SANTA MARIA GORETTI 2
E a
menina fraca, morena, humilde, generosa, pobre, piedosa atraía a atenção de
todos pela sua bondade. Era tão boa, que sofria quando algum dos seus colegas
de escola era submetido a um castigo. Ao ver a palmatória bater e um coleguinha
ficando de joelhos em cima de caroços de milho, sentia muito e partilhava
aquele sofrimento do outro. Benigna tinha num coração de ouro. E era isso que a
tornava querida e estimada por todos. Não apenas seus familiares e amigos, mas
todos que a conheciam admiravam sua ternura e sua maneira detratar as pessoas.
Como filha adotiva, era exemplar. Obediente,
fazia, com prazer, todos os deveres de casa e estava sempre à disposição de
todos. Sua piedade era sincera e admirável para uma criança de sua idade. Não
perdia a missa dominical e, depois de ter realizado seu grande sonho, fazer a
primeira comunhão, sua devoção eucarística aumentou, à qual acrescentava seu
amor ao Coração de Jesus. A Bíblia, presente de um sacerdote, passou a ser seu
livro de cabeceira.
Aos doze anos, apesar de não ser nenhuma deusa,
Benigna começou a atrair a atenção de um rapaz, chamado Raul Alves. Nessa
época, iniciou-se uma nova fase da vida dela, porque começou seu martírio.
Raul
começou assediando Benigna com propostas de namoro. Isto não estava nos planos
da menina, que logo recusou de forma firme, porque nada queria com Raul. Mas,
ele não desistiu, não se deu por vencido. Benigna procurou o vigário, Pe.
Cristiano Coelho, e lhe pediu conselhos. O padre aconselhou-a a mudar de
residência e ela foi morar em Santana do Cariri, Ceará, lugar do
seu martírio.
MONS. PEDRO TEIXEIRA CAVALCANTE
Doutor em Teologia
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