Por
duas vezes, o Pai,
o eterno Amante, princípio sem começo, fonte de vida desde toda a eternidade,
como que não suportando só para a Trindade a paixão de amor por seu Filho, o
eterno Amado,
prorrompeu, num grito misterioso, para que todos os homens de todos os tempos o
ouvissem.
A primeira vez aconteceu na hora do batismo de Jesus. Eis como Mateus nos narra a declaração de amor do Pai celeste: “Batizado, Jesus saiu imediatamente da água e logo os céus se abriram e ele viu o Espírito de Deus descendo como uma pomba e pousando sobre ele. Ao mesmo tempo, uma voz vinda dos céus dizia: “Este é o meu Filho amado, em que ponho as minhas complacências” (Mt 3,16-17). Marcos, amante das minuciosidades, diz que a voz do Pai ressoou numa declaração interpessoal: “Tu és o meu Filho amado, em ti ponho as minhas complacências” (Mc 1,11). Lucas, talvez por questão de sincronização com Mateus, Marcos e Isaías e o Salmista,_ transcreve a voz como a expressão da ternura do Pai: “Tu és o meu Filho bem-amado, eu hoje te gerei” (Lc 3,22).
Na segunda vez, o Pai foi mais longe, pois além de declarar o seu amor especial ao Filho bem-amado, insiste que o ouçamos no anúncio do Reino. Tudo aconteceu no momento da transfiguração, no monte Tabor, quando da última viagem de Jesus para Jerusalém, onde ia padecer e morrer por amor.
Conta-nos Mateus, que Pedro, judeu bem lembrado da travessia do deserto, ainda propunha a construção de três tendas, “quando uma nuvem luminosa os cobriu com a sua sombra e uma voz, que saía da nuvem, disse: ‘Este é o meu Filho amado, em quem ponho as minhas complacências, ouvi-o sempre!’” (Mt 175). Marcos é mais resumido do que Mateus (Mc 9, 7), enquanto que Lucas, neste particular de ouvir Jesus, escreve: “Este é meu Filho, o Eleito; ouvi-o sempre (Lc 9, 35).
O que importa não são as variantes, mas a manifestação do Pai e o desejo que nós sigamos seu Filho, que é o seu Eleito, o seu Bem-amado.
“Se o Pai é o eterno Amante, o Filho é o eterno Amado, Aquele que desde sempre se deixou amar. O Filho nos faz compreender que não é divino somente o amar: é divino também o deixar-se amar, o receber o amor. Não é divina somente a gratuidade: é divina também a gratidão. Deus sabe dizer obrigado! O Filho, o Amado, é o acolhimento eterno, é Aquele que desde sempre diz sim ao Amor, a obediência viva do Amor”.
O Filho amado, Jesus Cristo, foi gerado, desde toda a eternidade, pelo eterno Amante e, assim, ele se distingue do Pai e do Espírito Santo.
A primeira vez aconteceu na hora do batismo de Jesus. Eis como Mateus nos narra a declaração de amor do Pai celeste: “Batizado, Jesus saiu imediatamente da água e logo os céus se abriram e ele viu o Espírito de Deus descendo como uma pomba e pousando sobre ele. Ao mesmo tempo, uma voz vinda dos céus dizia: “Este é o meu Filho amado, em que ponho as minhas complacências” (Mt 3,16-17). Marcos, amante das minuciosidades, diz que a voz do Pai ressoou numa declaração interpessoal: “Tu és o meu Filho amado, em ti ponho as minhas complacências” (Mc 1,11). Lucas, talvez por questão de sincronização com Mateus, Marcos e Isaías e o Salmista,_ transcreve a voz como a expressão da ternura do Pai: “Tu és o meu Filho bem-amado, eu hoje te gerei” (Lc 3,22).
Na segunda vez, o Pai foi mais longe, pois além de declarar o seu amor especial ao Filho bem-amado, insiste que o ouçamos no anúncio do Reino. Tudo aconteceu no momento da transfiguração, no monte Tabor, quando da última viagem de Jesus para Jerusalém, onde ia padecer e morrer por amor.
Conta-nos Mateus, que Pedro, judeu bem lembrado da travessia do deserto, ainda propunha a construção de três tendas, “quando uma nuvem luminosa os cobriu com a sua sombra e uma voz, que saía da nuvem, disse: ‘Este é o meu Filho amado, em quem ponho as minhas complacências, ouvi-o sempre!’” (Mt 175). Marcos é mais resumido do que Mateus (Mc 9, 7), enquanto que Lucas, neste particular de ouvir Jesus, escreve: “Este é meu Filho, o Eleito; ouvi-o sempre (Lc 9, 35).
O que importa não são as variantes, mas a manifestação do Pai e o desejo que nós sigamos seu Filho, que é o seu Eleito, o seu Bem-amado.
“Se o Pai é o eterno Amante, o Filho é o eterno Amado, Aquele que desde sempre se deixou amar. O Filho nos faz compreender que não é divino somente o amar: é divino também o deixar-se amar, o receber o amor. Não é divina somente a gratuidade: é divina também a gratidão. Deus sabe dizer obrigado! O Filho, o Amado, é o acolhimento eterno, é Aquele que desde sempre diz sim ao Amor, a obediência viva do Amor”.
O Filho amado, Jesus Cristo, foi gerado, desde toda a eternidade, pelo eterno Amante e, assim, ele se distingue do Pai e do Espírito Santo.


Nenhum comentário:
Postar um comentário
Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.