Centenário da Arquidiocese de Maceió

segunda-feira, 11 de março de 2013

COMO VIVER A FILIAÇÃO DIVINA?

Neste ano da fé, estamos estudando o nosso Credo. Já vimos quem é o Pai, que professamos como objeto da nossa fé. Já vimos que somos de fato filhos do Pai celeste. E, agora, vem a pergunta: como viver essa filiação divina? Diante da esplêndida e maravilhosa revelação de que somos realmente filhos do Pai celestial, só nos resta viver como autênticos filhos de Deus, ou seja, agir como verdadeiros filhos do Pai eterno, do qual vem toda paternidade para o gênero humano por Jesus Cristo, nosso Senhor: “Fazei tudo sem murmurações, sem reclamações, para vos tornardes irrepreensíveis e puros filhos de Deus, sem defeito, no meio de uma geração má e pervertida, no seio da qual brilhais como astro no mundo, mensageiros da Palavra de vida.” (Fl 2,14-16)

Nem mesmo o pecado é capaz de arrancar-nos do estado de filhos de Deus. Antes, foi o pecado um dos motivos de maior manifestação da bondade divina, na qual Deus se revela nosso pai: “A permissão do pecado foi decretada para que existisse uma maior manifestação do amor e da misericórdia do Pai, que é o único termo possível para o qual se possa endereçar com eficácia a vida dos homens e do mundo. Foi o Pai que confiou ao Filho a missão de redimir o mundo e assim reintegrar os filhos distantes e manchados pelo pecado na sua autêntica dignidade de filhos de Deus; e Jesus ficará feliz em tornar-nos de novo filhos de Deus, tornando tão vasta quanto o mundo a família do Senhor.”

É na filiação divina que nós podemos realizar toda a nossa missão. Ser filho significa ser dependente do Pai, ou seja, ser, de algum modo, criança. Pela filiação divina, portanto, realizamos um preceito básico do Senhor: “Se não mudardes e não vos tornardes como crianças, de modo algum entrareis no Reino dos céus.” (Mt 18,3) Para ser filho de Deus, é preciso nascer de novo pelo batismo (Jo 3,3) e por uma vida digna desse batismo. E, como podemos viver como autênticos filhos do Pai celeste?

Em primeiro lugar, precisamos conhecer esse Pai celeste. Há duas semanas, apresentamos algumas pinceladas sobre esse Pai, mas foi muito pouco. Precisamos de um conhecimento haurido sobretudo na intimidade do amor, do relacionamento amoroso, no qual nos abrimos para o Pai, deixando que seu Espírito de luz entre em nossa vida e a transforme. Depois, devemos obedecer-lhe, cumprir suas ordens, seguir o caminho que Ele traçou para nós fazermos sua santa vontade, mesmo que não a entendamos. 


 MONS. PEDRO TEIXEIRA CAVALCANTE
Doutor em Teologia
 

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