LAURA VICUNHA
A Igreja católica é cheia de santos e santas maravilhosos e encantadores. Há santos de todas as idades, classes sociais, culturas, de todos os estados e raças. E, entre esses santos e santas, há muitas crianças e adolescentes. E, entre esses, está a nossa jovem que morreu quando ainda não tinha treze anos, Laura Vicunha.Laura nasceu em Santiago, Chile, no dia 5 de abril de 1891. Seu pai, José Domingo Vicunha, militar, era de uma família rica e casou-se com Mercedes Pino, que não era da mesma condição social. Do casal nasceram duas meninas, Laura e Júlia. Na época do nascimento de Laura, o Chile se debatia em uma terrível guerra civil. O pai de Laura morreu. E a mãe, com duas filhas, procurou abrigo na Argentina. Para educar as filhas, submeteu-seu à paixão de certo senhor, que custeava os estudos das meninas. Laura, embora ainda criança, sabendo da situação da mãe, que vivia em pecado com o homem que lhe pagava os estudos, ficou triste. Aliás, esse mesmo homem chegou a tentar a pequena Laura, que lhe resistiu e, por isso, ele deixou de ajudá-la no colégio.Disposta a tirar sua mãe do pecado, Laura ofereceu, em segredo, a Deus sua vida em troca da conversão de Dona Mercedes. Deus aceitou a oferta da piedosa menina e, no dia 5 de janeiro de 1904, pouco antes de completar 13 anos, Laura faleceu. O beato João Paulo II a beatificou em 3 de setembro de 1988.Laura Vicunha foi um mártir. Mártir não de sangue, mas mártir de amor, porque deu sua vida pela conversão e salvação de sua mãe. Neste mundo de egoísmo e de tanta sexualidade, ela é um exemplo.
MONS. PEDRO TEIXEIRA CAVALCANTE
Doutor em Teologia
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