Centenário da Arquidiocese de Maceió

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

UM SER RELIGIOSO


O Catecismo da Igreja católica, logo no seu início, diz o seguinte: “A fé é a resposta do homem a Deus que se revela e a ele se doa, trazendo ao mesmo tempo uma luz superabundante ao homem em busca do sentido último da sua vida.”

A obra da criação, seja ela como tenha sido, foi, de qualquer maneira, uma extravasamento do amor de Deus e esse extravasamento continua a cada momento da nossa existência, ou seja, existimos, porque Deus nos ama. Somos, pois, uns contínuos frutos do amor eterno e infinito de Deus.

O ser homem pode ou não responder a esse amor divino. Ele é completamente livre. Em outras palavras, o ser humano pode ou não ter fé em Deus e viver nessa e dessa fé, mas também pode rejeitá-la por motivos vários, como a ignorância, a falta de instrução, o desregramento familiar ou pessoal, a vida desorientada da sociedade em que se vivemos etc.

Examinando, porém, a história, vemos claramente que sempre houve diversas e varadas manifestações de respostas humanas ao amor criador e providente de Deus Culturas diversas, civilizações variadas, situações ignoradas, conhecimentos curtos, visões do mundo e das coisas dentro de uma miopia de quem começa a enxergar, tudo isso e mais fizeram com que o ser humano, divino do inesperado, divino, do sobrenatural e até mesmo do desconhecido, reagisse ou interagisse com Deus nas mais variadas formas e isso desde o começo da história da humanidade. 

Por isso, podemos dizer que, apesar de tudo, o ser humano “um ser religioso”. Não importa como ele através dos séculos responde à ação divina, pois não podemos julgar, como a cultura e o conhecimento de hoje, a capacidade intelectual do ser humano nos seus primórdios existenciais.

Hoje, tudo mudou. E o ser humano pode dizer, categórica e convincentemente, “eu creio”, “ nós cremos”! 

 
MONS. PEDRO TEIXEIRA CAVALCANTE
Doutor em Teologia
 

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