A Carta
aos Hebreus tem uma capítulo inteiro sobre a fé. É o capítulo onze. E, logo no
início, assim se expressa o autor sagrado:
“ A fé é a garantia das
coisas que se esperam e certeza daquelas que não se veem” (Heb 11,1)
Partindo
dessa conceituação da fé, o hagiógrafo relembra muitos fatos narrados na Antigo
Testamento, baseados na fé. Com efeito, escreve ele: “ Foi por ela que os
antigos foram aprovados. Pela fé sabemos que o mundo foi organizado pela
palavra de Deus, de modo que o que se vê provém de coisas não visíveis (Hb 1,2)
Ainda partindo da mesma conceituação teológica, o autor passa em revista certas
atitudes de pessoas ilustres,
de patriarcas famosos que agiram, mesmo sem conhecimentos profundos de
teologia, segundo a fé, o que é muito mais importante.
Assim, assim são lembrados Abel, Henoc, Noé, Abraão e Sara. É verdade que eles não desfrutaram “ a realização das promessas”, mas “ morreram firmes na fé” (Heb 11,11) E São Paulo explica que, ao se julgarem estrangeiros, eles se referiam à pátria celeste, porque para a pátria terrestre, que eles tinham deixado, podiam muito bem regressar para lá. Na verdade, acrescenta o apóstolo, eles desejam uma pátria melhor, a pátria celeste, e é por isso que Deus “ não se envergonha deles, ao ser chamado o seu Deus, pois até preparou uma cidade para eles” (Heb 11,14-16)
A
fé, pois, está ligada à esperança, a esperança da vida eterna. Num mundo
corrompido como o nosso é praticamente impossível viver em paz sem fé e é
outrossim impossível praticamente viver na fé sem a esperança. A esperança é
como que a consequência de fé. Eu creio, por isso espero. Eu espero, porque
creio. Mas as virtudes teologais não ficam apenas na fé e na esperança, pois
existe a maior de todas, que é a caridade. Só assim, como veremos, é que,
completada a tríade teologal, o cristão vive realmente sua crença, o caminho apontado e traçado por Jesus, em
direção à casa do Pai, para onde devemos marchar, iluminados pelo Espírito
Santo, que nos guiará pelos virtudes teologais.
Assim, assim são lembrados Abel, Henoc, Noé, Abraão e Sara. É verdade que eles não desfrutaram “ a realização das promessas”, mas “ morreram firmes na fé” (Heb 11,11) E São Paulo explica que, ao se julgarem estrangeiros, eles se referiam à pátria celeste, porque para a pátria terrestre, que eles tinham deixado, podiam muito bem regressar para lá. Na verdade, acrescenta o apóstolo, eles desejam uma pátria melhor, a pátria celeste, e é por isso que Deus “ não se envergonha deles, ao ser chamado o seu Deus, pois até preparou uma cidade para eles” (Heb 11,14-16)
Doutor em Teologia


Nenhum comentário:
Postar um comentário
Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.