lhe dá força e coragem, pelo seu Espírito, para sua deificação. 

Aqui, merecem uma consideração especial os documentos de João Paulo II sobre a Eucaristia. São textos não somente teológicos, mas de uma elevada espiritualidade. Neles, o Papa relembra a relação Igreja-Eucaristia; o mistério eucarístico, a dimensão missionária da Eucaristia, o trato especial que devemos à Eucaristia, Maria como mulher eucarística e por isso, institui o Ano da Eucaristia.

 MONS. PEDRO TEIXEIRA CAVALCANTE
Doutor em Teologia

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