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sábado, 31 de agosto de 2019

Homilia Dominical


Quem se humilha será exaltado

Humildade como sabedoria
A humildade não é um tema amado em nossa realidade atual. Há um permanente desejo de uma vida na grandeza. Humildade não faz parte de seu vocabulário. Sempre se procura ser mais que os outros. Em tudo se quer estar no pódio com uma medalha de ouro. “Sou o maior nisso”. Há grande concorrência para ser o maior. O último lugar não serve. Isso invade de tal modo a sociedade e invade também a Igreja. Há uma luta intestina na busca de cargos, títulos, posições etc. A política confere uma posição de destaque muito procurado. Os políticos são simples só na campanha. Quem busca poder procura ter sempre mais. A vaidade exige gastos, mesmo acima das próprias condições, mesmo agravando sua condição. É uma sociedade imatura que vive do orgulho e provoca o consumismo. Ser pobre é uma condição inaceitável. Devemos acabar com a pobreza para dar o direito à vida digna. Precisamos acabar com as forças que levam ao orgulho e à vaidade. Jesus nos orienta com a parábola dos convidados ao banquete. Um quer sentar-se no primeiro lugar, mas está reservado a outro de maior prestigio e poder. Assim é humilhado. Jesus explica que ele deve ser humilde e buscar o último lugar. As forças da humildade podem transformar a sociedade. A Igreja está repleta de vaidade. Como se luta por ter as melhores paróquias, querer um episcopado etc... É vergonhoso. O Papa Francisco é um tema frequente. A humildade não impede termos bens, lugares de honra, dinheiro, poder e posição de honra. Já diz o livro do eclesiástico: “Na medida em que fores grande deverás praticar a humildade” (Eclo 3,20).
O Senhor é Pai do pobre
O salmo nos descreve a humildade como atenção aos necessitados e pobres: “Dos órfãos Ele Pai, e das viúvas, protetor. É assim o nosso Deus em sua santa habitação. É o Senhor quem dá abrigo, dá um lar aos deserdados, quem liberta os prisioneiros e os sacia com fartura...” Dizer que Deus toma a Si a causa dos pobres, não quer dizer que abandone os que vivem na fartura. O que deseja é que esse bem perecível se torne fonte de vida e caminho fácil para o Céu em seu bom uso. Dom Helder dizia: “Que não se deve fazer os ricos pobres e os pobres ricos, mas todos irmãos”. Essa virtude é participação da vida de Deus que em seu amor mútuo na Trindade tem a humildade como seu ser o mútuo acolhimento. Unidos a Deus Pai, Filho e Espírito, vivemos seu modo de ser no humilde acolhimento. A falta de humildade tira o alicerce das virtudes. Somente a humildade pode reformar a sociedade e nossa Igreja. Por isso o Papa Francisco tem se batido contra o clericalismo onde predomina a busca dos primeiros lugares do mundo. Gostam dos holofotes da sociedade. O holofote é servir aos pobres, não aos ricos. Esses devem servir.
Humildade, retrato do Pai
Essa reflexão quer nos mostrar a face do Pai. Como não vemos o Pai com olhos humanos, Jesus O mostrou para nós. Ele é a expressão completa do Pai. Disse: “Quem me vê, vê o Pai” (Jo 12,45). Por isso, para ser um autêntico fiel, é necessário ter humildade e aceitar a Palavra Viva, que é Jesus. É preciso entender que toda a vida espiritual não nos tira da realidade terrestre para viver as espirituais, mas não envia à realidade humana. Esse é o critério: saber se estamos vivendo a vida cristã. O que é espiritual, se não for vivido no serviço fraterno, na humildade, fazendo-se próximo de todos, não se sustenta nem tem utilidade. Nossos santos sempre fizeram tudo pelos pobres.
Leitura: Eclesiástico 3,19-21. 30-31; Salmo 67; Hebreus 12,18-19;Lucas, 14,1.7-14
Ficha nº 1888 - Homilia do 22º Domingo Comum (01.09.19)

1. Precisamos acabar com as forças que levam ao orgulho e à vaidade.
2. Essa virtude é participação da vida de Deus em seu amor mútuo na Trindade.
3. Para ser um autêntico fiel, é necessário ter humildade e aceitar a Palavra Viva.

Trocando de cadeira

Existe a dança da cadeira. Ao sinal, todos se acomodam na cadeira à sua frente. Um fica fora. Refletindo sobre os convidados ao banquete, Jesus diz que não se deve procurar tomar os primeiros lugares. Foi mandado para um lugar no final. Jesus disse que, em lugar de servir os ricos que vão retribuir. Assim já recebeu sua recompensa. O que deve fazer é fazer banquetes para os pobres que não poderão retribuir. Deus então retribuirá.
Nossa sociedade que procura os primeiros lugares em tudo. Sendo tão distante do caminho de Jesus, colocam-se no lugar de Deus. A Igreja é chamada a levar a todos as riquezas que Deus oferece a que assume Jesus e sua Palavra. Desse modo realizamos o mandamento de Jesus.
Fonte - https://www.a12.com/reze-no-santuario/deus-conosco

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