“A
narrativa pascal assim como nos revela o Pai e o Espírito Santo, revela-nos
igualmente a segunda Pessoa da Santíssima Trindade, o Filho do Pai eterno. Na
verdade,foi ele quem se entregou, por amor e por obediência ao Pai, para nossa
salvação: “Eu vivo, mas já não sou eu, é Cristo quem vive em mim. Minha vida presente na carne, eu a vivo pela fé
no Filho de Deus, que me amou e se entregou por mim” (Gl 2,20; cf. Ef 5,2.25).
Foi o Filho quem verdadeiramente ressuscitou dentre os mortos ao terceiro dia
após sua morte: “Ele lhes falou: Não vos assusteis! Estais procurando Jesus de
Nazaré, que foi crucificado. Ele ressuscitou; não está aqui. Vede o lugar em
que o puseram” (Mc 16,6; cf. Mt 27,64; 28,67; Lc 24,6.34; 1 Ts 4,14). Foi
também o Filho quem se mostrou vivo, após sua ressurreição: “Depois da paixão,
apresentou-se vivo a eles, dando-lhes muitas provas, aparecendo durante
quarenta dias e falando das coisas referentes ao reino de Deus” (At 1,3).
Foi
sob esta luz do relacionamento profundo e essencial entre o Pai e o Filho, que a Igreja nascente releu
os títulos com os quais o próprio Jesus se denominara, usando alguns, relegando
outros mais relacionados com a compreensão dos judeus.
“Assim
é Jesus confessado: “Senhor, termo que a Bíblia grega dos Setenta usa para
Adonai,indicativo do Deus de Israel (recorde-se a conclusão do hino de Fl
2,6-11: e toda língua proclame que Jesus Cristo é o Senhor’); Cristo, título
que declara, ao mesmo tempo, a qualidade teológica e soteriológica do ressuscitado
de Deus,o seu ser em paridade com o Pai e nosso salvador (cf. Mc 1,1; Mt 1,1;
Lc 2,11; Jo 20,31; At 2,36; 1Ts 1,1s; etc.); Filho de Deus, expressão que
parece traduzir da maneira mais fiel a experiência filial do Nazareno,
veiculada pelo Abba, e a sua condição pascal daquele que vive da vida do Pai edoador dessa mesma vida...
Jesus é ainda confessado como a Palavra, o Verbo, termo que diz a plenitude escatológica da revelação e comunicação divina, feita presente na pessoa e na obra salvífica do Ressuscitado... Jesus é, depois, confessado como a imagem do Pai, expressão que torna a preexistência do Vivente e o seu ser no mundo a epifania do Deus invisível... Jesus é o poder e sabedoria de Deus, termos em que ecoa talvez a personificação veterotestamentária da Sabedoria (cf. 1Co 1,24 e Sb 7,25s ao qual se refere também Hb 1,3); Jesus é Deus, palavra normalmente reservada ao Pai no Novo Testamento”.
Jesus é ainda confessado como a Palavra, o Verbo, termo que diz a plenitude escatológica da revelação e comunicação divina, feita presente na pessoa e na obra salvífica do Ressuscitado... Jesus é, depois, confessado como a imagem do Pai, expressão que torna a preexistência do Vivente e o seu ser no mundo a epifania do Deus invisível... Jesus é o poder e sabedoria de Deus, termos em que ecoa talvez a personificação veterotestamentária da Sabedoria (cf. 1Co 1,24 e Sb 7,25s ao qual se refere também Hb 1,3); Jesus é Deus, palavra normalmente reservada ao Pai no Novo Testamento”.


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