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segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

Examinemos o que é falso no meio de nós

Examinar o que é falso é examinar o mundo em que estamos, onde estão todos falando de Deus por aqui e acolá
“Caríssimos, não acrediteis em qualquer espírito, mas examinai os espíritos para ver se são de Deus, pois muitos falsos profetas vieram ao mundo” (1João 4,1).
Vivemos num mundo de falsos e mentirosos. Existem falsidades em todos os contextos da existência humana. Existem falsos elementos, falsos alimentos, falsos produtos, roupas falsas, marcas falsas; e toda falsificação é uma mentira. Existem as falsas notícias que são verdadeiros horrores ou crimes, na boa compreensão da palavra. Não podemos negar que existem falsos evangelhos, falsos profetas, falsos espíritos presentes e recheando o mundo em que estamos.
O que é falso? Aquilo que, aparentemente, é bonito, colorido, é até mais chamativo do que o original e verdadeiro. O que é falso, geralmente, chama mais a atenção do que o verdadeiro, até porque o que é falso faz mais propaganda, ele se divulga mais, apresenta-se mais.
Com certeza, há muitas coisas falsas no mundo religioso em que estamos. No nosso contexto interno, não podemos dizer que tudo o que acontece em nossas igrejas, em nossos grupos de orações seja verdadeiro, porque há pessoas falseando a sua própria experiência com Deus. Alguns dizem: “Olha, Deus falou comigo!”, quando Deus não falou nada. A pessoa transforma a fantasia da sua mente ou o jogo dos seus interesses e vontades, e impõe aquilo como vontade de Deus.
Há pessoas que tem o dom da oratória, do falar, do convencimento, que pinta daquele jeito e passa por outros causando uma impressão. O que a Palavra de Deus está nos dizendo, hoje, é que precisamos examinar com muita seriedade todas as coisas. Não é porque está curando ali e aqui, está oferecendo tal coisa, que aquilo é de Deus.
Como homem religioso que sou, reconheço coisas falsas que estão dentro de mim, e renuncio a todas elas, mas é como homem de Deus que preciso reconhecer que há muitas coisas falsas no meio de nós.
Purifiquemos a nós mesmos para abraçarmos aquilo que é verdadeiro, autêntico e real. Não é para sair julgando esse ou aquele, mas é preciso ter discernimento e examinar os espíritos.
Não é porque aquela pessoa fala bem, fala de Deus, da Igreja, não é porque carrega uma cruz ou uma medalha, que aquilo que é autenticamente de Deus, marcado por Ele, vem da Igreja.
Na Igreja também há enganos? Pode ter enganos de pessoas, mas enganos de verdades jamais. A verdade que Deus confiou a sua Igreja, cabe a ela nos mostrar sempre a verdade. A comunhão que a Igreja nos vive é o caminho de salvação para vivermos a verdade.
Há muitos no meio de nós que falam mal do Papa, não vivem a comunhão com ele e pregam o seu próprio evangelho. Há muitos no meio de nós que se deixam iludir por aqueles que falam dessa ou daquela forma. A nossa união com a verdade está na comunhão com a Igreja de Cristo, a cabeça é o Papa que temos hoje, nosso amado Papa Francisco, e os nossos bispos em nossas dioceses, e assim por diante.
Examinar o que é falso é examinar o mundo em que estamos, onde estão todos falando de Deus por aqui e acolá, mas saber o que é de Deus é só quem se coloca na humildade para obedecer-Lhe.
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo
Sacerdote da Comunidade Canção Nova, jornalista e colaborador do Portal Canção Nova. Contato: padrerogercn@gmail.com – Facebook

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