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sábado, 2 de novembro de 2019

Evangelho de hoje, sábado, 02/11/2019

Evangelho do dia - Jo 6,37-40
Naquele tempo, disse Jesus às multidões: 37“Todos os que o Pai me confia virão a mim, e quando vierem, não os afastarei. 38Pois eu desci do céu não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou. 39E esta é a vontade daquele que me enviou: que eu não perca nenhum daqueles que ele me deu, mas os ressuscite no último dia. 40Pois esta é a vontade do meu Pai: que toda pessoa que vê o Filho e nele crê tenha a vida eterna. E eu o ressuscitarei no último dia”. — Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

Catequese Bíblico-Missionária

A Igreja celebra a esperança da vida ao recordar todos os falecidos. É a Igreja peregrina vivendo em comunhão com todos os que já se foram. Desde o século XI, a Igreja celebra este dia, iniciado no mosteiro Beneditino de Cluny, na França. Neste dia de prece, fiquemos com a bela meditação de Leão Dehon:
“O amor ultrapassa o temor e a esperança. O amor não destrói o temor nem a esperança, mas retira-lhes o que o amor-próprio lhe pode misturar de visões mercenárias. O amor não conhece habitualmente outro temor senão o temor filial, isto é, o medo de desagradar a um Pai bem-amado. Sendo filho do amor, esse temor é de uma atenção e delicadeza totalmente diferentes do medo da justiça divina e dos seus castigos. Leva a evitar as mínimas faltas, as mais pequenas imperfeições voluntárias. Em vez de comprimir e de gelar o coração, alarga-o e aquece-o. Não causa nenhuma perturbação, nenhum alarme; e mesmo quando escapa alguma falta, reconduz docemente a alma ao seu Deus através de um arrependimento tranquilo e sincero.
Procura acalmar-se e reparar abundantemente da mágoa que se lhe pôde causar. De resto, não se inquieta nem perde a confiança. O amor tira também à esperança o que ela tem de demasiado pessoal. Aquele que ama não sabe outra coisa senão contar com Deus, nem fazer boas obras, principalmente com o objetivo de acumular méritos; e por esse nobre desinteresse, merece incomparavelmente mais.
Esquecendo tudo o que fez por Deus, não pensa noutra coisa senão em fazer ainda mais. Não se apoia sobre si mesmo; visa a recompensa celeste menos sob o título de recompensa do que como uma garantia de amar o seu Deus com todas as suas forças e de ser por Ele amado durante a eternidade. Sem excluir a esperança, que lhe é natural, considera a felicidade mais do lado do bom agrado do seu Deus e da sua glória que lhe pertence do que do lado do seu próprio interesse. E quando o amor está no seu ponto mais elevado de perfeição, estaria disposto a sacrificar sua felicidade própria à vontade divina, se exigisse dele esse sacrifício.
Coloca sua felicidade no cumprimento dessa vontade. O coração dos Santos atingiu mesmo sobre a terra esse grau de pureza. É a disposição dos bem-aventurados no céu. É preciso, portanto, que o amor seja purificado a esse grau neste mundo, ou no outro, pelas penas do purgatório.
Há, portanto, que deliberar sobre essa escolha? E quando a via do amor não tivesse outra vantagem senão a de nos isentar do purgatório ou de lhe abreviar consideravelmente a duração, poderíeis hesitar em abraçá-la?”

(João Leão Dehon, OSP 2, p. 16s.).

Oração
Ó Deus, escutai com bondade as nossas preces e aumentai a nossa fé no Cristo ressuscitado, para que seja mais viva a nossa esperança na ressurreição dos vossos filhos e filhas. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.— Amém.

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