No dia
26 deste mês de junho, partiu para a eternidade o saudoso Cônego Luiz Geraldo
Wanderley Sarmento, conhecido por todos como Padre Sarmento. Viveu 97 anos e
deixou um grande legado de amizade e de sabedoria. Penso que pouca gente
conheceu realmente o Padre Sarmento, quero dizer, conheceu seu caráter, seu
temperamento e, sobretudo, a grandeza do seu coração.
Conheci
Padre Sarmento quando ainda era seminarista e foi nesse tempo que comecei a
ouvir dele certas frases, que não só expressavam o que ele era, mas hoje vejo
que ele tinha toda razão.Quando voltei de Roma, padre jovem de vinte e três anos, tornei-me um
grande amigo do Padre Sarmento. Costumava sair com ele para pequenos passeios e
visitas a amigos. O passar do tempo nos distanciou um pouco, por causa dos
nossos diferentes afazeres ministeriais, mas nunca deixei de admirá-lo.
Algumas coisas, fatos e ditos do Padre Sarmento me marcaram. Certo dia, numa roda de amigos, discutia-se o que era necessário para ir para o céu. Padre Sarmento ouvia tudo, calado.
Em
um dado momento, ele falou e disse: “Vocês sabem o que leva a gente para o céu?
É o amor...
é fazer caridade... é ajudar os pobres!” Ele disse o mais puro ensinamento de
Jesus!
Em
certa ocasião, um menino pediu um dinheiro ao Padre Sarmento. Ele, na mesma hora,
tirou a carteira do bolso, deu a carteira ao garoto e disse: “Tire daí!” Eu
fiquei admirado e falei: e se ele tirar tudo. Padre Sarmento, como resposta,
apenas sorriu.
Foi sempre assim o nosso querido Padre: desapegado, simples, alegre, disponível e pobre. Filho de uma família rica e importante, morou sempre na casa de uns amigos e, por muito tempo, dormiu na sacristia da igreja de São Benedito. Nomeado cônego do cabido metropolitano, nunca usou as vestes canônicas e nunca se assentou na cadeira que lhe era reservada na catedral. Andava sempre com chinelos e com uma roupa simples. Nunca quis dignidade nem se aproveitou de sua riqueza familiar.
Cônego Sarmento partiu para a casa do Pai e nos deixou, na sua simplicidade, muitas lições profundamente evangélicas.
Algumas coisas, fatos e ditos do Padre Sarmento me marcaram. Certo dia, numa roda de amigos, discutia-se o que era necessário para ir para o céu. Padre Sarmento ouvia tudo, calado.
Foi sempre assim o nosso querido Padre: desapegado, simples, alegre, disponível e pobre. Filho de uma família rica e importante, morou sempre na casa de uns amigos e, por muito tempo, dormiu na sacristia da igreja de São Benedito. Nomeado cônego do cabido metropolitano, nunca usou as vestes canônicas e nunca se assentou na cadeira que lhe era reservada na catedral. Andava sempre com chinelos e com uma roupa simples. Nunca quis dignidade nem se aproveitou de sua riqueza familiar.
Cônego Sarmento partiu para a casa do Pai e nos deixou, na sua simplicidade, muitas lições profundamente evangélicas.


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