Neste mês de agosto, celebramos duas grandes festas de Maria: sua Assunção e seus Prazeres. Na verdade, embora Maria seja uma só, nós, católicos, enchemo-la dos mais variados e bonitos títulos possíveis.
Assim, as festas de Nossa Senhora da Assunção e de Nossa Senhora dos Prazeres podem ser muito bem como as festas de Nossa Senhora das Vitórias, de Nossa Senhora da Glória e de Nossa Senhora do Sorriso.
Todos os títulos têm o mesmo sentido, com efeito, a Assunção de Maria aos céus foi seu grande e último Prazer, sua grande Alegria, mas foi também sua vitória sobre a morte e a sua glória final e total, como Mãe de Jesus.
Tudo começou e depende da maternidade divina de Maria. São Paulo resume toda sua mariologia em poucas palavras, numa espécie de síntese do mistério da Redenção, dizendo: “Mas quando veio a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, que nasceu de uma mulher e nasceu submetido a uma lei.” (Gl 4,4)
Nossa história salvífica, que vem desde toda a eternidade, concretiza-se “na plenitude dos tempos” com o nascimento do Salvador de uma mulher.
Mulher que lembra aquela do Gênese (3,15), e aquela do Apocalipse (12,1-17); aquela que Jesus gostava de chamar simplesmente de “mulher” (Jo 2,4); mulher que, por causa da maternidade divina, é simplesmente a bendita entre todas as mulheres. (Lc 1,42)
Celebrando, pois, a assunção e os prazeres dessa Mulher, estamos engrandecendo a Trindade, que nela, a pobrezinha de Deus, como a chamava santo Antônio, operou grandes maravilhas e, por isso mesmo, nós, seus filhos, exultamos de alegria, sabendo que todas as gerações a chamarão bem-aventurada. (Lc 1,48)
MONS. PEDRO TEIXEIRA CAVALCANTE
Doutor em Teologia
*Texto de agosto de 2009.


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