O
Catecismo da Igreja católica, logo no seu início, diz o seguinte: “A fé é a
resposta do homem a Deus que se revela e a ele se doa,
trazendo ao mesmo tempo uma luz superabundante ao homem em busca do sentido
último da sua vida.” A obra da criação, seja ela como tenha sido, foi, de
qualquer maneira, um extravasamento do amor de Deus e esse extravasamento
continua a cada momento da nossa vida, ou seja, existimos, porque Deus nos ama.
Somos, pois, uns contínuos frutos do amor eterno de Deus.
O
ser homem pode ou não responder a esse amor divino. Ele é
completamente livre . Em outras palavras, o ser humano pode ou não ter fé em
Deus e viver nessa e dessa fé, mas também pode rejeitá-la por motivos vários,
como a ignorância, a falta de instrução, o desregramento familiar ou pessoal, a
vida desorientada da sociedade em que se vivemos etc.
Examinando,
porém, a história, vemos claramente que sempre houve diversas e varadas
manifestações de respostas humanas ao amor criador e providente de Deus.
Culturas diversas, civilizações variadas, situações ignoradas, visões do mundo e das coisas dentro de uma miopia de
quem começa a enxergar, tudo isso e mais fizeram com que o ser humano, divino
do inesperado, divino do sobrenatural e até do desconhecido, reagisse ou
interagisse com Deus nas mais variadas formas e isso desde o começo da história
da humanidade. Por isso, podemos dizer que, apesar de tudo, o ser humano é “um
ser religioso”. Não importa como ele através dos séculos responde à ação
divina, pois não podemos julgar, com o a cultura e o conhecimento de hoje, a
capacidade intelectual do ser humano nos seus primórdios existenciais. Hoje,
tudo mudou. E o ser humano pode dizer, convincentemente, “eu creio”, “ nós cremos”!
Doutor em Teologia


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