SANTA MARIA GORETTI NORDESTINA – 3
Benigna, em Santana do Cariri, levava sua vida normal e tranquila, mas Raul continuava tentando-a, embora sem sucesso. O martírio, porém, a esperava e ele veio na tarde de sexta-feira, do dia 24 de outubro de 1941. Benigna tinha completado seus treze anos. Naquela tarde, ela foi pegar água numa cacimba, que ficava perto de sua casa. Raul, sabendo disso, escondeu-se no mato e ficou observando a garotinha, que ele tanto cobiçava. A um dado momento, ele se aproximou da menina com um assédio sexual. Travou-se a luta do bem e do mal. Benigna recusou o assédio de Raul, mas ele não desistiu e tentou violentar a pura adolescente. Seu não foi categórico e firme e “lutou heroicamente” para defender sua virgindade e sua pureza.
Raul, envenenado pelo desejo carnal, ficou furioso e vendo que Benigna não queria aceitar suas propostas, tomou de um facão e cortou os dedos da garota. Benigna não se deu por vencida e continuou firme e decidida diante de Raul e de sua ameaça com o facão. O Espírito Forte lhe deu uma força extraordinária, fazendo-a preferir morrer a pecar. Raul, sentindo que nada conseguiria, ficou enfurecido e, então, começou a golpeá-la. Primeiro, foi na testa, depois nas costas e, por fim acertou-lhe um golpe terrível e profundo no pescoço, quase decepando a cabeça.
Benigna caiu morta sobre as pedras. Fora firme e resoluta na sua fé e na observância dos mandamentos do Senhor e da sua Igreja. Raul, vendo sua vítima morta, fugiu. O corpo de Benigna foi encontrado logo e enterrado na manhã do dia seguinte, em Santana do Cariri. Os sentimentos do povo foram de admiração pela coragem e santidade de Benigna.
MONS. PEDRO TEIXEIRA CAVALCANTE
Doutor em Teologia
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